PROGESTERONA INJETÁVEL PARA INDUÇÃO DE ESTRO EM OVELHAS EM ANESTRO SAZONAL

  • Andressa Garcia Motta
  • Karen Cruz Freitas
  • Jéssica Lazzari
  • Bernardo Garziera Gasperin
  • Arnaldo Diniz
  • Rafael Mondadori
Rótulo OVINOS, HORMÔNIO, SINCRONIZAÇÃO, DE, ESTRO

Resumo

A estacionalidade reprodutiva da ovelha é condicionada pelo fotoperíodo, sendo considerada, nas regiões subtropicais, como poliéstricas sazonais de dias curtos. Sendo assim, os animais precisam de estímulos hormonais para retornar a ciclicidade fora da estação. Dessa forma, são utilizadas associações de gonadotrofinas como a gonadotrofina coriônica equina (eCG) com progesterona (P4), a qual geralmente é administrada por meio de dispositivos intravaginais (DIV) de silicone. No entanto, recentemente foi lançada no mercado a P4 injetável de longa ação (P4i), que possui baixo custo e elimina o risco de perder o DIV. Em vista disso, o presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da P4i na indução do estro e da ovulação em ovelhas fora da estação reprodutiva. Todos os procedimentos envolvendo animais foram aprovados pelo Comitê de Ética em Experimentação Animal da UFPel. No experimento 1, 39 ovelhas, mestiças Corriedale e Texel, em anestro sazonal, no D0, foram distribuídas em três grupos: grupo controle, que não tratado (n=14); grupo P4i 37,5 (n=13), que recebeu 37,5 mg de P4i im; e grupo P4i 75 (n=12) recebeu 75 mg de P4i im. No D10, todos os animais dos três grupos receberam um DIV com 60mg de acetato de medroxiprogesterona (MAP) que permaneceu por 11 dias, até o D21, quando foram retirados e aplicado 400 UI de eCG im. Entre os D23 e D25 as ovelhas foram expostas a carneiros sexualmente viáveis (1 para cada 10 fêmeas) equipados com arnês de marcação, sendo realizado o registro do estro das ovelhas a cada 12 horas. As concentrações séricas de P4 foram mensuradas durante o protocolo hormonal em D0, D2, D4, D7, D10 e D15 e no grupo controle nos D0 e D10 (5 animais/grupo) e nos dias 6 e 12 do ciclo estral (D+6 e D+12), após a confirmação do estro (Dia 0 do ciclo; D0C). As análises foram realizadas pelo método de quimioluminescência em laboratório privado. No experimento 2, 36 ovelhas, mestiças Corriedale e Texel em anestro, no D0, foram distribuídas em dois grupos: grupo controle (n=10), em que foi inserido DIV (60mg MPA, durante 9 dias) e o grupo P4i 75 (n=26) recebeu 75mg de P4i im (grupo estabelecido com base no resultado da curva de P4 sérica obtida no Experimento 1). No D9, no grupo controle, retirou-se os DIV e aplicou-se 300 UI de eCG im. Já o grupo P4i 75 foi dividido em dois subgrupos (n=13/grupo): P4i 75 D9 e P4i 75 D10, que receberam 300 UI de eCG im em D9 e D10, respectivamente. Do D11 ao D13 todas as ovelhas foram apresentadas a carneiros, conforme descrito no primeiro experimento. Após 11 dias da manifestação do estro (D+11), foi mensurada as concentrações de P4. Em ambos experimentos o diagnóstico de gestação foi realizado 30 a 40 dias após a exposição ao macho, por meio de ultrassonografia transretal para determinação da taxa de concepção e prenhez. Após a análise estatística, observou-se que, no experimento 1 o pico de concentração de P4 ocorreu 48h após a administração de P4i para ambos os grupos (P4i 37,5: 2,5±0,5 e P4i75: 4,0±0,7 ng/mL; p

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
GARCIA MOTTA, A.; CRUZ FREITAS, K.; LAZZARI, J.; GARZIERA GASPERIN, B.; DINIZ, A.; MONDADORI, R. PROGESTERONA INJETÁVEL PARA INDUÇÃO DE ESTRO EM OVELHAS EM ANESTRO SAZONAL. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.