CRESCIMENTO DA PARTE ÁREA DE MUDAS DE PHYSALIS PERUVIANA PRODUZIDAS EM BANDEJAS COM APLICAÇÃO DE BIOETIMULANTES E ADUBAÇÃO

  • Joao Morona
  • Edilson Silva Sauzedo
  • Gabrielle Silva da Silva
  • Mateus Gusmão Barcelar
  • Anderson Weber
Rótulo Adubação, tamanho, muda, bioestimulantes

Resumo

A Physalis peruviana é uma planta herbácea pertencente ao gênero Physalis da família Solanaceae, originária da região andina, mas cultivada nas regiões tropicais e subtropicais de todos os continentes pelo seu fruto. Esta espécie é mais conhecida por fisális, tomate-de-capucho ou camapu. É uma espécie que tem um fruto de valor nutricional elevado a partir de vitaminas A, B e C, ferro, fósforo e fibras, e também é muito utilizada para decorações de bolos e tortas. Já o valor de mercado varia de 10,00 à 15,00 reais para 100 gramas do fruto. O fisális é facilmente cultivado a partir de sementes, que são abundantes, entre 100 e 300 em cada fruto, mas com boas taxas de germinação. As estacas de caule maduras e tratadas com hormônios para promover o enraizamento são bem-sucedidas para o plantio, mas têm uma taxa de sucesso menor do que o cultivo a partir de sementes. Portanto para a obtenção da muda de fisális o recomendado é a semeadura em bandejas em cultivo protegido, porém, a produção destas mudas pode levar até 90 dias para que a muda esteja pronta para ser transplantada. No entanto, o tempo de 90 dias para a obtenção da muda se torna muito longo. Neste sentido o experimento teve como objetivo acelerar a produção de mudas e analisar o crescimento da parte área das mudas de fisális produzidas em bandeja utilizando adubação e aplicação de bioestimulantes. O experimento foi realizado em 2022 nos meses de maio a julho nas dependências da Universidade Federal do Pampa. O experimento foi conduzido no delineamento inteiramente casualizado sendo aplicados oito tratamentos com cinco repetições. Os tratamentos avaliados foram: 1) controle com a semeadura apenas no substrato; 2) adubação no substrato, antes da semeadura, na dose de 5,64 g de 5-20-20 dm-3; 3) adubação de 5,64 g de 5-20- 20 dm-3 em cobertura aos 54 dias após a semeadura (DAS); 4) adubação no substrato e cobertura aos 54 DAS com 5,64 g de 5-20-20 dm-3 para cada momento; 5) aplicação semanal de Acadian (Ascophyllum nodosum) em dose equivalente a 0,4 L ha-1; 6) aplicação semanal de Acadian equivalente a 0,8 L ha-1; 7) aplicação semanal de Trichodermil (Trichoderma harzianum, CEPA ESALQ 1306) equivalente a 1,0 L ha-1; 8) aplicação semanal de Trichodermil equivalente a 2,0 L ha-1. Foram utilizadas bandejas de poliestireno com 72 células e volume de 64 cm3. As avaliações aconteceram aos 92 dias após a semeadura do fisális. Foram realizadas as seguintes avaliações: comprimento e largura de folhas, área foliar, massa fresca da parte aérea e massa seca da parte aérea. Antes da análise de variância os dados foram submetidos aos testes de normalidade dos erros e de homogeneidade de variâncias pelos testes de Shapiro-Wilk e Bartlett, respectivamente, em seguida, os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Scott-Kontt a 5% de probabilidade de erro. Os tratamentos com adubação em substrato, adubação em cobertura e adubação em substrato e cobertura resultaram em maiores índices de área folear, maior tamanho da folha (comprimento e largura), maior massa fresca e massa seca de parte aérea que o tratamento controle e os tratamentos com bioestimulantes a base da alga marinha A. nodosum e do fungo T. harzianum. Conclui-se que, portanto, o uso de bioestimulantes de forma isolada não é suficiente para fornecer nutrição durante os 92 dias em que as mudas de fisális permaneceram em crescimento nas bandejas e que a nutrição fornecida apenas pelo substrato não adubado adicionalmente não é suficiente para a produção das mudas.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
MORONA, J.; SILVA SAUZEDO, E.; SILVA DA SILVA, G.; GUSMÃO BARCELAR, M.; WEBER, A. CRESCIMENTO DA PARTE ÁREA DE MUDAS DE PHYSALIS PERUVIANA PRODUZIDAS EM BANDEJAS COM APLICAÇÃO DE BIOETIMULANTES E ADUBAÇÃO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.