DESENVOLVIMENTO DE NANOCÁPSULAS CONTENDO ÓLEO DE AÇAI

  • Isadora Calone Bitencourt
  • Elton Luis Gasparotto Denardin
  • Nathilie Savedra Gomes Chaves
  • Sandra Elisa Haas
  • Flávia Elizabete Guerra Teixeira
Rótulo Óleo, açaí, Nanocápsulas, Poliméricas, Nanotecnologia, Açaí

Resumo

O óleo de açaí é um óleo essencial que possui uma coloração arroxeada e é extraído da polpa do fruto de açaí que, por sua vez, é proveniente de uma palmeira nativa da região amazônica denominada Euterpe oleracea. Além de seu uso recorrente na culinária, também são descritas na literatura algumas de suas propriedades, como por exemplo sua atividade antioxidante, anti-inflamatória, antinociceptiva e antidiarreica. A nanotecnologia é uma área que vem crescendo nas últimas décadas, sendo muito promissora e tendo apresentado diversas vantagens quando utilizada, como exemplo podemos citar a redução da toxicidade, modulação na entrega da molécula de trabalho e aumento da sua eficácia. Um dos sistemas nanoparticulados bastante utilizados são as nanocápsulas poliméricas, que podem ser caracterizadas como um sistema formado por um núcleo oleoso e uma parede polimérica. Em vista disso, o objetivo do presente trabalho foi desenvolver e analisar nanocápsulas poliméricas contendo óleo de açaí (OA), de modo que o óleo incorpore o núcleo oleoso e a poli-Ɛ-caprolactona (PCL) forme a parede polimérica. Em primeira instância, sabendo que se trata de um óleo relativamente novo, foi necessário realizar o teste de intumescimento de polímero com a finalidade de descobrir se o óleo de açaí seria capaz de dissolver a parede polimérica escolhida para a nanocápsula. O polímero utilizado para o experimento foi a PCL, sendo este solubilizado com acetona em temperatura controlada (40ºC), em seguida a solução foi colocada em repouso até completa evaporação do solvente, tendo assim como resultado a formação de um filme do polímero. Após finalizada a preparação, os filmes foram mergulhados em 1 mL de óleo de açaí em um tubo de ensaio e pesados nos dias 3, 7, 10, 15, 25, 30, 45 e 60; este experimento foi realizado em triplicata. As nanocápsulas foram preparadas pelo método de deposição interfacial de polímero pré-formado, entretanto substituindo o tensoativo (óleo de triglicerídeo caprílico/cáprico) pelo óleo de açaí. Esse método consiste na solubilização da fase orgânica em banho maria e agitação que após é vertida em uma fase aquosa mantida em agitação magnética, tendo o excesso de solvente retirado em evaporador rotatório, sob pressão reduzida até o volume final de 10 mL. Foram preparadas duas formulações de nanocápsulas; a primeira com 330 µL e a segunda com 660 µL de óleo de açaí, sendo elas denominadas NC1 e NC2, respectivamente, para futuramente serem caracterizadas de acordo com seu diâmetro médio e índice de polidispersidade (SPAN) pela técnica de Difratometria a Laser e seu pH, avaliado em um potenciômetro previamente calibrado. Na avaliação do teste de intumescimento de polímero não foi encontrada diferença significativa entre os dias analisados, indicando que o óleo de açaí não foi capaz de dissolver o PCL, desta forma tornando-o adequado para a utilização na formulação. Após a preparação das nanocápsulas foi realizada a caracterização físico-química de ambas as formulações na qual apresentaram tamanho nanométrico e SPAN menor do que 2, indicando que há homogeneidade dentro do sistema. O pH das duas formulações foi muito semelhante e levemente ácido em todos os dias de avaliação. Tendo em vista os resultados obtidos no presente trabalho, pode-se concluir que o polímero analisado apresentou ser adequado para o desenvolvimento das nanocápsulas. Além disso, todas as formulações testadas apresentaram tamanho nanométrico, sendo assim adequado para a nanoencapsulação.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
CALONE BITENCOURT, I.; LUIS GASPAROTTO DENARDIN, E.; SAVEDRA GOMES CHAVES, N.; ELISA HAAS, S.; ELIZABETE GUERRA TEIXEIRA, F. DESENVOLVIMENTO DE NANOCÁPSULAS CONTENDO ÓLEO DE AÇAI. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.