EFEITO DE VOLÁTEIS DE RIZOBACTÉRIAS NO CRESCIMENTO DO FUNGO SCLEROTIUM ROLFSII

  • Nayarha Mafaldo de Oliveira Brincker
  • Pedro Liscano Viana
  • Giovanna Roggia Marchionatti
  • Renata Canuto de Pinho
Rótulo Controle, biológico, Podridão, raiz, colo, Patógeno, solo

Resumo

O fungo Sclerotium rolfsii é o causador de podridão de raiz e colo, murcha e tombamento de plantas sendo comum em culturas como soja, tomate, alface, batata e amendoim. Está presente no solo e é um patógeno necrotrófico. Seus micélios ao infectar o hospedeiro podem influenciar negativamente o vigor, germinação, emergência de plantas ou até mesmo degradá-lo. Atualmente, o controle biológico com o uso de rizobactérias se torna uma alternativa promissora no manejo deste patógeno. As rizobactérias são bactérias que estão presentes na rizosfera e habitam as raízes das plantas. São muito utilizadas para controle biológico e para promover melhor crescimento e desenvolvimento das plantas, melhorando a produtividade. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito dos voláteis de rizobactérias sob o crescimento micelial do fungo Sclerotium rolfsii. Este experimento foi realizado no laboratório de Fitopatologia e Microbiologia do Solo da UNIPAMPA, Campus Itaqui. Foi utilizado o isolado de S. rolfsii e cinco isolados de rizobactérias existentes na coleção de microrganismos do laboratório. As rizobactérias foram isoladas em trabalhos anteriores de plantas de arroz provenientes de três 3 cidades da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, sendo 1 de Maçambará, 2 de Itaqui e 2 de Uruguaiana, identificadas com a letra inicial do município de origem da rizobactéria e um número: M9, I14, I16, U4 e U13. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente ao acaso (DIC), sendo uma testemunha (sem a presença da rizobactéria) e cinco rizobactérias, com quatro repetições. As rizobactérias foram repicadas em de meio líquido de meio de cultura Tryptone Soya Broth (TSB) e levadas à incubadora com shaker pelo período de 24h a uma temperatura de 28ºC. Após esse período 100 µL de cada rizobactéria foram pipetadas em placas de Petri contendo o meio de cultura Tryptic Soy Agar (TSA) e espalhadas com uma alça de Drigalski. Para o S. rolfsii, este foi repicado com discos de 0,5 cm de diâmetro no centro de placas de Petri contendo meio de cultura Batata Dextrose Agar (BDA). O fundo de cada placa de Petri sendo uma com o S. rolfsii e uma com rizobactéria foram unidas uma à outra com um filme plástico. A testemunha continha apenas o fungo, sem a presença da rizobactéria. O crescimento do fungo nas placas foi medido a cada 24 horas no sentido vertical e horizontal durante cinco dias, que foi o tempo que a testemunha levou para crescer até a borda da placa de Petri. Após o término das avaliações foi calculado o Índice de Velocidade de Crescimento Micelial (IVCM), onde IVCM= (D-Da)/N, sendo D= diâmetro médio atual da colônia, Da= diâmetro médio da colônia do dia anterior e N= número de dias após a inoculação. Para a análise estatística os resultados foram submetidos ao teste de médias pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade, no programa estatístico SISVAR. Como resultado pode-se observar que todos os isolados rizobacterianos diferiram da testemunha. Os isolados U13, U4, M9 e I16 não diferiram entre si, mas foram diferentes quando comparados ao I14 e a testemunha. Quando comparamos U13, U4, M9 e I16 a testemunha pode-se observar uma redução média de 96,21% do crescimento micelial. E quando comparamos I14 à testemunha pode-se observar uma redução de 68,64% do crescimento. Conclui-se que todos os isolados rizobacterianos testados produzem substâncias voláteis capazes de inibir o crescimento do S. rolfsii, sendo portanto um dos possíveis mecanismos de ação dessas rizobactérias.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
MAFALDO DE OLIVEIRA BRINCKER, N.; LISCANO VIANA, P.; ROGGIA MARCHIONATTI, G.; CANUTO DE PINHO, R. EFEITO DE VOLÁTEIS DE RIZOBACTÉRIAS NO CRESCIMENTO DO FUNGO SCLEROTIUM ROLFSII. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.