INIBIÇÃO DA ÁREA TEGMENTAL VENTRAL NÃO IMPEDE O EFEITO DO EXERCÍCIO FÍSICO AGUDO SOBRE A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA EM RATOS

  • Marisele Dos Santos Soares
  • Ben Hur Souto Das Neves
  • Guilherme Salgado Carrazoni
  • Ana Carolina de Souza da Rosa
  • Pamela Billig Melo Carpes
  • Karine Ramires Lima
Rótulo Cérebro, Dopamina, Farmacologia

Resumo

O exercício físico (EF) agudo é uma estratégia eficaz para modular a memória de reconhecimento. Já sabemos que uma única sessão de EF em esteira após aquisição de um novo aprendizado é capaz de promover a persistência da memória de reconhecimento de objetos (RO) em ratos. Como possíveis mecanismos para o efeito do EF, estão o aumento de dopamina no hipocampo de ratos exercitados, e a dependência da ativação hipocampal de receptores dopaminérgicos. Sabendo que o sistema dopaminérgico apresenta um importante papel no efeito do EF agudo sobre a persistência da memória e que área tegmental ventral (ATV) está envolvida na liberação de dopamina à região CA1 do hipocampo, surge o questionamento: Qual o papel desta área no efeito do EF agudo sobre a memória?. O objetivo deste estudo foi investigar se a consolidação e persistência da memória de RO promovida pelo EF agudo depende da ativação da ATV. Nós utilizamos ratos Wistar machos adultos (n = 7-10/grupo). Os animais foram habituados à esteira de EF, para evitar estresse, e submetidos ao teste indireto de consumo máximo de oxigênio (VO2), para determinar a intensidade do EF. Os animais foram submetidos à cirurgia estereotáxica para implantação de cânulas na ATV, e após sua recuperação, foram submetidos à tarefa de RO, realizada em uma arena (50 x 50 x 50 cm). Os animais foram habituados no aparato por 4 dias consecutivos; 24 horas após o último dia de habituação, foi realizada a sessão de treino, onde dois objetos (A e B) foram colocados na caixa, para livre exploração por 5 minutos; 24 horas após o treino foi realizado o teste de memória, no qual um dos objetos foi substituído por um novo (C), e os animais foram deixados para livre exploração durante 5 minutos. Sete dias após o treino, foram realizados os testes de persistência da memória, no qual novamente um objeto familiar foi substituído por um novo (D). O tempo de exploração para os objetos foi contabilizado. O EF agudo foi realizado imediatamente após a sessão de treino de RO, por 30 minutos, a 60-70% do VO2 máximo indireto. Após o EF, os animais receberam a infusão de veículo (salina; 0,5 μL/lado) ou muscimol (agonista gabaérgico, para inibição da região em estudo; 0,1μg/μL; 0,5 μL/lado). Para controle farmacológico, alguns animais não realizaram o EF e, 30 minutos após o treino na tarefa de RO, somente receberam a infusão de veículo ou muscimol. O tempo de exploração do objeto na tarefa de RO foi convertido em porcentagem do tempo total de exploração e um teste t de uma amostra foi usado para comparar a porcentagem do tempo total de exploração para cada objeto com uma média teórica (50%). O nível de significância considerado em todas as análises foi de P ≤ 0,05. Este estudo foi aprovado pelo CEUA/Unipampa (029/2021). Na sessão de treino, todos os animais exploraram os dois novos objetos por uma porcentagem similar à 50% do tempo total de exploração (veículo, P = 0,8695; muscimol, P = 0,7521; EF + veículo, P = 0,06; EF + muscimol, P = 0,1840). No teste de memória 24 horas após o treino, os animais que apenas receberam veículo na ATV, exploraram significativamente mais de 50% do tempo total de exploração o novo objeto, apresentando, portanto, consolidação da memória (P

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
DOS SANTOS SOARES, M.; HUR SOUTO DAS NEVES, B.; SALGADO CARRAZONI, G.; CAROLINA DE SOUZA DA ROSA, A.; BILLIG MELO CARPES, P.; RAMIRES LIMA, K. INIBIÇÃO DA ÁREA TEGMENTAL VENTRAL NÃO IMPEDE O EFEITO DO EXERCÍCIO FÍSICO AGUDO SOBRE A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA EM RATOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.