A VOZ E O CORPO COMO INSTRUMENTOS DE PRÁTICAS MUSICAIS PERCUSSIVAS: UM LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO.

  • Gabrielle Coggo
  • Carolina de Freitas
  • Maria Paula da Rosa Gonçalves
  • Luiza Loreto Messias
  • Rafael Goncalves Oliveira Da Silva
Rótulo Práticas, corporais, Barbatuques, Pedagogia, musical, percussivas

Resumo

A voz e o corpo como instrumentos de práticas musicais percussivas é uma execução milenar presente nos rituais indígenas, pela religião como a dança da chuva, sendo então, uma forma de expressão e do fazer musical (Percussão Corporal. História, 2021). Ao realizar um levantamento de estudos acadêmicos no componente Práticas Percussivas I, a fim de compreender as práticas pedagógicas percussivas, se tornou notório que o início das ideias musicais surgiram primeiramente na exploração dos sons no mapeamento corporal, com suas combinações intencionais e posteriormente em construção de instrumentos físicos como o tambores, trazendo ressignificações e aprimoramento ao decorrer do tempo. Primeiramente, a arte elementar é um fundamento desta prática, une dança e música o tempo todo, na utilização dos pés como primeira noção de pulso, com combinações sequenciais formando compassos, formulando diferentes andamentos ao correr ou andar. Com as mãos oferecendo diferentes timbres presentes em cinco modelos: palma grave, palma estrela, palma estalada, palma costas de mão e palma pingo. Além disso, as mãos percutem outras partes do corpo como nas pernas, na barriga, no peito, na boca e na bochecha, trabalhando fatores importantes como toque simples e alternado (SIMÃO,João Paulo, 2013). A percussão e os efeitos vocais são vistos no estilo de Beatbox, utilizando sonoridades em vácuos, estalos, atritos, onomatopeias, para acompanhar os ritmos corporais ou seguir a linha melódica. Logo, todos esses elementos estão presentes em diversos grupos como o flamenco, no step, (CONSORTE, Pedro, 2012), e em foco os Barbatuques, refletindo exatamente o que tem sido citado até o momento, são um núcleo pedagógico e artístico que investigam a percussão corporal nas suas mais diversas belezas e técnicas musicais (MAAS, Maurício de Oliveira, 2018). O primeiro eixo de atuação do grupo (pedagógico) promove oficinas, vivências e cursos de formação de percussão corporal, permitindo a inclusão do público na performance, tendo como um dos métodos exercícios de coordenação, em ritmos e em jogos musicais. Alicerçados em uma fase mais lúdica de brincar com os sons buscando outros até então não descobertos pelo corpo, permitindo a criatividade, desenvolvendo de forma leve, divertida e de fácil acessibilidade, visto que não precisa de nada além do seu próprio corpo para fazer música (GURGEL, Thais, 2007). O segundo diz respeito ao eixo artístico que concretiza-se principalmente pelas apresentações dos espetáculos criados pelo Barbatuques. Ademais, embasados nessa pesquisa foi possível detectar soluções aos problemas que muitas vezes se tornam grandes impedimento para um professor trabalhar com uma turma em um local, formal ou informal, onde não há verbas suficientes, não há instrumentos para todos ou para nenhum aluno. A percussão corporal e vocal demonstra a possibilidade de estudar e ensinar com o que é palpável (ALIANO, Bruna de Souza, 2017). Para montar um repertório que inclui Garota de Ipanema, por exemplo, não funciona apenas se tiver um violão para cada aluno, mas é possível desenvolver ritmos corporais acompanhados da voz, podendo dividir a sala em grupos onde uma parte faz a linha melódica com a voz, a outra o ritmo com os pés e palmas e um terceiro grupo auxilia com os efeitos vocais. Além disso, quando se fala sobre crianças de 4 ou 5 anos, é mais encorajador a elas serem apresentadas maneiras de domínio do seu próprio corpo, fazendo com que se sintam mais estimuladas, confiantes em comparação a um instrumento desconhecido como um violão. Concluindo a percussão corporal e vocal, não é apenas uma forma de se divertir, mas é uma forma de pedagogia aos professores com pouco recurso disponível, os alunos conseguem se apresentar o tempo todo, em qualquer lugar e passar as pessoas que os rodeiam o que aprenderam sendo uma forma de resistência e de preservação da cultura.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
COGGO, G.; DE FREITAS, C.; PAULA DA ROSA GONÇALVES, M.; LORETO MESSIAS, L.; GONCALVES OLIVEIRA DA SILVA, R. A VOZ E O CORPO COMO INSTRUMENTOS DE PRÁTICAS MUSICAIS PERCUSSIVAS: UM LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.