CONTEXTO DE IMUNIZAÇÃO DA COVID-19 E A RELAÇÃO COM O DESFECHO CLÍNICO DOS PACIENTES HOSPITALIZADOS

  • Camila Alves
  • Andressa dos Santos Ferreira
  • Fabianne Recart Davila
  • Josefine Busanello
  • Lucas Pitrez da Silva Mocellin
Rótulo Coronavírus, COVID-19, Pacientes, Hospitalizados, Riscos, ou, Desfechos, Vacinas

Resumo

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Corona Virus Disease (COVID-19) é definida como uma infecção respiratória aguda causada pelo Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2 (SARS-CoV-2), que acomete os principais sistemas orgânicos, podendo contribuir para o desfecho de óbito. A pandemia COVID-19 provocou efeitos devastadores no mundo todo, tendo em vista que a doença possui uma alta velocidade de contaminação. Em 31 de março de 2020 existiam 760.040 casos confirmados e 40.842 mortes, já em 27 de setembro de 2020 haviam 32.925.668 casos confirmados e 995.352 mortes. Assim, percebe-se a necessidade do combate à essa pandemia. Como forma de erradicação da COVID-19, foram desenvolvidas vacinas contra o vírus SARS-CoV-2. Em 2021, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) autorizou o uso emergencial de duas vacinas no Brasil. Mesmo após a autorização da ANVISA, os índices de internações e óbitos não diminuíram, pois fatores como atrasos na contratação de empresas para produção de seringas e agulhas, ausência de planejamento nas vacinações e inépcia nas negociações com os laboratórios que produzem o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para as vacinas, contribuíram para o retardo na evolução da imunização, tais fatores acarretam na estagnação de pesquisas em busca da eficácia das vacinas e na lentidão da erradicação da pandemia. Assim, a alta velocidade de contaminação aliada aos obstáculos experienciados durante a vacinação no Brasil podem contribuir para o desfecho de óbito. Dessa forma, objetivou-se analisar o contexto de imunização e a relação do desfecho clínico dos pacientes hospitalizados com COVID-19. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, do tipo retrospectiva, desenvolvida no Hospital Santa Casa de Uruguaiana, a partir de análise documental de prontuários de pacientes hospitalizados com COVID-19 nos anos de 2020 e 2021, a partir de uma amostra aleatória simples, para a qual foram considerados como critérios de inclusão: atendimento hospitalar de paciente para o tratamento de COVID-19, com idade igual ou superior a 18 anos. O presente estudo é um recorte do banco de dados da pesquisa matricial intitulada: Perfil clínico e epidemiológico dos pacientes com COVID-19 e fatores relacionados ao óbito e à assistência hospitalar, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIPAMPA,CAAE: 30837520.2.3004.5324, conforme parecer número 4.062.712, em 25 de maio de 2020. Foram consideradas as variáveis: imunização e desfecho clínico. Os dados foram coletados por acadêmicos, previamente treinados, vinculados ao Laboratório de Estudos e Pesquisas em Cuidados Intensivos (LACIN). Os dados foram organizados a partir do software Statistical Package for Social Sciences® (SPSS), versão 26.0. Os dados foram analisados descritivamente, indicando o número absoluto de eventos e a frequência relativa. Foram analisados 422 prontuários de pacientes com COVID-19, e destes 57,1% não possuíam dados registrados referente à imunização contra a COVID-19; 36,3% a imunização não se aplicava, devido a internação hospitalar anterior a janeiro de 2021 (período no qual a vacinação começou a ser realizada no Brasil); 5% não foram imunizados e 1,7% apresentaram registro da vacinação contra COVID-19. Em relação ao desfecho clínico, 77% dos pacientes obtiveram alta; 19,9% vieram a óbito e 3,1% foram transferidos para outro hospital. A partir desses dados, percebe-se que a falta de registro no prontuário acerca da imunização contra COVID-19 prejudica a análise dos resultados desta medida de prevenção, especialmente a relação com o desfecho clínico. Os óbitos tiveram maior incidência no segundo ano da pandemia, período no qual já estava disponibilizado a imunização, contudo as mutações virais já repercutiam em alta transmissibilidade comunitária e no desenvolvimento de fenótipos mais graves da doença. Desse modo, cabe ressaltar a importância da realização do registro sobre a história de saúde prévia do paciente, tendo em vista que a imunização é uma das principais formas para prevenir a COVID-19, além do distanciamento social. Ainda, esses dados podem garantir a equidade no acesso e segurança da vacina, oferecer indicadores de qualidade em saúde e controle desta doença. Ainda, esses registros também podem auxiliar em estudos científicos para o combate da COVID-19.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
ALVES, C.; DOS SANTOS FERREIRA, A.; RECART DAVILA, F.; BUSANELLO, J.; PITREZ DA SILVA MOCELLIN, L. CONTEXTO DE IMUNIZAÇÃO DA COVID-19 E A RELAÇÃO COM O DESFECHO CLÍNICO DOS PACIENTES HOSPITALIZADOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.