DESENVOLVIMENTO DE CORDEIROS TEXEL TERMINADOS EM CONFINAMENTO

  • Kamilla Dutra Cornel
  • Arthur Machado Camargo
  • Camila Hess Dias
  • Adriele de Azambuja Fagundes
  • Victor Fernandes Silva Lopes
  • Gladis Ferreira Correa
Rótulo Ganho, peso, Texel, Confinamento, Dieta

Resumo

O conhecimento dos fatores que influenciam no ganho de peso em cordeiros é fundamental para a avaliação deste fator. É de extrema importância se ter uma atenção ao manejo nutricional utilizado, a genética dos animais e a qualidade nutricional e bromatológica do alimento ofertado. A alimentação é o item mais caro na produção animal, sendo extremamente importante formular dietas para que os dois fatores, econômicos e nutricionais, sejam agregados e balanceados, favorecendo um resultado satisfatório. Na ovinocultura, dentro do contexto de ganho de peso destes animais, surge o sistema de confinamento, reduzindo o tempo de terminação, favorecendo assim toda a cadeia produtiva ao longo do ano, sendo então uma alternativa, além de beneficiar a alta demanda pela carne ovina. Após diversas gerações de eficiente seleção, nos ovinos, a raça Texel apresenta boa aptidão para a produção de carne magra, macia e suculenta, com cortes maiores em comparação a outras raças, sendo assim de alto interesse comercial. Este estudo teve como objetivo avaliar o ganho de peso de cordeiros da raça Texel, no período de desenvolvimento para terminação sob condição de confinamento. O presente trabalho foi realizado na Universidade Federal do Pampa, Campus Dom Pedrito-RS, com duração de 54 dias. Foram utilizados 19 cordeiros da raça Texel, machos castrados, com idade média de 3 meses, peso médio inicial de 25,5 ± 4,20 kg e escore de condição corporal (ECC) inicial de 2,3 ± 0,48. Estes animais foram divididos em 2 tratamentos: DIETA COMPLETA - cordeiros que receberam dieta composta por 61% de concentrado (milho em grão e farelo de soja) e 39% de volumosos composto por feno de azevém (Lolium multiflorum); e DIETA BASE- cordeiros com dieta composta por 25% de concentrado (milho em grão e farelo de soja) e 75% de volumoso (feno de campo nativo). A dieta era fornecida duas vezes ao dia, manhã e tarde. A disponibilidade da oferta era ajustada diariamente, mantendo sempre uma sobra de 10% do alimento no cocho. Os animais permaneceram em baias individuais, com 3m² cada, que contavam com comedouros e bebedouros. A cada duas semanas (14 dias) era realizada a avaliação do escore de condição corporal (ECC) e pesagem dos animais. O ECC era realizado baseado em uma escala de 1 a 5, que visa a determinação das massas musculares e cobertura de gordura sobre as apófises espinhosas lombares e sobre o músculo Longissimus dorsi e as pontas das apófises transversas lombares, buscando-se sentir sua proeminência. Após os 54 dias do período experimental de confinamento, ao atingirem uma média de 32,9 kg de peso corporal, os animais foram abatidos conforme as normativas vigentes do estado do RS. Os dados foram tabulados para posterior análise estatística, e submetidos a análise de variância (ANOVA), assumindo o nível de significância de 5% pelo Teste de Tukey, e utilizou-se o procedimento GLM do programa estatístico R. Os cordeiros do tratamento DIETA COMPLETA, que receberam dieta com maior quantidade de concentrado, apresentaram um maior peso vivo e ECC, tanto ao longo quanto ao final do experimento, quando comparados aos cordeiros que recebiam DIETA BASE, que continha menor quantidade de concentrado. Os valores médios de peso final (kg) e ECC final para os cordeiros dos tratamentos DIETA COMPLETA e DIETA BASE, respectivamente, são: 45,80 ± 5,16 e 27,00 ± 5,52, e 3,45 ± 0,37 e 1,33 ± 0,35. Embora os cordeiros avaliados possuíssem diferenças em suas características, tiveram um bom resultado no ganho médio diário de peso vivo durante o confinamento. Os resultados confirmam o potencial de crescimento dos animais, que cumprem a meta esperada de uma raça apta para corte. São capazes de direcionar os nutrientes ofertados para a produção de músculos, correspondendo a maior parte da porção comestível de uma carcaça. Animais alimentados com maior proporção de concentrado na dieta apresentaram diferentes taxas de crescimento. Isso demonstra a forte relação da dieta com o desenvolvimento dos animais. Conclui-se, portanto, que a alimentação influencia de forma direta no crescimento e desenvolvimento de cordeiros em confinamento.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
DUTRA CORNEL, K.; MACHADO CAMARGO, A.; HESS DIAS, C.; DE AZAMBUJA FAGUNDES, A.; FERNANDES SILVA LOPES, V.; FERREIRA CORREA, G. DESENVOLVIMENTO DE CORDEIROS TEXEL TERMINADOS EM CONFINAMENTO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.