ÍNDICE PARASITOLÓGICO ATRAVÉS DE OPG EM POTROS DA RAÇA CRIOULA NO MUNICÍPIO DE DOM PEDRITO

  • Raphaela Irigaray Lencina
  • Laura Miranda de Mattos
  • Anelise Afonso Martins
  • Helena Brocardo Comin
  • Raul Rossano Rodrigues Da Silva
  • Adriana Pires Neves
Rótulo PARASITOLOGIA, EQUINOCULTURA, ENDOPARASITOSES

Resumo

O cavalo crioulo, atualmente, destaca-se por suas características da raça, e por ser de interesse econômico no setor primário, mas também por sua resistência e rusticidade. Doenças no trato gastrointestinal em equinos acabam por ser recorrentes, devido a diversos fatores, entre eles, destacam-se: o manejo dos animais, protocolo de vermifugação, clima e temperatura. Em geral, os equinos podem ser infectados por uma diversificada gama de parasitas, podendo eles ser ectoparasitos ou endoparasitos. Na espécie equina, os endoparasitas de maior importância zootécnica são pertencentes ao filo Nematoda, os quais acarretam elevadas perdas econômicas na produção. As famílias de maior importância são Ascarididae, Dictyocaulidae Oxyuridae, Strongylidae e Trichostrongylidae. Esses tipos de parasitas acabam ocasionando diversas síndromes clínicas e subclínicas entre-as quais pode-se citar distensão gástrica ou intestinal, injúria isquêmica e inflamatória. Essas falhas orgânicas manifestam-se por meio de sintomas como: diarreia, íleo adinâmico e diminuição da motilidade intestinal, dores abdominais e perdas de peso. Existem métodos copro-parasitológicos utilizados para a análise de fezes, dando embasamento para que se possa identificar agentes causadores das parasitoses, estes métodos auxiliam na identificação não somente de helmintos como de outros causadores de problemas gastrintestinais como protozoários presentes nas fezes dos animais. Este trabalho objetivou investigar os principais parasitas encontrados no trato gastrointestinal de equinos jovens da raça Crioula no município de Dom Pedrito/ (RS). O projeto foi desenvolvido em propriedade particular na cidade de Dom Pedrito, entre os meses de agosto a outubro de 2022, com 21 equinos da raça Crioula, machos e fêmeas e idades entre 12 e 24 meses, mantidos extensivamente em campo nativo, com água ad libitum, conforme manejo da propriedade. Para as análises parasitológicas foram coletadas fezes diretamente da ampola retal dos potros, as quais foram identificadas individualmente e armazenadas em caixa isotérmica para envio ao Laboratório de Microscopia e Parasitologia na Universidade Federal do Pampa Campus Dom Pedrito. Os exames copro-parasitológicos realizados foram OPG (ovos por grama de fezes) para a quantificação dos ovos; e coprocultura para a identificação dos gêneros parasitários presentes nas amostras dos animais. Da mesma forma foi realizada a técnica da fita gomada em todos os animais, a qual consiste em pressionar a fita na região perianal para posterior visualização no microscópio com intuito de verificar a presença de ovos de Oxyuris equi. Foram avaliados durante o período 21 amostras fecais de equinos, sendo 42,8% (9/21) machos e 57,2% (12/21) fêmeas, os animais pertenciam a categoria potros. Nos exames de OPG foi verificado a média geral de 1104 OPG, demostrando a necessidade de controle parasitológico dos animais. Quando avaliada a frequência de animais com OPG elevado, verificou-se que 71,4% (15/21) estavam com o OPG acima do recomendado (<300) com valores que variaram entre 400 e 4700 OPG. Em relação ao sexo dos potros, observou-se a média de 1433 OPG nos machos e 860 OPG para fêmeas. Em 90,4% (19/21) dos equinos houve a identificação através dos ovos de mais de um gênero parasitário, configurando uma infecção mista, composta pelas famílias Ascarididae, Oxyuridae, Strongylidae e Trichostrongylidae. Somente em 9,5% (2/21) dos animais foi encontrado apenas um tipo ovo nas amostras fecais, no caso Parascaris equorum. Os gêneros parasitários encontrados na coprocultura foram Strongylus spp., Ciatostomíneos, Trichostrongylus sp, porém, com uma maior proporção de Ciatostomíneos spp. (62%) quando comparado aos demais. Comparando a técnica da fita gomada e a técnica de OPG, foi possível observar que 23,8% (5/21) animais apresentaram ovos de Oxyuris sp. aderidos a fita, enquanto 33,3% (7/21) dos animais apresentaram ovos do parasita na técnica de OPG, demonstrando que esta técnica é sensível, mesmo para parasitas que fazem deposição de ovos perianal. Com esses resultados pode-se verificar que a parasitose gastrintestinal é de suma importância na equinocultura, considerando a categoria potros, pois houve OPG acima do recomendado na maioria dos animais avaliados, demostrando a necessidade de tratamento e controle efetivo, uma vez que, animais jovens são mais sensíveis a enfermidades parasitarias, comprometendo seu desenvolvimento.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
IRIGARAY LENCINA, R.; MIRANDA DE MATTOS, L.; AFONSO MARTINS, A.; BROCARDO COMIN, H.; ROSSANO RODRIGUES DA SILVA, R.; PIRES NEVES, A. ÍNDICE PARASITOLÓGICO ATRAVÉS DE OPG EM POTROS DA RAÇA CRIOULA NO MUNICÍPIO DE DOM PEDRITO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.