DESEMPENHO DA CULTURA DA MANDIOCA EM SISTEMA IRRIGADO E NÃO IRRIGADO

  • Nicolly Tavares
  • Dionatan Roberto Costa
  • Dionathan Ferreira Goularte
  • Vilquer Martegani Ferreira Filho
  • Charles Patrick de Oliveira de Freitas
  • Cleber Maus Alberto
Rótulo Irrigação, Mandioca, Produtividade

Resumo

A cultura da mandioca (Manihot esculenta Crantz) é cultivada principalmente por pequenos produtores, como um alimento de subsistência, sendo o Brasil o segundo maior produtor do mundo, totalizando 10% da produção mundial. É a terceira maior fonte de alimento do mundo e a principal nas regiões tropicais, principalmente nas regiões mais carentes do planeta, porém pouco se sabe sobre as respostas produtivas de variedades à irrigação e drenagem em solos hidromórficos. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o uso da irrigação em camalhão na produção de mandioca em solos hidromórficos. O experimento de campo foi realizado na área experimental da UNIPAMPA Campus Itaqui, (Latitude 29°0921.68 S; Longitude 56°3302.58 W; altitude de 74 m), no município de Itaqui, localizado na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Segundo a classificação climática de Köppen, o clima do local é do tipo Cfa, subtropical sem estação seca definida com verões quentes e o solo do local é classificado como Plintossolo Háplico com 20% de argila. O delineamento experimental foi blocos ao acaso com parcela subdividida, sendo o fator A as condições de irrigação (irrigado e não irrigado), e o fator B as cultivares (Gema de ovo, São José, Aceguá, Vassourinha e Estrangeira) com uso de três repetições por cultivar, totalizando 30 camalhões de 15 m e espaçamento entre camalhão de 0,8 m2, com parcelas de 24 m² e sub parcelas de 8 m², totalizando 360 m². Os camalhões foram construídos com aproximadamente 80 cm de largura e 30 cm de altura. O plantio foi realizado no dia 09/10/2021. As manivas (propágulo vegetativo) continham de 5 a 7 gemas, com profundidade de plantio de 5 cm. O espaçamento foi de 0,8 m entre linhas e 0,8 m entre plantas, para obter a densidade de manivas plantadas de 15.625 plantas ha-1. A adubação foi realizada conforme análise de solo, seguindo o manual de adubação e calagem para o RS. O controle de plantas daninhas foi realizado sempre que necessário, sendo o primeiro controle químico e os demais controle mecânico. A irrigação foi feita com mangueiras gotejadoras, com vazão de cada gotejador na linha foi de 0,011 L h-1 equivalente a taxa de aplicação de 3,33 mm h-1. Para o monitoramento da umidade do solo, foram utilizados tensiômetros nas profundidades de 20 e 30 cm com tensão mínima de água no solo adotada foi de - 0,6 bar. Os resultados evidenciaram que houve interação para irrigação entre o fator A (irrigado e não irrigado) e fator B (cultivares). Assim, as cultivares de mandioca apresentaram respostas distintas nos tratamentos irrigado e não irrigado. As maiores produtividades de raiz foram obtidas para as cultivares Gema de Ovo (4,085 kg planta-1 ) e Estrangeira (3,972 kg planta-1 ) no cultivo irrigado. A cultivar São José apresentou as menores produtividades, independente da condição em que foi cultivada. Os dados obtidos no experimento de campo foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e quando os valores apresentaram diferença significativa foi utilizado o teste de Skott Knott. Diante disso, a variável produtividade de raízes apresentou diferença significativa entre os tratamentos, havendo interação entre cultivares e manejo de irrigação. Em virtude dos resultados, fica evidente que a irrigação aumenta a produção de raízes de mandioca, evidenciando o potencial produtivo das cultivares gema de ovo e estrangeira. As produtividades são superiores às registradas para a Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, onde se encontram valores de produção média de 1,450 kg planta-1. Por fim, fica evidenciado que a produção de raiz foi elevada, quando comparada ao sistema de sequeiro. Desse modo, a irrigação proporcionou maior produtividade para as cultivares gema de ovo e estrangeira sendo uma boa alternativa para os produtores da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
TAVARES, N.; ROBERTO COSTA, D.; FERREIRA GOULARTE, D.; MARTEGANI FERREIRA FILHO, V.; PATRICK DE OLIVEIRA DE FREITAS, C.; MAUS ALBERTO, C. DESEMPENHO DA CULTURA DA MANDIOCA EM SISTEMA IRRIGADO E NÃO IRRIGADO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.