Aumento de tônus vagal em paciente braquicefalico

  • Lory Luisa Jacques de Castro Rizzatti
  • Lory Luísa Jacques de Castro Rizzatti
  • Viviana de Almeida Corrêa
  • Francesca Lopes Zibetti
  • Jessica Krüger Nunes
  • Katherine Berndt Glicetti
  • Paula Priscila Correia Costa
Rótulo chihuahua, frequência, cardíaca, ritmo

Resumo

A bradicardia sinusal é uma afecção cardíaca, definida por frequência cardíaca ser menor que 60 bpm, podendo ser, de origem fisiológica em casos em que o animal se encontra adormecido, ou secundário a anestésicos ou até mesmo associada a outras alterações, como hipotermia, hipóxia e hipercalemia. Sabe-se que os cães braquicefálicos são mais predispostos ao desenvolvimento da doença devido ao aumento da tônus vagal, o que acarreta na afecção de bradicardia sinusal. Além disso, a Síndrome Braquicefálica compreende um conjunto de alterações anatômicas, como prolongamento de palato mole, má formação congênita do crânio, devido a essas alterações ocorre o desencadeamento de múltiplas ou isoladas afecções cardiorrespiratórias que afetam cães e gatos de focinho curto. Por isso, são utilizados diversos métodos de diagnóstico complementares para essas doenças, como exames de imagens como o holter e o ecocardiograma e além disso, a realização de exames hematológicos. O tratamento das alterações encontradas nos exames, são individuais para cada paciente, compreendendo desde procedimentos cirúrgicos para a correção das alterações anatômicas, a tratamento medicamentosos, com diuréticos, antiarrítmicos, antihipertensivos, etc. O objetivo deste trabalho, foi relatar os achados do holter de um paciente com bradicardia sinusal decorrente da síndrome braquicefálica. Devido a isso, foi atendido no Hospital de Clínicas Veterinárias da Universidade Federal de Pelotas no ano de 2021, um cão chihuahua, fêmea, com idade de 10 anos, apresentando histórico clínico de apneia e prostração, e previamente diagnosticada com endocardiose de mitral, devido a isso foram solicitados diversos exames complementares, dentre eles foi solicitado Holter, no qual, o paciente fica 24 horas com o aparelho. Neste exame, foi avaliado em no período de 1 dia onde ocorreram 1318 eventos de taquicardia sinusal, sendo a maior alteração com frequência cardíaca de 231 bpm, devido a pausas ventriculares consequentes do resgate simpático, além disso, foi constatado que a frequência cardíaca variou de 24 a 36 bpm com média de 96 bpm, também ocorreram 732 pausas sendo 9,5 segundos a mais longa no horário das 09:56:15. Além disso, foi revelado ritmo sinusal durante toda a realização do exame o qual poderia ser de origem fisiológica, também foi observado a presença de ectopias ventriculares isoladas organizadas em escapes ventriculares, também, comportamento normal da condução atrioventricular, e além disso, ausência de alteração do segmento ST-T e comportamento normal do intervalo QT. Outrossim, o diário elucidativo evidenciou episódios descritos como "parada e grito" que ocorreram durante prolongados episódios de pausa sinusal. Diante disso, foi concluído a existência de ritmo sinusal com frequentes episódios de pausas sinusais prolongadas, foi constatado que é consistente de síndrome do nó sinusal doente, provavelmente oriundas da síndrome braquicefálica devido a alteração vagal. Diante disso, conclui-se que os achados do holter do paciente com síndrome braquicefálica condizem com a literatura de bradicardia sinusal, devido aos achados no exame complementar denominado Holter. Além disso, é de extrema importância a realização de exames complementares para a realização do diagnóstico diferencial de outras cardiopatias que podem apresentar sinais clínicos semelhantes. Salienta-se, que o tratamento adequado para essa afecção resulta em melhor qualidade de vida para o paciente visto que propõe conforto ao animal, além do bem estar dos tutores perante ao animal estar melhores condições.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
LUISA JACQUES DE CASTRO RIZZATTI, L.; LUÍSA JACQUES DE CASTRO RIZZATTI, L.; DE ALMEIDA CORRÊA, V.; LOPES ZIBETTI, F.; KRÜGER NUNES, J.; BERNDT GLICETTI, K.; PRISCILA CORREIA COSTA, P. Aumento de tônus vagal em paciente braquicefalico. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.