TAXAS DE CESARIANA CONFORME O SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DE ROBSON: O QUE MUDOU APÓS A IMPLANTAÇÃO DO PROJETO APICE ON

  • Gustavo Kolling Konopka
  • Angélica Haefliger Reineri
  • Érica Carvalho Schneider
  • Bruna Dorneles
  • Cristine Kolling Konopka
  • Luciane Flores Jacobi
Rótulo Cesariana, Classificação, Robson, Projeto, Apice, On

Resumo

No Brasil a taxa de cesariana é de cerca de 56%, aumentando para mais de 80% quando consideramos apenas os serviços de saúde privados. Estes altos índices de parto cirúrgico preocupam as autoridades sanitárias nacionais e internacionais, uma vez que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que taxas de cesariana maiores do que 10% não contribuem para reduzir a mortalidade materna ou neonatal, sendo que, para o Brasil, a taxa de referência ajustada seria de 25 a 30% de cesarianas. As taxas de cesariana variam consideravelmente para diferentes hospitais, em função das características das parturientes que atendem, bem como de seus recursos, humanos e materiais, e protocolos instituídos. Desta forma, o presente trabalho pretende analisar as diferenças nas taxas de cesariana em um hospital terciário de ensino de acordo com os grupos do Sistema de Classificação de Robson (SCR) antes e após a implantação das mudanças proposta pelo projeto Apice On - Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia - que objetiva, dentre outros, a redução das taxas de cesariana, especialmente dos Grupos de 1 a 4 do SCR. O estudo foi do tipo transversal, envolvendo 4726 pacientes em um hospital terciário do interior do Rio Grande do Sul. Os dados foram obtidos através de entrevistas e/ou análise de prontuários eletrônicos em dois períodos distintos, sendo o primeiro de janeiro de 2017 a junho de 2018 (n=3150), anterior à adesão do serviço ao projeto Apice On, e o segundo, com resultados parciais, de janeiro de 2020 a junho de 2021 (n=1576), posterior à implantação das mudanças proposta pelo projeto Apice On. Foram avaliadas as taxas de cesariana e de parto vaginal entre as pacientes, nos dois períodos do estudo, tendo como base para categorização o SCR (grupos 1 a 10 de Robson). Os grupos de Robson representam: feto único, cefálico, a termo (idade gestacional ≥ 37 semanas), trabalho de parto espontâneo (TP) em primigestas (grupo 1), feto único, cefálico, a termo, TP induzido ou cesariana eletiva em primigestas (grupo 2), feto único, cefálico, a termo, TP espontâneo em multíparas (grupo 3), feto único, cefálico, a termo, TP induzido ou cesariana eletiva em multíparas (grupo 4), feto a termo, cefálico em multíparas com uma ou mais cesáreas prévias (grupo 5), todas multíparas com apresentação pélvica (grupo 6), todas primíparas com apresentação pélvica (grupo 7), todas as gestações múltiplas (grupo 8), todas gestações com situação transversa ou oblíqua (grupo 9), todos os fetos cefálicos com idade gestacional

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
KOLLING KONOPKA, G.; HAEFLIGER REINERI, A.; CARVALHO SCHNEIDER, ÉRICA; DORNELES, B.; KOLLING KONOPKA, C.; FLORES JACOBI, L. TAXAS DE CESARIANA CONFORME O SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DE ROBSON: O QUE MUDOU APÓS A IMPLANTAÇÃO DO PROJETO APICE ON. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.