AS ESTRATÉGIAS DE MARKETING UTILIZADAS POR EMPRESAS NO SEGMENTO DE ALIMENTOS ORGÂNICOS

  • Kauane Melo
  • Kauane Borges de Melo
  • Paulo Roberto Cardoso da Silveira
Rótulo alimentação, saudável, indústria, alimentar, marketing, consumo, consciente

Resumo

As mudanças nos hábitos alimentares dos brasileiros têm sido amplamente analisadas na área de Marketing. O consumo alimentar é influenciado por diversos fatores como nível de informação, aspectos culturais, crenças, estilo de vida e nível socioeconômico. Nesse sentido, a sociedade demostra sua preocupação com a alimentação saudável, sendo que empresas tem se readaptado as novas exigências e buscado alternativas e inovadoras em oferecer um alimento natural, saudável, nutritivo e com menor impacto ambiental. Nesse contexto, tem aumentado o segmento de alimentos orgânicos que são aqueles produzidos de forma sustentável sem a utilização de agrotóxicos, provenientes de uma produção agrícola responsável ao tratar o solo e que faz o uso de tecnologias limpas com menor impacto ao meio ambiente. O objetivo deste trabalho foi conhecer as estratégias de marketing de duas empresas alimentícias que comercializam produtos orgânicos. A metodologia foi por meio de uma revisão bibliográfica que buscou identificar os elementos a serem explorados em um referencial teórico capaz de qualificar a análise sobre o objeto de estudo; além disto, pretendeu-se de forma critica construir os instrumentos de pesquisa. Este estudo caracterizou-se como uma pesquisa exploratória sobre as estratégias de marketing de duas empresas alimentícias que apresentam em seu card de produtos, alimentos orgânicos, onde se busca analisar a influencia do Marketing sobre os consumidores. Foram escolhidas as empresas Mãe Terra e Native orgânicos que agem nacionalmente e que tem uma inserção no mercado significativa, ambas são grandes empresas que fornecem produtos processados orgânicos (industrializados). Trabalhar com os processados é muito importante visto que eles criam uma possiblidade de maior consumo, pois aumentam a vida útil dos produtos, além de permitir alcançar longas distancias acessando mercados além da esfera local/regional. A urbanização exige o consumo de produtos industrializados, pois torna-se necessário um volume maior de produção e uma regularidade de oferta, características que os alimentos in natura e minimamente processados não conseguem atender. Não foi possível coletar informações diretamente com as empresas, pois estas não aceitaram disponibilizar dados, alegado sua politica de privacidade. Assim, optou-se por analisar-se os sites das empresas, além de suas campanhas de marketing, a partir de um olhar de pesquisadora. Nesta análise, considerou-se algumas categorias estratégicas utilizadas nos sites; primeiramente, foram analisados cuidadosamente todos os elementos que compõem o site das empresas (estrutura e funcionalidade), informações, produtos e serviços, ou seja, tudo que é oferecido para seus consumidores. Em seguida buscou-se compreender quais meios as empresas analisadas utilizam para divulgar seus produtos, além do site. Desta forma, analisou-se campanhas de divulgação, agencias publicitárias, parcerias com outras marcas e influenciadores digitais, buscando desta forma analisar de que forma essas ferramentas são utilizadas de maneira competitiva para atrair mais consumidores. De acordo com os resultados obtidos neste trabalho é possível concluir que empresas que comercializam alimentos orgânicos estão investindo cada vez mais em tecnologias inovadoras de Marketing, em especial no design dos sites que vai além de simplesmente trazer portfólio de produtos, ou seja, buscam apresentar um site moderno com diversas informações para atrair novos e fiéis consumidores. Futuramente novas pesquisas devem buscar compreender este cenário de mudanças nas tendências de consumo.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
MELO, K.; BORGES DE MELO, K.; ROBERTO CARDOSO DA SILVEIRA, P. AS ESTRATÉGIAS DE MARKETING UTILIZADAS POR EMPRESAS NO SEGMENTO DE ALIMENTOS ORGÂNICOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.