FILOCRONO E PRODUÇÃO DE TOMATE CULTIVADO EM SUBSTRATO COM MUDAS DE DIFERENTES IDADES

  • Edson Charles Dornelles Maretoli
  • Giovani Maciel Neres
  • Maria Ines Diel
Rótulo Fertirrigação, Filocrono, Produção, mudas, BRS, Nagai

Resumo

O tomate é uma hortaliça que apresenta elevada importância econômica e social, além de boa aceitação do mercado consumidor, por apresentar-se versátil na culinária, e por ser rico em vitaminas e sais minerais. A produção de tomate exige elevado investimento, por isso o processo de implantação da cultura requer alguns cuidados essenciais para o sucesso do cultivo, dentre eles está a escolha do sistema de cultivo, da cultivar e das mudas que serão transplantadas. O sistema de cultivo em substrato vem crescendo para a cultura do tomateiro, principalmente para a produção de tomate de mesa, em cultivo protegido. Neste sistema, o produtor utiliza mudas para implantação do cultivo. Para isso, a formação de mudas é uma das fases mais importantes pois pode influenciar diretamente no crescimento e desenvolvimento das plantas. Uma forma de determinar o desenvolvimento em tomateiro é através do filocrono, que mede o intervalo de tempo entre o aparecimento de folhas na planta, e leva em consideração o efeito da temperatura no seu desenvolvimento. As diferenças no desenvolvimento da planta podem impactar na sua produtividade, uma vez que esta depende que todas as funções da planta estejam sendo realizadas corretamente. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar o filocrono e a produtividade de tomateiro conduzido sob sistema de cultivo em substrato com mudas de diferentes idades. Para isso, conduziu-se um experimento em casa de vegetação. As mudas foram produzidas a partir de sementes de tomate cv. BRS Nagai, sendo a semeadura realizada na razão de uma semente por célula. As mudas foram transplantadas para vasos de 10 litros, contendo substrato, onde permaneceram até o final do ciclo. A irrigação e a fertirrigação foram realizadas por meio de sistema de gotejamento, localizado em cima dos vasos, composto por tubos gotejadores espaçados em 0,50 metros entre si. Utilizou-se delineamento experimental blocos ao acaso, com quatro repetições e a unidade experimental compostas por três plantas. Os tratamentos consistiram em mudas com diferentes idades, diferenciadas pelos dias após a semeadura (DAS): T1: 15 DAS T2: 20 DAS,T3: 25 DAS,T4: 30 DAS, T5: 35 DAS e T6: 40 DAS. No interior da estufa foi realizado o monitoramento da temperatura do ar, para obtenção da soma térmica acumulada. Para a estimativa do filocrono, foi realizada a contagem das folhas do tomateiro a cada 3 dias, e após, realizou-se uma regressão linear entre o número de folhas na planta e a soma térmica acumulada. O filocrono (ºC dia folha -1 ) foi estimado como sendo o inverso do coeficiente angular da regressão linear. Para a mensuração da massa de frutos total, realizou-se a pesagem dos frutos logo após a colheita. Os resultados foram submetidos à análise de variância e quando significativos as médias das variáveis foram comparadas pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade de erro. Pelos resultados da análise de variância e do teste adicional, podemos perceber que os maiores valores de filocrono foi no tratamento T6, seguido de T5 e T4, enquanto que os tratamentos T1 e T2 apresentaram os menores valores de filocrono. Como esta variável indica o intervalo de tempo entre o aparecimento de folhas na planta, podemos Edson Charles Dornelles Maretoli Giovani Maciel Neres Maria Inês Diel Página | 2 concluir que os tratamentos T1 e T2 emitiram folhas mais rápidos que os demais tratamentos, enquanto que T6, com maior filocrono indicando que a emissão de folhas era mais lenta, ou seja, desenvolvimento mais lento. Para a variável massa de frutos, os tratamentos T5 e T6 apresentaram melhor produção, porém não diferiam dos tratamentos T1, T2 e T3, enquanto o tratamento T4 apresentou a pior produção, mas não diferiu estatisticamente dos tratamentos T1, T2 e T3. No geral, observou-se que as mudas com maiores dias após a semeadura apresentaram um filocrono maior, indicando desenvolvimento mais lento, no entanto, a massa de frutos não diferiu entre T6 e T1, por exemplo, indicando que mudas mais novas também podem ter altas produtividades, pois ao ser transplantadas tem rápido desenvolvimento, que, pode ser atribuído ao sistema de cultivo, onde as plantas recebem irrigação e fertirrigação em quantidades adequadas, recuperando-se rapidamente após o transplante.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
CHARLES DORNELLES MARETOLI, E.; MACIEL NERES, G.; INES DIEL, M. FILOCRONO E PRODUÇÃO DE TOMATE CULTIVADO EM SUBSTRATO COM MUDAS DE DIFERENTES IDADES. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.