ANÁLISE COMPORTAMENTAL DE RATOS WISTAR FÊMEAS TRATADOS COM NANOCÁPSULAS DE COLCHICINA

  • Aurea Lauane Leal Rodrigues
  • Fabyane Sacramento Anuciação
  • Maria Alice Saldanha Medeiros
  • Felipe Chaves Ximenes
  • Sandra Elisa Haas
  • Ana Cláudia Funguetto Ribeiro
Rótulo Open, field, Rotarod, Teste, Comportamental, Toxicidade, Nanotecnologia

Resumo

A colchicina é extraída da planta Colchicum, e possui propriedades anti inflamatórias e anti neoplásicas. Devido a essas funções terapêuticas, é utilizada no tratamento de inúmeras doenças, como crises agudas gota, febre mediterrânea e a doença de Behçet. A colchicina possui um índice terapêutico estreito, ou seja, a dose na qual a substância executa seus efeitos benéficos é muito próxima da dose na qual ela passa a ser tóxica. Entretanto, em decorrência do seu alto nível de toxicidade, é utilizada clinicamente em baixas doses, visto que causa diversos efeitos colaterais, como fadiga, diarreia, vômitos, cólicas, náuseas, entre outros. A manifestação da sua toxicidade ocorre em especial quando é administrada em uma dose superior a 10 mg, portanto se consumida uma dose igual ou superior a 0.8 mg/kg, ela pode ser letal, na maioria dos casos uma dosagem excessiva pode levar a sérias complicações cardíacas. A colchicina possui um mecanismo de ação que desperta bastante interesse de estudo devido a sua janela terapêutica, portanto, métodos inovadores, como a nanotecnologia, vêm ganhando ênfase de aplicação, pois possibilitam contornar os problemas de uso do fármaco. Com isso, o objetivo dessa pesquisa foi avaliar e reunir dados preliminares sobre a neurotoxicidade de nanocápsulas brancas (NC-B), colchicina livre (COL, 1 mg/mL) e nanocápsulas de colchicina (NC-COL, 1 mg/mL) em ratos wistar fêmeas (CEUA 035/2021), após a exposição oral aguda, por meio da realização do teste de open field e rotarod. Os animais foram divididos em 6 grupos diferentes, conforme o tratamento (salina, NC-B, COL2.5, COL10, NC-COL2.5 e NC-COL10). Os grupos tratados com COL e NC-COL receberam doses distintas do fármaco (2.5 ou 10 mg/kg, V. O). O grupo controle (SALINA) bem como NC-B receberam o volume correspondente à dose mais alta do fármaco (10 ml/kg). Os animais foram testados 23h depois em teste de open field (OFT), atividade locomotora (mm), números de elevações e tempo de freezing (S)) e rotarod (tempo de permanência até a primeira queda,máximo de 5 min). Os resultados de OFT foram avaliados em dois momentos distintos: 0-2 min (T1) e de 2-5 min (T2), o T1 foi realizado para analisar a atividade exploratória e o T2 para analisar a ansiedade. Os resultados de OFT foram analisados a partir de ANOVA de duas vias seguido do pós teste de Dunnett; os dados de rotarod foram analisados a partir da ANOVA de uma via, seguido do pós teste de Dunnett (GraphPad Prism® versão 8, San Diego, CA, U.S.A.) e são expressos como média ± desvio padrão relativo. Valores de p < 0.05 foram considerados estatisticamente significativos. De modo geral, os dados estatísticos demonstraram que na avaliação do número de quadrantes foi possível se observar que o grupo de ratos tratados com a NC-COL10, percorreram um número menor de quadrantes se comparados os grupo controle (salina). Já na avaliação do número de elevações, o grupo tratado com a COL2.5, teve um maior número de elevações nos dois tempos avaliados, em comparação ao grupo controle. Enquanto isso, no tempo freezing, o grupo tratado com a NC-COL10 mostrou um tempo maior, quando comparado com o grupo da salina. Já no rotarod foi possível ser observado que os grupos de animais tratados com a COL10, NC-COL2.5 e NC-COL10 tiveram um menor tempo de duração no teste, dose-dependente, se comparados ao grupo controle. Em conclusão, alterações estatisticamente significantes foram observadas nos animais tratados, quando comparado ao grupo controle, especialmente com NC-COL10, estudos mais específicos devem ser conduzidos para investigar os motivos que levaram à tais alterações.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
LAUANE LEAL RODRIGUES, A.; SACRAMENTO ANUCIAÇÃO, F.; ALICE SALDANHA MEDEIROS, M.; CHAVES XIMENES, F.; ELISA HAAS, S.; CLÁUDIA FUNGUETTO RIBEIRO, A. ANÁLISE COMPORTAMENTAL DE RATOS WISTAR FÊMEAS TRATADOS COM NANOCÁPSULAS DE COLCHICINA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.