EVOLUÇÃO HISTÓRICA E ATUALIDADES DA VITIVINICULTURA DA CAMPANHA GAÚCHA

  • Priscila Moraes Gomes Nunes
  • Luciana Martins de Matos
  • Laura Coelho Escovar
  • Marianna Pozzatti Martins de Siqueira
Rótulo Campanha, Gaúcha, Vitivinicultura, História

Resumo

Este trabalho busca expor uma síntese da evolução histórica da atividade vitivinícola na região da Campanha Gaúcha, na qual realiza-se uma breve análise cronológica dos principais acontecimentos e marcos que levaram ao reconhecimento da região nos dias atuais. A atividade vitivinícola teve início no Brasil com a chegada dos imigrantes portugueses e espanhóis, todavia, foram os imigrantes italianos que trouxeram suas técnicas de cultivo que resultaram na potencialização da produção, tornando-a economicamente viável. Através de uma pesquisa bibliográfica, por meio do banco de dados Google Acadêmico, periódicos Capes e plataforma SciELO, foi realizado o levantamento de 12 publicações intimamente ligadas ao assunto, e selecionados 3 artigos para a realização deste resumo. Salienta-se que esta pesquisa está em fase inicial no presente momento. Foi na antiga Quinta do Seival, onde atualmente fica o município de Candiota, na região da Campanha Gaúcha, que registraram a primeira vinícola do Brasil, fundada por José Marimon em 1882, que se chamava J Marimon & Filhos, e nesse mesmo ano, iniciaram o plantio do vinhedo. O Brasil vivia um momento propício para a internacionalização de sua economia na década de 70, diante disto, a multinacional Almadén resolveu investir na atividade de vitivinicultura da região da Campanha, após ter conhecimento de estudos edafoclimáticos da região que demonstraram que as condições climáticas se igualavam ao clima onde estavam as mais importantes vinícolas do mundo, como por exemplo Portugal e Espanha. Os estudos em questão, revelaram as características do solo que influenciam na produção, a amplitude térmica e índices pluviométricos, enfim, todas as características que tornam o solo favorável para a atividade de cultivo de videiras. O primeiro investimento foi em Santana do Livramento, onde foram implantados os primeiros espaços destinados à produção de vinhos. Posteriormente, ocorreu a criação da Associação de Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha, no ano de 2010, e, em 2013, o pedido de Indicação de Procedência. No ano de 2017 lograram a protocolização, resultando na obtenção do Selo de Indicação de Procedência em 2020. A IP Campanha Gaúcha abrange um total de dezessete vinícolas, separadas por regiões: região da Serra do Sudeste, Depressão Central, Missões e pelos limites da fronteira com Argentina e Uruguai. A Campanha Gaúcha produz 31% dos vinhos finos no Brasil, ocupando o segundo lugar em termos de produção. Vinhos brancos, rosados, tintos e espumantes são os vinhos portadores do selo de IP (Indicação de Procedência), e dentre eles, há diversos produtos premiados. O que favorece a região são seus fatores edafoclimáticas, tornando-a propícia para a produção vinífera, principalmente para a produção de vinhos tintos. A obtenção da IP além de ser uma marcante conquista, traz junto consigo grandes benefícios, como visibilidade para a região, para os produtos e vinícolas, o que é uma consequência extremamente positiva para o enoturismo, que até então estava adormecido. O enoturismo possibilita conhecer a fundo a cultura do vinho, por meio da visita aos vinhedos, participando das colheitas, efetuando degustações guiadas e vivenciando o mundo dos vinhos com intensidade. Deste modo, conclui-se que a vitivinicultura é uma atividade presente há algumas décadas na região da Campanha Gaúcha, está em crescente evolução e trazendo cada vez mais visibilidade para a região da Campanha Gaúcha, possibilitando novas gerações de rendas.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
MORAES GOMES NUNES, P.; MARTINS DE MATOS, L.; COELHO ESCOVAR, L.; POZZATTI MARTINS DE SIQUEIRA, M. EVOLUÇÃO HISTÓRICA E ATUALIDADES DA VITIVINICULTURA DA CAMPANHA GAÚCHA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.