FREQUÊNCIA DE OVOS DE FASCÍOLA HEPÁTICA EM AMOSTRAS FECAIS DE BOVINOS E OVINOS.

  • Davi Barcelos Bernardo
  • Laura Miranda de Mattos
  • Sthefany Ferreira Rodrigues
  • Dener de Oliveira Moreira
  • Arthur Machado Camargo
  • Anelise Afonso Martins
  • Lourdes Caruccio Hisrchmann
  • Helena Brocardo Comin
Rótulo Ruminantes, Parasitose, Fasciolose

Resumo

FREQUÊNCIA DE OVOS DE FASCÍOLA HEPÁTICA EM AMOSTRAS FECAIS DE BOVINOS E OVINOS. Davi Barcelos Bernardo, discente de graduação, Universidade Federal do Pampa, Campus Dom Pedrito Dener de Oliveira Moreira, discente de graduação, Universidade Federal do Pampa Laura Miranda de Mattos, discente de graduação, Universidade Federal do Pampa, Campus Dom Pedrito Lourdes Caruccio Hirschmann, Médica Veterinária, Universidade Federal do Pampa Helena Brocardo Comin, Zootecnista, Universidade Federal do Pampa, Campus dom Pedrito Anelise Afonso Martins, médica veterinária, Universidade Federal do Pampa, Campus Dom Pedrito davibernardo.aluno@unipampa.edu.br A Fascíola hepática é um parasito trematódeo, que infesta o fígado e vias biliares de vários mamíferos incluindo ruminantes. O parasita necessita de hospedeiros intermediários, caramujos do gênero Lymnaea, os quais vivem em ambientes alagadiços. Os ovos de Fascíola hepática são eliminados nas fezes na fase crônica da enfermidade, sendo o diagnóstico da enfermidade realizado através da sintomatologia dos animais, histórico na propriedade, identificação de caramujos e técnicas parasitológicas, em que o método de quatro tamises é o mais indicado, devido a sua especificidade em detectar os ovos. Nos ruminantes, a enfermidade geralmente ocorre de forma subclínica, podendo ocorrer lesões graves como fibrose e trauma severo, devido à migração das formas jovens e pela presença das formas adultas no parênquima hepático. As perdas econômicas são significativas devido às condenações de fígados nos abatedouros, perda de peso e diminuição na produção de carne e leite. Sendo assim, o estudo objetivou verificar a presença de ovos de Fascíola hepática em fezes de bovinos de corte e ovinos pertencentes ao município de Dom Pedrito/RS. No período de janeiro a outubro de 2022, no Laboratório de microscopia e parasitologia da Universidade Federal do Pampa, Campus Dom Pedrito/RS, foram recebidas amostras de fezes, provenientes de bovinos e ovinos, machos e fêmeas, pertencentes a propriedades rurais particulares. Os animais eram criados em sistema extensivo com alimentação em campo nativo, pastagem cultivada e com água ad libitum. As amostras de fezes para análises coproparasitológicas de detecção de ovos de Fascíola hepática foram coletadas individualmente, direto da ampola retal dos animais, identificadas, acondicionadas em caixas isotérmicas e encaminhadas ao Laboratório. Posteriormente foram submetidas à técnica de quatro tamises, onde utilizou-se telas metálicas de 100, 180, 200 e 250 malhas/polegada, com aberturas de 174, 96,87 e 65 µm, respectivamente e examinadas com o auxílio de estereomicroscópio. Foram recebidas um total de 172 amostras de fezes para análise parasitológicas, sendo destas 36,6% (63/172) de bovinos e 63,4% (109/172) de ovinos. Identificou-se a presença de ovos de Fascíola hepática em 19% (33/172) das amostras no período avaliado, onde na espécie bovina 42,9% (27/63) foram positivas para a presença dos ovos de F. hepática e na espécie ovina foi de 5,5% (6/109). Essa frequência encontrada provavelmente seja maior, uma vez que, mesmo a técnica de quatro tamises sendo preconizada e sensível para o diagnóstico, é recomendada apenas para a fase crônica da enfermidade onde há parasitas adultos eliminando ovos nas fezes, com isso, infecções iniciais não são detectadas, o que demonstra que dependendo da fase da enfermidade pode ocorrer falso negativo. A frequência nos ovinos neste estudo, foi considerada baixa em relação a outros, provavelmente pela característica ambientais de onde esses animais avaliados são pertencentes. Considerando as amostras enviadas para análise foi possível verificar a presença de Fascíola hepática na região estudada, quando comparada às espécies de animais, observou-se também a maior frequência de ovos do parasita nas fezes dos bovinos. Esses resultados demonstram a necessidade de medidas de controle dentro das propriedades rurais, uma vez que, a fasciolose em ruminantes ocasiona importantes perdas na produção. Agradecimentos: Unipampa; PROPPI; PROEXT Palavras-chave: Ruminantes; Parasitose; Fasciolose

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2022-11-23
Como Citar
BARCELOS BERNARDO, D.; MIRANDA DE MATTOS, L.; FERREIRA RODRIGUES, S.; DE OLIVEIRA MOREIRA, D.; MACHADO CAMARGO, A.; AFONSO MARTINS, A.; CARUCCIO HISRCHMANN, L.; BROCARDO COMIN, H. FREQUÊNCIA DE OVOS DE FASCÍOLA HEPÁTICA EM AMOSTRAS FECAIS DE BOVINOS E OVINOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.