BIOMARCADORES PRECOCES SOBRE DOENÇA DE ALZHEIMER

  • Franck José José Poravoski Tolfo
  • Thiago Pereira Bordignon
  • Yuri Rozemberg Azambuja
  • Ilson Dias Da Silveira
Rótulo Doença, Alzheimer, proteína, &#946, -amilóide, 42, tau, saúde, básica

Resumo

A Doença de Alzheimer, a causa mais comum de demência, foi descrita pela primeira vez há mais de 100 anos. Atualmente, cerca de 24 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de alguma forma de demência e a prevalência global de demência deverá dobrar a cada 20 anos, atingindo 42 milhões de pessoas em 2020 e 81 milhões de pessoas em 2040. A Doença de Alzheimer corresponde a 60-80% de todos os casos de demência, afetando principalmente pessoas com mais de 65 anos de idade e levando à morte inevitável em cerca de sete anos após o início da doença . A Doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva, com declínio cognitivo piorando gradualmente ao longo dos anos. O comprometimento da memória de curto prazo é um dos primeiros sintomas que os pacientes com Doença de Alzheimer experimentam. Os pacientes pioram gradualmente e começam a apresentar outros sintomas, incluindo perda de memória de longo prazo, confusão, distúrbios na linguagem e no ciclo sono-vigília, alterações de humor, perda de funções corporais e morte. A rápida progressão da doença tem um grande impacto para o indivíduo afetado, seus familiares, cuidadores e sociedade. As características patológicas da Doença de Alzheimer são o acúmulo de emaranhados neurofibrilares e placas amilóides. As placas amilóides são formadas a partir de peptídeos β-amilóides, que são produzidos pela clivagem enzimática da proteína precursora de amiloide. No entanto, não há correlação estrita entre o número de placas corticais e declínio cognitivo na Doença de Alzheimer, indicando que outros fatores podem ter um papel na progressão da doença. Os emaranhados neurofibrilares são formados devido à hiperfosforilação e oligomerização da tau, uma proteína associada aos microtúbulos. Sendo assim, elucidar biomarcadores precoces baseados em neurodegeneração são essenciais no diagnóstico da doença. O atual trabalho, tem como objetivo difundir conhecimentos complexos da Doença de Alzheimer para uma população mais humilde da atenção básica de Uruguaiana. Esse projeto é baseado na busca em um extenso banco de dados de artigos científicos sobre Doença de Alzheimer publicados em plataformas renomadas internacionalmente nos últimos 25 anos tais como, Pubmed Central e National Library of Medicine. O modelo escolhido para a realização do projeto foi pensado devido a grande quantidade de artigos sobre a Doença de Alzheimer que podem ser utilizados para levar o conhecimento às instituições públicas de saúde básica de Uruguaiana, os quais sejam compatíveis com as demandas locais. Foram selecionados estudos que abordassem técnicas de coleta do Líquor e biomarcadores sanguíneos, os comparando entre si para a escolha do melhor método e foram desconsiderados estudos que abordassem apenas uma técnica isolada ou que não abordassem a hipótese de deposição amiloide. Dessa forma, atualmente os biomarcadores mais precoces para a patologia, serão os presentes no líquido cefalorraquidiano. Uma diminuição acentuada de proteína β-amilóide 42 no Líquido cefalorraquidiano e um aumento acentuado de tau total e tau fosforilada noLíquido cefalorraquidiano podem ser usados para identificar pacientes sintomáticos com Doença de Alzheimer com sensibilidade e especificidade acima de 80%. Além disso, a diminuição no Líquido cefalorraquidiano proteína β-amilóide 42 também é útil para prever o desenvolvimento posterior de Doença de Alzheimer. proteína β-amilóide 42 no Líquor podem primeiro aumentar e depois começar a diminuir 25 anos antes do início dos sintomas da Doença de Alzheimer. A deposição de proteína β-amilóide 42 no parênquima cerebral aparece mais cedo do que a deposição de tau fosforilada em emaranhados neurofibrilares e pode ser detectada no cérebro por muitos anos antes do aparecimento dos sintomas clínicos da Doença de Alzheimer diminuições nas razões proteína β-amilóide 42/proteína β-amilóide 40 e proteína β-amilóide42/proteína β-amilóide 38 podem ser melhores marcadores diagnósticos de Doença de Alzheimer do que o proteína β-amilóide 42 no Líquido cefalorraquidiano sozinho para a diferenciação da Doença de Alzheimer de condições que não são Doença de Alzheimer. Destarte, notamos que é possível identificarmos a Doença de Alzheimer antes de se desenvolverem o sintomas, utilizando o líquido encefalorraquidiano, a obtenção do Líquor é invasiva, arriscada e inadequada para triagem de pessoas saudáveis.Os biomarcadores do Líquor, incluindo proteína β-amilóide 42 diminuído e tau total e tau fosforilada aumentados, foram bem estabelecidos para o diagnóstico de Doença de Alzheimer e a previsão de conversão futura para Doença de Alzheimer. Dessa forma, biomarcadores obtidos de forma menos invasiva estão sendo desenvolvidos e se mostram necessários para talvez desenvolver uma técnica mais acessível para a população que utiliza a saúde básica de Uruguaiana.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
JOSÉ JOSÉ PORAVOSKI TOLFO, F.; PEREIRA BORDIGNON, T.; ROZEMBERG AZAMBUJA, Y.; DIAS DA SILVEIRA, I. BIOMARCADORES PRECOCES SOBRE DOENÇA DE ALZHEIMER. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.