FLUXOGRAMAS: UMA ANÁLISE DE COLEÇÕES DE LIVROS DIDÁTICOS DE MATEMÁTICA

  • Laiany Fagundes Mota
  • Ana Lisiane Lopes da Silva
  • Milena Mendonça Dutra
  • Odinei Silva Garcia
  • Maria Arlita Da Silveira Soares
  • Leugim Corteze Romio
Rótulo Álgebra, BNCC-Matemática, Fluxograma, Livro, Didático, Pensamento, Computacional

Resumo

A inserção de conceitos da Computação na Educação Básica, em particular, nas aulas de Matemática, tem sido defendida por diferentes pesquisadores (WING, 2006; RAABE; COUTO; BLIKSTEIN, 2020) e propostas curriculares (nacionais e internacionais), visto que competências e habilidades relacionadas a Computação são importantes à sociedade do século XXI, em especial, o Pensamento Computacional (PC). Segundo Wing (2006), PC é uma habilidade fundamental a todos, não somente a cientistas da computação, seja para leitura, escrita ou aritmética, o PC deveria ser incluído na habilidade analítica de toda criança. Considerando a importância do PC, organizou-se um projeto de pesquisa denominado Pensamentos Matemático e Computacional na Educação Básica: Uma Experiência com Professores de Matemática, vinculado à Universidade Federal do Pampa Caçapava do Sul-RS, com a intenção de analisar as relações entre os Pensamentos Matemático e Computacional, em especial, na Educação Básica (EB), o qual tem, como um dos objetivos, análise de Livros Didáticos. Neste sentido, o trabalho aqui apresentado tem por objetivo a exposição da análise de como três coleções de livros didáticos, admitidas pelo PNLD 2020, expõem as habilidades propostas pela BNCC-Matemática relacionadas ao Pensamento Computacional, em particular, na unidade temática Álgebra. Para tal, buscou-se respaldo teórico nas propostas curriculares e nas pesquisas que problematizam relações entre os pensamentos Matemático e Computacional. Para tanto, considerou-se pressupostos da pesquisa qualitativa. Inicialmente, efetuou-se uma análise da BNCC-Matemática (Anos Finais do EF) quanto às habilidades que apresentam o termo algoritmo/algoritmos e fluxograma/fluxogramas, podendo ocorrer um dos dois ou ambos. Em seguida, nas coleções de livros didáticos, procurou-se realizar um mapeamento quanto a aplicação do termo fluxograma/fluxogramas. Observa-se que a opção pela busca, somente, do descritor fluxograma/fluxogramas ocorreu em razão de o descritor algoritmo/algoritmos nem sempre estar relacionado às ideias do PC. Além disso, este descritor, quando identificado relacionado às ideias do PC, também, estava associado ao descritor fluxograma/fluxogramas. Por fim, analisou-se detalhadamente as unidades/capítulos que tratam de conteúdos/conceitos relacionados a unidade temática Álgebra. As coleções analisadas foram: A Conquista da Matemática, Editora FTD (C1); Teláris - Matemática, Editora Ática (C2); e, Matemática Realidade & Tecnologia, Editora FTD (C3). Destaca-se que, essas três coleções correspondem, em número de aquisições, a aproximadamente 65% dos exemplares adquiridos pelo PNLD/2020. As três coleções são compostas por quatro livros cada, para os Anos Finais (AF) do EF, sendo que C1 e C3 possuem os livros estruturados em unidades temáticas, enquanto C2 organiza em capítulos. A análise quantitativa do descritor foi categorizada em: Orientações Iniciais, seção inicial dos exemplares com esclarecimentos quanto à proposta da coleção, a qual foi subdividida em BNCC - abordando quando o descritor foi exposto em citações oriundas da própria Base - e, Geral - para as outras vezes em que foi referido o descritor; Orientações Didáticas, são as orientações direcionadas ao docente, nas bordas dos exemplares, pois, o que encontra-se na parte central é destinado para o livro do aluno, a qual foi subdividida em Retomada de Conteúdos - sugestões, onde os autores propõem a elaboração de fluxogramas para revisar os conteúdos abordados - e, Atividades Específicas - discussões em relação às atividades propostas aos alunos; Livro do Aluno, a qual é subdividida em Conteúdo e Atividades para analisar quando o descritor é especificado na parte direcionada ao aluno. A análise quantitativa permitiu verificar que o descritor aparece 62 vezes na C1, 60 vezes na C2, 90 vezes na C3. Destaca-se que, nas Orientações Gerais e ao Professor o termo foi citado 49, 44 e 70 vezes, respectivamente, em C1, C2 e C3. Assim como, no livro do aluno o termo apareceu 13, 16 e 24 vezes, respectivamente, para C1, C2 e C3. Em relação a Álgebra, o descritor foi identificado apenas nas coleções C1 e C3. O fluxograma, em C1, foi identificado no Livro do Aluno, na parte do Conteúdo. Em C3, ele foi verificado em 6 situações, sendo três nas Orientações Didáticas, duas na parte do Conteúdo e, somente, uma atividade. Observa-se, em C1 e C3, que as habilidades, relacionadas à unidade temática Álgebra, buscam relacionar conteúdos de Álgebra com o PC, por meio da construção de fluxogramas que envolvem sequências, destacando o reconhecimento de padrões. Por fim, os resultados demonstram que o estudo de algoritmos, representados por fluxogramas, ainda é muito incipiente, precisando ser melhor trabalhado, principalmente, em relação a simbologia e a relação com conteúdos/conceitos matemáticos, em especial, identificação de padrões.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
FAGUNDES MOTA, L.; LISIANE LOPES DA SILVA, A.; MENDONÇA DUTRA, M.; SILVA GARCIA, O.; ARLITA DA SILVEIRA SOARES, M.; CORTEZE ROMIO, L. FLUXOGRAMAS: UMA ANÁLISE DE COLEÇÕES DE LIVROS DIDÁTICOS DE MATEMÁTICA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.