NEMATÓDEOS GASTRINTESTINAIS IDENTIFICADOS EM RUMINANTES

  • Laura Mattos
  • Sthefany Ferreira Rodrigues
  • Jeaniffer Melgarejo Vieira
  • Anelise Afonso Martins
  • Lourdes Caruccio Hirschmann
  • Helena Brocardo Comin
Rótulo Palavras, chave, Parasitos, Ruminantes, Propriedades, rurais, Controle, OPG

Resumo

Dentro da produção animal a sanidade tem um papel importante pois ocasiona perdas limitando consideravelmente a produção e lucratividade. Considerando a enfermidades de interesse zootécnicos a verminoses gastrintestinais, se destacam por ocasionar sérios prejuízos aos produtores, pela possibilidade de causar doença aguda nos animais, resultando em morte e mesmo pelas consequências de longa duração que de forma subclínica e crônica ocasionando um menor desenvolvimento corporal, perda de peso, diminuição na produtividade. Ruminantes em criações a campo, estão predispostos à infecção por larvas infectantes a qual ocorre geralmente de forma mista envolvendo várias famílias e gêneros parasitários, onde os de maior frequência são dos gêneros Haemonchus spp., Ostertagia spp., Trichostrongylus spp., Cooperia spp. há uma gama grande de fármacos anti-helmínticos utilizados no combate das helmintoses, como exemplo, os benzimidazóis, avermectinas, imidazotiazóis e as salicilanilidas. Contudo, a administração desses químicos deve ocorrer de forma criteriosa, uma vez que, a utilização de maneira desregrada possibilita a criação de helmintos resistentes, inviabilizando as opções de tratamento. Neste sentido se faz essencial a compreensão dos parasitas de maior ocorrência, de acordo com a espécie e categoria animal, para escolha do melhor tratamento e forma de controle da enfermidade nas propriedades, com isso, o projeto teve por objetivo identificar e quantificar os parasitas do trato gastrointestinal presentes em ruminantes. O estudo ocorreu no período de janeiro a outubro de 2022, em propriedades rurais particulares, oriundos do município de Dom Pedrito, o qual está localizado na região da Campanha Gaúcha. Os animais foram classificados quanto a espécie, categoria animal (jovens e adultos) e quanto ao sexo (macho e fêmea), mantidos de forma extensiva durante a execução do trabalho recebendo água e sal ad libitum conforme manejo da propriedade. Para as avaliações parasitológicas foram recebidas amostras de fezes dos bovinos e ovinos mensalmente coletadas diretamente da ampola retal dos animais. As amostras foram identificadas individualmente e acondicionadas em caixas térmicas, encaminhadas ao Laboratório de microscopia e parasitologia da Universidade Federal do Pampa, campus Dom Pedrito - RS e mantidas sob refrigeração até a realização dos exames coproparasitológicos, sendo eles: contagem de ovos por gramas de fezes (OPG) e coprocultura para identificação dos gêneros de parasitas encontradas nas fezes dos animais. Durante o período avaliado foram analisadas 697 amostras fecais, sendo 16% (112) de bovinos e 84% (585) de ovinos, quando observadas as médias das categorias jovens e adultos, os bovinos jovens apresentaram a média de 572 OPG e bovinos adultos 520 OPG, não demonstrando diferença significativa entre eles, na categoria de ovinos jovens a média foi de 650 OPG, enquanto nos animais adultos foi de 998 OPG, provavelmente devido a resistência parasitária encontrada em algumas propriedades que apresentaram OPG elevado nas categorias adultas. Foram avaliadas também, as médias segundo o sexo dos animais, sendo verificado a média de 826 OPG nas fezes das fêmeas bovinas, enquanto no machos bovinos encontrou-se a média de 244 OPG. Em ovinos esta comparação demonstra da mesma forma, que a categoria das fêmeas apresentou OPG mais elevado do que a dos machos, sendo os valores médios respectivamente de 1091 OPG e 560 OPG. Os principais gêneros parasitários encontrados em ruminantes foram 74% Haemonchus spp, 24% Trichostrongylus spp, 1% Oesophagostomum spp e 1% Cooperia spp. O projeto de pesquisa possibilitou identificar os principais helmintos gastrintestinais encontrados em bovinos e ovinos, com intuito de contribuir no controle desses parasitas nas propriedades rurais avaliadas, auxiliando no desempenho da produtividade dessa região. Verificou-se que na espécie ovina houve maior procura pela realização dos exames por parte dos ovinocultores, o que pode ter sido ocasionado devido ao grande prejuízo causado pelas parasitoses nessa espécie animal, da mesma forma, foi observado um maior OPG na categoria das fêmeas em ambas espécies, que pode ter sido devido à maior suscetibilidade dessa categoria em função de alterações fisiológicas principalmente durante a gestação e pós-parto.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
MATTOS, L.; FERREIRA RODRIGUES, S.; MELGAREJO VIEIRA, J.; AFONSO MARTINS, A.; CARUCCIO HIRSCHMANN, L.; BROCARDO COMIN, H. NEMATÓDEOS GASTRINTESTINAIS IDENTIFICADOS EM RUMINANTES. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.