USO DE FOSFITOS NO CONTROLE DE IN VITRO DE PYRICULARIA GRISEA E ALTERNARIA PADWICKII

  • Pablo Victor Guevara Marx Lenin Martins Mairesse
  • Camila da Silva Alderete
  • Fabiani Carpes Bretos Moro
  • Mariane Almeida Campos Alves
  • Renata Silva Canuto de Pinho
Rótulo crescimento, micelial, brusone, mancha, circular

Resumo

Da semeadura do arroz até a colheita, a cultura fica exposta a diversos fatores que podem atrapalhar na produtividade e qualidade do grão, destacando-se doenças causadas por fungos, dentre elas a Brusone (Pyricularia grisea) e a Mancha Circular (Alternaria padwickii). A Brusone é tida como a mais importante doença limitante do potencial da cultura do arroz, ocorre em todo o Brasil e em qualquer parte da planta, infectando em todos estágios de desenvolvimento. Depois do Brusone, as manchas foliares e de grãos são uma das principais doenças da cultura, recorrentes em diversos países e são associadas a diversos fungos, dentre eles a A. padwickii, causadora da Mancha Circular. Na agricultura o controle de fungos pode ser feito com uso de fungicidas, porém o uso continuo pode gerar casos de resistências que por sua vez diminuem a eficácia dos produtos registrados, gerando consequência como aumento de custo e contaminação ambiental. Além disso, há uma pressão da sociedade para que a agricultura adote métodos menos agressivos ambientalmente e se torne mais sustentável. Nos últimos anos os fosfitos vêm sendo estudados como alternativa por possuírem propriedades antifúngicas, podendo inibir o crescimento do fungo e até mata-lo, suprimindo sua germinação e esporulação. Também possuem alta solubilidade, rápida absorção e a translocação ocorre pelo xilema e floema, fator que possibilita ação por toda a planta. Nesse sentido, substancias alternativas para substituição ou uso combinado com os defensivos agrícolas podem ser soluções interessantes para reduzir esses problemas. Com isso, objetivou-se neste trabalho avaliar o efeito de fosfito composto de Cobre (Cu) + Zinco (Zn) + Manganês (Mn) e de fosfito de Potássio (K) no crescimento micelial in vitro de P. grisea e de A. padwickii. Os experimentos foram realizados no Laboratório de Microbiologia do Solo e Fitopatologia da Universidade Federal do Pampa UNIPAMPA, Campus Itaqui. Os isolados de A. padwickii e P. grisea foram obtidos junto ao Grupo de Estudo em Fitopatologia (GEFIT). Os isolados foram repicados em meio de cultura BDA (batata, dextrose e ágar), mantidos em câmara BOD a 25 ºC por sete dias. Foram testados os Fosfitos de K com 35% de P2O5 e 25% de K2O e Fosfito composto de (Cu) + (Mn) e (Zn) a 1%. O experimento foi montado em delineamento inteiramente casualizado (DIC), com cinco doses e quatro repetições (para cada fungo e produto, totalizando 4 experimentos). Para os testes de crescimento micelial foram repicados discos de micélio de A. padwickii e P. grisea, de 5 mm de diâmetro. Os discos de micélio foram colocados no centro de placas de Petri contendo o meio de cultura BDA com doses dos fosfitos de 0, 2, 4, 6 e 8 mL.L. A avaliação foi realizada a cada 24 horas, onde foi medido o diâmetro da colônia na vertical e horizontal com uma régua até que a dose 0 chegasse à borda da placa. Após, foi calculado o Índice de Velocidade de Crescimento Micelial (IVCM), onde IVCM = Σ (D-Da)/N Sendo: D = diâmetro médio atual da colônia Da = diâmetro médio da colônia do dia anterior N = número de dias após a inoculação. Para a análise estatística os resultados foram submetidos a análise de variância pelo teste F (p≤0,05) e teste de regressão a 5% de probabilidade, no programa estatístico SISVAR. No tratamento com o Fosfito Cu + Mn + Zn ocorreu inibição total a partir da dose de 6 mL. L para ambos os fungos. Já no fosfito de K não ocorreu inibição total, porém obteve redução do IVCM a partir da dose de 1,3 mL.L para P. grisea. Foi possível observar que para o fosfito de Cu + Mn + Zn ocorreu acidificação do meio de cultura com o aumento das doses, já para o fosfito de K pouco alterou o pH. Tais efeitos podem estar relacionados com o pH do meio de cultura acrescido dos produtos como também pela ação direta dos fosfitos na síntese de ATP dos fungos, inibindo seu crescimento. Portanto, dos dois fosfitos testados, ambos foram eficientes no controle in vitro de A. padwickii e P. grisea. O fosfito de Cobre + Zinco + Manganês obteve a maior redução do crescimento micelial de ambos os patógenos.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
VICTOR GUEVARA MARX LENIN MARTINS MAIRESSE, P.; DA SILVA ALDERETE, C.; CARPES BRETOS MORO, F.; ALMEIDA CAMPOS ALVES, M.; SILVA CANUTO DE PINHO, R. USO DE FOSFITOS NO CONTROLE DE IN VITRO DE PYRICULARIA GRISEA E ALTERNARIA PADWICKII. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.