AVALIAÇÃO DO IMPACTO DA EXPOSIÇÃO AO PESTICIDA ATRAZINA SOBRE ESPERMATOZÓIDES BOVINOS

  • Luiza Gazeta Passos
  • Daniela dos Santos Brum
  • Rafaela Dalmolin Menezes
  • Mariana Gimenez dos Santos
  • Francielli Weber Santos Cibin
  • Diogo Ferreira Bicca
Rótulo Atrazina, espermatozóides, herbicida, bovinos

Resumo

Nos últimos anos, o crescimento da população tem aumentado a demanda por alimentos, tornando necessário a intensificação do uso de pesticidas agrícolas a fim de otimizar o processo de produção. Entretanto, o uso cada vez mais massivo de compostos dessa natureza, tem gerado preocupação em relação a saúde das pessoas e dos impactos sobre o meio ambiente. O Brasil é um ávido consumidor de produtos pesticidas, entre eles a atrazina que, atualmente, é um dos herbicidas mais utilizados no campo. A literatura já demonstra que a atrazina possui efeitos deletérios sobre a fisiologia reprodutiva, através de mecanismos de ação capazes de elevar os níveis de estrógeno circulante, de interferir na espermatogênese e promover danos diretos às células espermáticas. No entanto, ainda existem divergências quanto às consequências da exposição a concentrações mais baixas de pesticidas, visto que as pesquisas fazem uso de doses normalmente distantes do contexto real. Diante desse cenário, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito da exposição a baixas concentrações de atrazina sobre a qualidade e função dos espermatozóides bovinos. Para a avaliação, palhetas de sêmen de quatro touros com fertilidade comprovada foram descongeladas a 37°C e homogeneizadas para a obtenção de um pool. Os espermatozoides foram selecionados utilizando a solução de gradiente Percoll, centrifugados e ressuspensos no meio SP BSA, obtendo a concentração de 4 x106 espermatozóides/mL. Destaca-se que apenas os espermatozóides que foram avaliados previamente foram submetidos à exposição da substância. As soluções de atrazina foram preparadas a partir do princípio ativo da marca Sigma Aldrich, nas concentrações de trabalho de 0,05 µM, 0,1 µM e 1 µM, que correspondem a valores mais próximos aos decorrentes da exposição a pesticidas comerciais utilizados nas atividades agrícolas. Foram organizados quatro grupos: controle (C1), atrazina 0,05 µM (AT005), atrazina 0,1µM (AT01) e atrazina 1 (AT1), sendo as células expostas ao princípio ativo, exceto o grupo controle que não foi exposto ao herbicida, pelos períodos de 1 e 3 horas, incubadas a 38ºC. Para cada período, foram realizadas as avaliações dos parâmetros de cinética espermática, que compreendem a motilidade total (MT), motilidade progressiva (MP), velocidade curvilínea (VLC), velocidade em linha reta (VLR), velocidade média do trajeto (VMT), balanço lateral da cauda (BLC), amplitude lateral da cabeça (ALC) e percentual de espermatozoides com movimento rápido (hiperatividade), pelo sistema CASA (Computer Assisted Semen Analisys). Além disso, em ambos os períodos, foram avaliados os parâmetros de estresse oxidativo, a partir do potencial antioxidante das amostras (FRAP) e mensuração dos níveis de espécies reativas de oxigênio (ERO). Os resultados dos testes foram submetidos a análise estatística realizada por meio de ANOVA de duas vias, seguidas pelo teste Dunnett, sendo considerados valores com p

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
GAZETA PASSOS, L.; DOS SANTOS BRUM, D.; DALMOLIN MENEZES, R.; GIMENEZ DOS SANTOS, M.; WEBER SANTOS CIBIN, F.; FERREIRA BICCA, D. AVALIAÇÃO DO IMPACTO DA EXPOSIÇÃO AO PESTICIDA ATRAZINA SOBRE ESPERMATOZÓIDES BOVINOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.