ORIGEM E DISTRIBUIÇÃO DO NERVO RADIAL EM GALICTIS CUJA

  • Lorena Alves
  • Pedro de Oliveira Dantas
  • Giovana Neri Siqueira
  • Paulo de Souza Junior
Rótulo Anatomia, Animal, carnívoros, silvestres, plexo, braquial, furão-pequeno

Resumo

ORIGEM E DISTRIBUIÇÃO DO NERVO RADIAL EM GALICTIS CUJA Lorena Stephany Bezerra Alves, discente de graduação, Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana Pedro de Oliveira Dantas, discente de graduação, Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana Giovana Neri Siqueira, Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana Paulo de Souza Junior, docente, Universidade Federal do Pampa e-mail primeiro autor- lorenaalves.aluno@unipampa.edu.br Galictis cuja, conhecido popularmente como furão-pequeno, é um carnívoro neotropical da família dos mustelídeos encontrado no sul do Peru, Paraguai, Uruguai, Chile, Argentina e Brasil. Nacionalmente, é observado nos biomas Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa. De hábito crepuscular e noturno, são animais ágeis e rápidos caracterizados por sua grande habilidade em escalar e fazer tocas. Seu comportamento alimentar é predominantemente predatório, com a ingestão de pequenos mamíferos e aves. O plexo braquial contém os nervos que inervam os músculos do membro torácico. Nos mamíferos domésticos é formado pelos ramos ventrais dos três últimos nervos espinhais cervicais (C6, C7 e C8) e pelo primeiro e segundo ramos ventrais dos nervos espinhais torácicos (T1 e T2). Dentre os nervos do plexo braquial, o nervo radial é aquele funcionalmente mais relevante. Diante disso, objetivou-se descrever a origem e distribuição do nervo radial no G. cuja. Para isso, foram utilizados sete membros torácicos de cinco cadáveres de G. cuja, sendo três machos e duas fêmeas, que foram recolhidos mortos em rodovias da mesorregião sudoeste rio-grandense sob autorização IBAMA/SISBIO 33667. Os espécimes foram fixados através de injeção de solução de formaldeído a 10% por canulação da artéria carótida comum e, então, conservados em solução aquosa de formaldeído à mesma concentração até serem submetidos ao processo de dissecação. Para a exposição do plexo foram rebatidos os músculos peitorais superficial e profundo, esternocefálico, esternohióideo e esternotireóideo. Foram removidas também as primeiras esternebras, primeiras costelas, além do esôfago e traqueia para a melhor visualização da saída dos nervos pelos forames intervertebrais. Em seguida, fez-se a remoção das fáscias para identificar os músculos intrínsecos do membro torácico e a limpeza do perineuro para possibilitar a visualização dos nervos. O nervo radial foi identificado como o mais espesso do plexo braquial. Seu trajeto foi acompanhado proximalmente, para a verificação de seus ramos formadores, e distalmente, para visualizar sua distribuição muscular. Em todos os casos, o plexo braquial foi formado pelos ramos espinhais ventrais dos segmentos C5 a T1. A origem do nervo radial ocorreu nos segmentos C7, C8 e T1, coincidindo com a descrição mais frequente entre as espécies da ordem Carnivora. O nervo radial percorreu a face medial do membro pela região axilar até o terço médio do braço, onde inervava as cabeças longa e medial do músculo tríceps braquial, passando entre estes pela diáfise umeral, seguindo para a face lateral com emissão de ramos para os músculos braquial, cabeça lateral do tríceps braquial e, distalmente, para os músculos craniolaterais do antebraço. Estes últimos são responsáveis pelos movimentos de extensão do carpo e dos dedos e supinação. Não foi observada a formação de troncos no plexo braquial do G.cuja, diferentemente do que é descrito em outros mamíferos domésticos e marsupiais. Também não foi encontrada diferença na origem ou distribuição muscular do nervo entre antímeros (esquerdo e direito) ou entre sexos. A partir disso, é possível concluir que o n. radial no G. cuja teve origem nos segmentos C7, C8 e T1, se distribuindo para os músculos extensores do cotovelo, carpo e dedos o que reflete sua importância funcional para essas espécies tanto para caça quanto para realização de movimentos de escalada ou escavação. Além disso, a origem deste nervo e sua distribuição, similar à encontrada em outros carnívoros descritos em estudos prévios, parece decorrer da proximidade filogenética entre as espécies da ordem Carnivora. Agradecimentos: UNIPAMPA Palavras-chave: Anatomia Animal; carnívoros silvestres; plexo braquial; furão-pequeno.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
ALVES, L.; DE OLIVEIRA DANTAS, P.; NERI SIQUEIRA, G.; DE SOUZA JUNIOR, P. ORIGEM E DISTRIBUIÇÃO DO NERVO RADIAL EM GALICTIS CUJA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.