QUALIDADE DE MUDAS DE Physalis peruviana PRODUZIDAS EM BANDEJAS

  • Edilson Silva Sauzedo
  • Gabrielle Silva da Silva
  • João Lucas Lunks Morona
  • Mateus Barcelar Gusmão
  • Anderson Weber
Rótulo Adubação, Trichoderma, ssp, Ascophyllum, nodosum

Resumo

A horticultura é conhecida há mais de 7.000 a.C. Com o passar dos anos as práticas de manejo na horticultura vem melhorando e surgindo novas cultivares no mercado, possibilitando colher mais de uma safra por ano e, dependendo da cultivar, com colheita durante o ano inteiro. Na horticultura a maior parte da produção das mudas é realizada em bandejas de forma sexuada, ou seja, com utilização de sementes, que pode garantir um aumento na produção de mudas em menor tempo, assim acelerando à produção de mudas. A Physalis peruviana é uma cultura bastante rústica para produção e, cujos frutos, são de alto valor agregado, podendo chegar no momento da comercialização a R$ 110,00 kg-1. Entretanto, a produção de mudas em bandejas é bastante demorada, podendo, dependendo do local e momento de cultivo, chegar a 95 dias para atingir o ponto de transplante e, portanto, necessitado de cuidados fitossanitários e de irrigação. Dessa forma, o objetivo desta pesquisa foi avaliar a qualidade de mudas de fisális produzidas em bandejas de poliestireno em ambiente protegido. A pesquisa foi realizada no ano de 2022 nas estações de outono/inverno nos meses de maio, junho e julho, segundo a classificação climática de Köppen, o clima é do tipo Cfa, subtropical sem estação seca definida, na Universidade Federal do Pampa, no município de Itaqui, localizado na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul (RS), Brasil, com coordenadas de 29°0921.68S de latitude e 56°3302.58W de longitude, com altitude de 74 m. Adotou-se o delineamento experimental inteiramente casualizado, com oito tratamentos e cinco repetições cada tratamento. Os tratamentos avaliados foram; 1) controle com a semeadura apenas no substrato; 2) adubação no substrato, antes da semeadura, na dose de 5,64 g de 5-20-20 dm-3 para cada unidade experimental; 3) adubação de 5,64 g de 5-20- 20 dm-3 em cobertura aos 54 dias após a semeadura (DAS); 4) adubação no substrato e cobertura aos 54 DAS com 5,64 g de 5-20-20 dm-3 para cada unidade experimental; 5) aplicação semanal de Acadian (Ascophyllum nodosum) em dose equivalente a 0,4 L ha-1 ; 6) aplicação semanal de Acadian equivalente a 0,8 L ha-1 ; 7) aplicação semanal de Trichodermil (Trichoderma harzianum, CEPA ESALQ 1306) equivalente a 1,0 L ha-1; 8) aplicação semanal de Trichodermil equivalente a 2,0 L ha-1. Foram utilizadas bandejas de poliestireno com 72 células e volume de 64 cm3. As avaliações aconteceram aos 92 dias após a semeadura do fisális. Foram realizadas as seguintes avaliações: diâmetro do colo, número de folhas, matéria seca total e índice de qualidade de desenvolvimento de Dickson. Antes da análise de variância os dados foram submetidos aos testes de normalidade dos erros e de homogeneidade de variâncias pelos testes de Shapiro-Wilk e Bartlett, respectivamente, em seguida, os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Scott-Kontt a 5% de probabilidade de erro. Não houve diferença estática em relação ao diâmetro do colo para os tratamentos estudados. Já para a variável número de folhas, foi observada diferença estatística para os tratamentos com adubação no substrato com media 3,51 folhas por planta, e no tratamento com adubação no substrato e adubação em cobertura com media 3,68 folhas por planta, que apresentaram maior número de folhas em relação aos outros tratamentos. A matéria seca total das mudas de fisális foi maior em todos os tratamentos que receberam adubação, independente do momento, tratamento 2 obteve média de 0,57 gramas por planta, tratamento 3 obteve média de 0,61 gramas por planta, tratamento 4 obteve média de 0,57 gramas por planta. Este mesmo resultado foi observado para o índice de qualidade de Dickson que reflete a qualidade e desenvolvimento de mudas. Desta forma, conclui-se que a adubação para produção de mudas de fisális é extremamente importante para estas apresentem alta capacidade de crescimento inicial após o transplante.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
SILVA SAUZEDO, E.; SILVA DA SILVA, G.; LUCAS LUNKS MORONA, J.; BARCELAR GUSMÃO, M.; WEBER, A. QUALIDADE DE MUDAS DE Physalis peruviana PRODUZIDAS EM BANDEJAS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.