PREVALÊNCIA DA DEPRESSÃO PÓS-PARTO DE MULHERES DA FRONTEIRA OESTE DO RIO GRANDE DO SUL

  • Victoria Fioravante
  • Raíssa Gabriella Oribe Nunes
  • Eliane dos Santos Rodriguez
  • Julia Machado da Silva
  • Lisie Alende Prates
  • Rodrigo de Souza Balk
Rótulo Período, pós-parto, Depressão

Resumo

Prevalência da depressão pós-parto de mulheres da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul Victoria Gonçalves Fioravante, discente de graduação, Universidade Federal do Pampa, campus Uruguaiana Julia Machado da Silva, enfermeira Eliane dos Santos Rodriguez, Universidade Federal do Pampa, campus Uruguaiana Raíssa Gabriella Oribe Nunes, Universidade Federal do Pampa, campus Uruguaiana Lisie Alende Prates, docente, Universidade Federal do Pampa, campus Uruguaiana Rodrigo de Souza Balk, docente, Universidade Federal do Pampa, campus Uruguaiana e-mail primeiro autor - victoriafioravante.aluno@unipampa.edu.br O puerpério engloba o período entre as seis a oito semanas após o parto e pode ser dividido em imediato, tardio e remoto. Nesse período, muitas vezes, a atenção da mulher concentra-se nos cuidados com o recém-nascido. A nova rotina inclui a reorganização do núcleo familiar, os desafios ligados ao bebê, a amamentação, assim como alterações na vida conjugal e aspectos socioeconômicos. Todas essas mudanças podem desencadear alterações na saúde mental, tais como a depressão pós-parto, a qual consiste em um transtorno no desempenho físico, comportamental, cognitivo e emocional. Contudo, muitas vezes, esse quadro passa despercebido nas consultas da Atenção Primária à Saúde, contribuindo para a sua potencialização e agravamento. O presente estudo tem como objetivo analisar a prevalência de depressão pós-parto, a partir da análise de dados obtidos por meio da Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo. Nesse sentido, destaca-se que essa Escala consiste em um instrumento que contribui para a identificação de fatores de risco para a depressão pós-parto. A escala pode ser realizada tanto pela puérpera quanto pelo profissional, possibilitando a identificação do grau de depressão no período puerperal. O questionário é composto por 10 questões e considera os sintomas da mulher nos últimos sete dias. Para cada pergunta, é considerada pontuação de zero a três pontos. Quando a mulher apresenta pontuação total menor que 12 pontos, considera-se que ela não apresenta sintomas de depressão. Contudo, quando apresenta valor superior a 12 pontos, é considerada a presença de sintomas depressivos. Destaca-se que o escore máximo pode chegar a 30 pontos. Esse trabalho está vinculado ao Trabalho de Conclusão de Curso de Enfermagem da Universidade Federal do Pampa, campus Uruguaiana. A pesquisa está em andamento e está sendo desenvolvida com mulheres adstritas à Atenção Primária à Saúde do município de Uruguaiana. Os critérios de inclusão envolvem mulheres que vivenciam o puerpério imediato (1º ao 10º dia após o nascimento do bebê) ou tardio (10º ao 45º dia após o nascimento do bebê). Não haverá critérios de exclusão. A coleta de dados envolve a aplicação da Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo e a técnica de entrevista semiestruturada individual, associada à Técnica de Criatividade e Sensibilidade Mapa Falante. Até o momento, realizou-se a coleta com 20 participantes e, em se tratando da Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo, observou-se que a pontuação mínima obtida foi de um ponto, o que configura a ausência de sintomas depressivos. Com relação à pontuação máxima, obteve-se o total de 12 pontos, o que aponta para o risco de depressão pós-parto. Os demais instrumentos de coleta de dados estão sendo analisados concomitantemente à coleta de dados. Espera-se que os achados deste estudo viabilizem a implementação de ações intersetoriais para atenuar a prevalência e os efeitos da depressão pós-parto no município de Uruguaiana/RS. Também almeja-se despertar o interesse dos profissionais da saúde para a utilização da Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo nas consultas de puerpério. Reconhece-se, ainda, a necessidade de capacitar os profissionais da Atenção Primária à Saúde quanto à utilização da Escala e a identificação de sinais e sintomas, bem como fatores de risco associados à depressão pós-parto. Considera-se que essas ações podem contribuir para o diagnóstico precoce e o tratamento em tempo oportuno, reduzindo a ocorrência de impactos à saúde materno-infantil. Agradecimentos: Fundação de amparo à pesquisa do estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) - modalidade pesquisa. Palavras-chave: Período pós-parto, Depressão, Depressão pós-parto. Referências MONTEIRO, de Souza; Nascimento et al. Escala de Depressão Pós Parto de Edimburgo: Revisão Sistemática de Estudos de Avaliação em Puérperas. Departamento de Medicina da Faculdade Pernambucana. RICCI, S. S. Enfermagem materno-neonatal e saúde da mulher. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015 SANTOS, M. F. S. Depressão pós-parto: validação da Escala de Edimburgo em puérperas brasilienses [tese]. Brasília: Universidade de Brasília; 1995

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
FIORAVANTE, V.; GABRIELLA ORIBE NUNES, R.; DOS SANTOS RODRIGUEZ, E.; MACHADO DA SILVA, J.; ALENDE PRATES, L.; DE SOUZA BALK, R. PREVALÊNCIA DA DEPRESSÃO PÓS-PARTO DE MULHERES DA FRONTEIRA OESTE DO RIO GRANDE DO SUL. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.