ALTERAÇÕES HISTOPATOLÓGICAS NO FÍGADO DE RATOS WISTAR MACHOS E FÊMEAS, SUBMETIDOS A DHGNA, TRATADOS COM SOBREDOSAGEM DE VITAMINA D.

  • Silvia Muller de Moura Sarmento
  • Elizandra Gomes Schmitt
  • Júlia Cristhina Monteiro Klock
  • Clóvis Klock
  • Vinicius Tejada Nunes
  • Vanusa Manfredini
Rótulo Vitamina, DHGNA, Histologia, fígado

Resumo

Com a mudança nos hábitos de vida do homem ao longo dos anos, com diversas dietas ultra processadas, com a redução nos hábitos de vida e com a redução a exposição solar, proporcionou-se então grande ocorrência de deficiências vitamínicas, entre elas a vitamina D, um importante modulador celular oxidativo e inflamatório do organismo, apresentando protagonismo no metabolismo fisiológico. Em vista disto, a vitamina D tem se mostrado um importante regulador na prevenção e na progressão de doenças metabólicas, como por exemplo, a Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), que é caracterizada pelo acumulo de gordura nos hepatócitos, sendo uma das principais patologias metabólicas que acomete indivíduos sem histórico de adição ao álcool. Contudo o papel da vitamina D na Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica sobre uma administração crônica, se faz ainda desconhecido. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar as alterações histopatológicas no fígado frente a administração crônica da vitamina D em modelo experimental de Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica em ratos Wistar. O protocolo experimental foi aprovado na CEUA UNIPAMPA sob o número de protocolo 016/2021. Para isso, foram utilizados sessenta (60) ratos adultos (n=30 machos e n=30 fêmeas), que foram aclimatados no BIOPAMPA por quinze (15) dias, com ciclo doze (12) horas claro-escuro e temperatura controlada de 22ºC, e posteriormente foram submetidos a indução da Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica com a ingestão de ração hiperlipidica e água enriquecida com sacarose a 45% durante quarenta e cinco (45) dias. Após a indução da Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica, os animais permaneceram com ração e água ad litum e foram divididos em cinco (5) grupos, com seis (6) animais cada: Grupo 1: esteatose hepática + salina, Grupo 2: esteatose hepática + 500UI/kg/dia, Grupo 3: esteatose hepática + 1000 UI/kg/dia, Grupo 4: esteatose hepática + 2000 UI/kg/dia e Grupo 5: esteatose hepática + 3000 UI/kg/dia. A vitamina D foi administrada por gavage, em doses acumulativas, conforme pesagem semanal, uma vez na semana durante um mês. Após, os animais foram eutanasiados utilizando sobredose de anestésicos por via intraperitoneal, de acordo com o peso individual. O fígado então foi retirado pesado e armazenado em formalina neutra tamponada 1%, para posterior processamento de laminas histológicas e coloração em Hematoxilina & Eosina, e as amostras foram processadas e fotografadas em microscópio Laica 400X. Os resultados mostram na análise que há, de fato, indução da Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica, com a evidencia microscópica de gotículas de gordura no tratamento controle - salina em ambos os sexos. Ao analisar os tratamentos, evidenciou-se que houve uma melhora histopatológica nas dosagens de 500UI e 1000UI de vitamina D/dia, nos modelos experimentais tanto de machos como de fêmeas. Entretanto, nas dosagens mais altas de 2000UI e 3000UI vitamina D/dia, ocorreu uma distinção entre machos e femeas, onde nos machos foi notado um aumento na quantidade de gotículas de gordura nos hepatócitos, e nas fêmeas, foi observado um maior grau de fibrose. Com isso, conclui-se que a vitamina D possui provavelmente um efeito protetor oxidante e inflamatório frente a Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica em doses mais baixas (500UI e 1000UI vitamina D), toda via nas doses mais altas de 2000UI e 3000UI de vitamina D, este efeito não foi evidenciado. Com tudo, mais estudos devem ser realizados para elucidar estes achados.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
MULLER DE MOURA SARMENTO, S.; GOMES SCHMITT, E.; CRISTHINA MONTEIRO KLOCK, J.; KLOCK, C.; TEJADA NUNES, V.; MANFREDINI, V. ALTERAÇÕES HISTOPATOLÓGICAS NO FÍGADO DE RATOS WISTAR MACHOS E FÊMEAS, SUBMETIDOS A DHGNA, TRATADOS COM SOBREDOSAGEM DE VITAMINA D. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.