PRODUÇÃO DE CARVÃO ATIVADO PARA ADSORÇÃO DE FÁRMACOS

  • Daniela Silva Leon Bitencourt
  • Natallia Britto Azevedo Souza
  • André Ricardo Felkl de Almeida
  • Gabriela Silveira Da Rosa
Rótulo Nimesulida, Impregnada, Adsorvente

Resumo

As águas poluídas não tratadas corretamente podem sofrer alterações em suas características físicas, químicas e biológicas. Entre esses poluentes estão os fármacos, também conhecidos como contaminantes emergentes e que são encontradas em baixas concentrações, mas que oferecem alto risco a população e ao meio ambiente quando acumulados. O processo de adsorção pode viabilizar a remoção desses contaminantes presentes na água, pois é um processo físicoquímico de interação superficial entre o meio adsorvente e o adsorvato, no qual possui baixo custo e é de fácil manuseio. Em vista disso, o presente trabalho buscou analisar a capacidade máxima de adsorção do carvão ativado produzido a partir do resíduo da casca da Acácia-negra na remoção do nimesulida. A concentração de nimesulida foi elaborada com 20% de etanol e mantendo o pH neutro com a ajuda de uma solução de 0,1M de NaOH. A casca da acácia foi moída, lavada, seca e impregnada com H3PO4 40% em razão 1:1. Esse material foi transformado em carvão ativado por meio de pirólise em um reator tubular com fluxo constante de N2. O adsorvente foi caracterizado quanto seu diâmetro de partículas, porosidade do leito fixo, área superficial específica, massa especifica real e bulk e teores de umidade, cinzas, carbono fixo e voláteis. Os ensaios da isoterma de adsorção foram feitos variando a concentração de nimesulida de 5 a 400 mg/L em 60 minutos com a massa de adsorvente em 0,35 g/L. O adsorvente apresentou uma massa específica real e bulk de 1,7412 g/cm³ e 0,2218 g/cm³, respectivamente. Área superficial específica obtida foi de 153,4 m²/g, o diâmetro de partícula foi 149,28 μm e sua porosidade de leito fixo foi 0,13, um pouco baixa quando comparada com a literatura. O adsorvente obteve um teor de carbono fixo de 12,94% e material volátil de 29,30%. Também apresentou uma umidade em torno de 2%, o que significa um resultado positivo visto que quanto mais úmido é o material menos poros estão disponíveis para a adsorção. Porém, o teor de cinzas foi bem alto, 56,20%, o que pode acarretar na redução da área superficial específica e resultar em uma queda na capacidade de adsorção. Os resultados das isotermas de adsorção mostraram que o modelo de Sips foi o que melhor se ajustou, apresentando menores valores para o qui-quadrado e erro médio relativo e com uma capacidade máxima de adsorção de 899,67 mg/g. Com isso, pode se dizer que o carvão produzido possui uma grande capacidade adsortiva e pode se tornar um adsorvente de alta qualidade se melhor estudado.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
SILVA LEON BITENCOURT, D.; BRITTO AZEVEDO SOUZA, N.; RICARDO FELKL DE ALMEIDA, A.; SILVEIRA DA ROSA, G. PRODUÇÃO DE CARVÃO ATIVADO PARA ADSORÇÃO DE FÁRMACOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.