CRESCIMENTO RADICULAR E ALTURA DE MUDAS DE PHYSALIS PERUVIANA CULTIVADAS EM BANDEJA

  • Gabrielle Silva da Silva
  • Edilson Silva Sauzedo
  • Vitória Ferreira da Roza
  • Anderson Weber
Rótulo Massa, seca, fresca, raízes, Trichoderma, harzianum, Ascophyllum, nodosum

Resumo

A Physalis peruviana é considerada uma fruta exótica, produzida através de semente e com alto valor agregado no mercado. Possui grande potencial econômico e tem despertado interesse como uma ótima alternativa para pequenos e médios produtores, pois pode aumentar a lucratividade. É bem adaptável em diversas partes do país, mas seu consumo ainda é escasso devido ao elevado custo do fruto em consequência da produção limitada, manejo de colheita, exigência de mão de obra, cuidados no transporte e armazenamento. No Brasil, apesar de não ser produzida em massa, a fisális foi totalmente adotada pelo mercado consumidor. Além disso, é classificada como uma espécie tolerante a diferentes tipos de climas e solos, mas possui suas peculiaridades, como umidade excessiva ou seca, frio ou calor, que podem prejudicar o crescimento e desenvolvimento das plantas até o produto final. As plantas de fisális apresentam maior crescimento e desenvolvimento em áreas com temperaturas entre 15°C e 25°C e toleram geadas leves. Portanto, estão sendo realizados pesquisas e cultivos no sul do país, visto que, as condições climáticas são favoráveis à cultura. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a altura da parte aérea e o comprimento da raiz de mudas produzidas em bandejas submetidas a aplicação de bioestimulantes e adubação. O experimento foi conduzido na Universidade Federal do Pampa Campus Itaqui-RS no ano de 2022 nos meses de maio, junho e julho. Sendo conduzido no delineamento inteiramente casualizado com 8 tratamentos e 5 repetições distribuídas em 10 bandejas com 4 unidade experimentais em cada bandeja. Os tratamentos analisados foram; 1) Controle com a semeadura realizada apenas no substrato; 2) Adubação no substrato antes da semeadura de 5,64 g dm-3 de 5-20-20; 3) Adubação em cobertura aos 54 duas após a semeadura de 5,64 g dm-3; 4) Adubação no substrato e em cobertura aos 54 (DAS) de 5,64 g dm-3 de 5-20-20; 5) aplicação semanal de Acadin (Ascophyllum nodosum) equivalente a 0,4 L ha-1; 6) Aplicação por semana de Acadin equivalente a 0,8 L ha-1; 7) Aplicação semanal de Trichodermil (Trichoderma harzianum, CEPA ESALQ 1306) equivalente a 1,0 L ha-1; 8) Aplicação semanas de Trichodermil equivalente a 2,0 L ha-1. Foram utilizadas bandejas de poliestireno com 72 células e volume de 64 cm3. As avaliações: massa fresca do sistema radicular; massa seca do sistema radicular; comprimento médio das raízes; e altura de plantas. Antes da análise de variância os dados foram submetidos aos testes de normalidade dos erros e de homogeneidade de variâncias pelos testes de Shapiro-Wilk e Bartlett, respectivamente, em seguida, os dados foram submetidos às análises de variâncias e as médias comparadas pelo teste de Scott-Kontt a 5% de probabilidade de erro. Não foram observadas diferenças na massa fresca e seca do sistema radicular com a aplicação dos diferentes tratamentos, provavelmente pela limitação de espaço para o crescimento de raízes durante os 92 dias. O tratamento com adubação no substrato e em cobertura, assim como o tratamento com 1 L ha-1 de Trichodermil, afetaram negativamente o comprimento médio de raízes podendo se inferir que com grande disponibilidade de adubos para as mudas a planta deixou de gastar fotoassimilados para crescimento radicular. Já para a altura de plantas todos tratamentos em que foi usada adubação, seja ela feita apenas no substrato, em cobertura ou as duas formas em um único tratamento, resultou em mudas de maior tamanho e, portanto, mais aptas para serem transplantadas à campo. Portanto, conclui-se que a aplicação de adubo, independente da forma e momento, é extremamente importante para a formação das mudas de Physalis em bandejas.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
SILVA DA SILVA, G.; SILVA SAUZEDO, E.; FERREIRA DA ROZA, V.; WEBER, A. CRESCIMENTO RADICULAR E ALTURA DE MUDAS DE PHYSALIS PERUVIANA CULTIVADAS EM BANDEJA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.