AVALIAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE COMPOSTOS BIOATIVOS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE DIFERENTES PARTES DO ARAÇÁ-VERMELHO (PSIDIUM CATTLEYANUM SABINE)

  • Marcio Lucas Dantas Carvalho
  • Douglas Hardt Lacorte
  • Gabriela Silveira Da Rosa
  • Caroline Costa Morais
Rótulo Compostos, fenólicos, Antocianinas, Extração, Fitoterápicos, Corantes, naturais

Resumo

O araçá-vermelho (Psidium cattleyanum Sabine) é uma fruta nativa do Rio Grande do Sul, com baixo valor comercial, sendo mais utilizada por pequenas agroindústrias familiares na preparação de sucos e geleias. Entretanto, apresenta interesse pelas suas características, como propriedades nutricionais, com elevado teor de vitamina C, atividade antioxidante, anti-inflamatória e antimicrobiana. Essas propriedades se devem à presença de compostos bioativos no vegetal, que possuem ação metabólica e fisiológica no organismo humano. Dentre as principais estruturas orgânicas com ação bioativa, destacam-se os compostos fenólicos, do qual faz parte as antocianinas, importante pigmento natural que confere coloração a fruta. Tais benefícios impulsionam o uso de matrizes vegetais em produtos fitoterápicos, em corantes naturais para alimentos e como aditivos em produtos voltados a biomedicina. Com base nisso, o objetivo desse trabalho foi preparar extratos etanólicos, caracterizar quanto a composição de compostos fenólicos totais (CFT), atividade antioxidante (AA) e antocianinas totais (AT), e comparar a concentração de bioativos de diferentes partes do araçá-vermelho: o fruto inteiro e apenas a casca. Para isso, foi feita extração por maceração utilizando uma solução 90% etanol, em banho Dubnoff, sob agitação e temperatura de 40°C durante 2h. Após, os extratos foram filtrados à vácuo em filtros de papel. Os (CFT) foram estimados pelo método de redução do reagente Folin-Ciocalteau e o resultado foi expresso em equivalente de ácido gálico (GAE) por 100g de amostra. Para determinar a AA, recorreu-se ao método de redução do radical 2,2-difenil-1-picril-hidrazil (DPPH) e antocianinas totais (AT) por diluição do extrato em água, sendo a resposta expressa na antocianina majoritária do araçá-vermelho, Cianidina-3-glicosídeo por 100g de amostra. Após os procedimentos citados, CFT, AA e AT foram obtidos por leitura em espectrofotômetro nos comprimentos de onda de 765, 517 e 520 nm, respectivamente. Através dos resultados, é possível afirmar que extratos de araçá-vermelho se mostram promissores no uso como aditivos em aplicações medicinais e alimentícias por apresentarem valores satisfatórios de atividade antioxidante, compostos fenólicos totais e antocianinas totais. Além disso, foi possível observar que a casca do araçá-vermelho possui a maior parcela de CFT e AT, com valores de 3774,22 ± 58,77 mg GAE/100g amostra e 572,66 ± 28,28 mg Cianidina-3-glicosídeo/100g amostra, respectivamente. Em relação a AA, os resultados foram bem similares, sendo 82,03% ± 0,41 e 81,50% ± 0,06 para a casca de araçá e para o araçá inteiro, respectivamente. Com base nos resultados, conclui-se que extratos de araçá-vermelho são capazes de substituir produtos sintéticos em diferentes aplicações voltadas a área de alimentos e biomedicina, por apresentarem alta concentração de AT, que além de corante natural, possui ação antioxidante, beneficiando o organismo humano. Em comparação com a casca, a polpa de araçá possui baixa concentração de compostos bioativos. Portanto, torna-se atrativo o uso da casca, que geralmente não é consumida, para preparo de extratos vegetais com fins antioxidantes e como pigmentos naturais.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
LUCAS DANTAS CARVALHO, M.; HARDT LACORTE, D.; SILVEIRA DA ROSA, G.; COSTA MORAIS, C. AVALIAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE COMPOSTOS BIOATIVOS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE DIFERENTES PARTES DO ARAÇÁ-VERMELHO (PSIDIUM CATTLEYANUM SABINE). Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.