GESTANDO O PRIMEITO FILHO: CONHECIMENTO DOS PAIS ACERCA DO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR NO PRIMEIRO ANO DE VIDA

  • Dara Reis
  • Simone de Paula Dillenburg
Rótulo Desenvolvimento, infantil, Conhecimento, Pais, Criança

Resumo

O desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) é caracterizado pela aquisição de habilidades motoras, crescimento físico, maturação neurológica, comportamental, cognitiva, social e afetiva. O primeiro ano de vida do ser humano é cheio de marcos importantes no DNPM que ocorrem em diferentes etapas. É nesta fase que o bebê está adquirindo diferentes habilidades motoras, cognitivas e sociais, e por este motivo deve ser estimulado a cada fase, essa evolução acontece de forma progressiva e organizada, no sentido céfalo-caudal. É necessário que a criança tenha um ambiente favorável e estimulante, que possa explorar diferentes contextos no seu ambiente, o que inclui possibilidades de interação social, experiências, descobertas, e vivências motoras para que possa desenvolver suas habilidades em todo o seu potencial. Apesar da importância do ambiente para o desenvolvimento da criança, ainda existem muitas crenças, mitos e falta de informação, que podem acarretar no atraso do desenvolvimento da criança ou até mesmo acelerar o processo, que também pode ser prejudicial. Como os pais estão mais presentes e próximos do bebê durante esse período, eles são de extrema importância nesse processo de estímulo do bebê. Pais com mais conhecimento sobre o tema têm mais chances de proporcionar diferentes experiências e suporte para o seu filho, favorecendo um DNPM mais saudável. O presente estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento de pais e mães na gestação do primeiro filho acerca do desenvolvimento neuropsicomotor no primeiro ano de vida. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa e amostragem por conveniência, na qual contou com a participação de 35 indivíduos. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário online estruturado pela pesquisadora, que abordou questões a respeito do perfil sociodemográfico dos pais e do conhecimento acerca do DNPM típico de crianças de 0 a 12 meses. A amostra caracterizou-se por 24 mães com média de idade de 27,1 (± 5,7) anos, e 11 pais com média de idade de 31,6 (± 5,3) anos. A maior parte dos participantes teve renda familiar acima de 2 salários mínimos, ensino superior incompleto e não havia feito nenhum tipo de treinamento ou curso acerca do DNPM. Em relação ao conhecimento sobre os marcos do DNPM foi possível observar que houveram 70% ou mais de acertos em 5 das 9 questões referentes ao DNPM, porém, quanto aos itens relacionados ao desenvolvimento motor, obtivemos um percentual de acertos mais baixo, tanto dos pais quanto das mães, sendo que alguns desses itens não chegaram a atingir 50% do número de acertos. Na comparação entre pais e mães, primeiramente, foi possível observar uma baixa adesão de pais para responder o instrumento de pesquisa. Daqueles que responderam, observou-se que não houve diferença entre as respostas de pais e Dara dos Reis, Simone de Paula Dillenburg mães para a maioria dos marcos do desenvolvimento, sendo que os pais apresentaram uma média percentual de acertos de 72,7% e as mães de 75,45%. De maneira geral, os pais apresentaram um bom conhecimento nos domínios da linguagem e domínio pessoal-social, porém observam-se fragilidades importantes no conhecimento do domínio motor fino adaptativo e domínio motor grosso. Conclui-se que apesar da boa escolaridade e do bom nível socioeconômico dos participantes, há necessidade de mais divulgação acerca da importância dos pais conhecerem os marcos do desenvolvimento, além de promover programas de orientações e capacitações de fácil acesso, abrangendo os marcos do desenvolvimento neuropsicomotor típico e até mesmo formas adequadas de estimulação.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
REIS, D.; DE PAULA DILLENBURG, S. GESTANDO O PRIMEITO FILHO: CONHECIMENTO DOS PAIS ACERCA DO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR NO PRIMEIRO ANO DE VIDA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.