ÍNDICE DA ÁREA FOLIAR DO ARROZ IRRIGADO POR PIVÔ CENTRAL

  • Alessandra Ferreira
  • Eliza Micaela Segabinazzi
  • Sheilise Pedroso Vicente
  • Cleiton José Ramão
  • Fatima Cibele Soares
  • Ana Rita Costenaro Parizi
Rótulo Área, foliar, Pivô, Central, Arroz

Resumo

No Brasil, o arroz possui sua maior produção na região Sul do país, nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, oriundo de áreas irrigadas por inundação, majoritariamente no Rio Grande do Sul. A irrigação por inundação é um método que detém de alta demanda hídrica e, consecutivamente respondendo a baixa eficiência no uso da água. Uma alternativa que seria viável na cultura do arroz, para a eficiência da cultura irrigada é a migração da utilização da irrigação por inundação para o método de irrigação por pivô central, neste método a cultura fica o mais próximo da saturação do solo, porém permanecendo durante todo o ciclo da cultura em solo aerado, sem que haja a necessidade de formação de lâmina dágua. Este trabalho teve como objetivo avaliar o crescimento e desenvolvimento da cultura do arroz submetido à irrigação por pivô central e obter o máximo índice da área foliar. O devido experimento foi realizado à campo no ano agrícola 2020/21 na Estação Experimental cedida pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) no município de Uruguaiana RS. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, com três tratamentos de irrigação contendo vinte e sete repetições por tratamento. A cultivar utilizada foi IRGA 424 RI. A área que corresponde ao pivô é de 1 ha. O manejo de irrigação aplicado foi via solo (quando irrigar) com a utilização de tensiômetros instalados em todo o experimento que indicou o momento das irrigações e via clima (quanto irrigar), no qual foi utilizado para calcular a lâmina necessária para as irrigações por pivô central. O tratamento em inundação contínua foi conduzido fora do sistema de aspersão. Para os tratamentos de irrigação foram testadas três lâminas distintas, 0 kPa manutenção do solo saturado durante todo o ciclo da cultura, de 15 kPa irrigações realizadas quando o solo atingisse esta tensão e inundação contínua (testemunha) com a altura de lâmina de 0,7 m. As determinações de área foliar tiveram início aos 15 dias após a emergência de plantas (DAE), sendo as determinações realizadas em nove plantas por tratamento e em períodos mensais. Foram medidos o comprimento e a maior largura das folhas da planta mãe. Área foliar na cultura do arroz apresentou variação temporal inicialmente lenta, seguida de um forte crescimento a partir da fase de formação de perfilhos, e posteriormente houve a queda no índice de área foliar (IAF) devido ao início da senescência nas folhas. Variação temporal do IAF foi semelhante nos primeiros estádios da cultura, iniciando-se a diferenciação a partir do perfilhamento pleno. Os diferentes manejos de água influenciaram diretamente no IAF e também no desenvolvimento das plantas, aumentando durante o estádio reprodutivo até o pleno florescimento, período em que ocorreram os máximos IAF. O maior índice de área foliar foi obtido pelo tratamento de inundação contínua com o valor de 5,1 m2.m-2, os manejos de água correspondente a 0 e 15 kPa resultaram em 3,15 e 2,1 m2.m-2, respectivamente, aos 113 dias após a emergência, após este período houve um decréscimo do IAF, devido à senescência das folhas que reduz a área foliar verde. A partir deste estudo foi possível observar que tensões no solo muito altas não viabilizam a produção da cultura do arroz, visto que, a cultura possui potencial de desenvolvimento em irrigação por pivô central, dentro disto, recomenda-se que a cultura não atinja a capacidade de campo, no que pode prejudicar diretamente o crescimento e desenvolvimento da planta de arroz.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
FERREIRA, A.; MICAELA SEGABINAZZI, E.; PEDROSO VICENTE, S.; JOSÉ RAMÃO, C.; CIBELE SOARES, F.; RITA COSTENARO PARIZI, A. ÍNDICE DA ÁREA FOLIAR DO ARROZ IRRIGADO POR PIVÔ CENTRAL. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.