ERA UMA VEZ UM MAPA CULTURAL

  • Antônio Kanaan Fassbinder
  • Paula Daniele Pavan
Rótulo Obirici, Mapa, Cultural, Questionário

Resumo

O objetivo desta pesquisa, resultado da construção de um mapa cultural desenvolvido no componente curricular Estudos da Cultura no curso de Relações Públicas na Universidade Federal do Pampa, é estudar a Obirici como um objeto cultural da cidade de Porto Alegre e o conhecimento dos habitantes da capital gaúcha acerca desse objeto. A pesquisa utilizou como percurso metodológico a pesquisa bibliográfica (STUMPF, 2005) para tratar dos conceitos de cultura (LARAIA, 1986) e memória comunicativa e cultural (ASSMANN, 2016). Assim como utilizaram-se as contribuições teóricas de Silva, Penna e Carneiro (2009) para retratar a história da indígena Obirici. Outro método empregado foi a aplicação de questionários on-line com a finalidade de coletar dados acerca do conhecimento dos habitantes de Porto Alegre sobre a existência e história de Obirici. A pesquisa foi construída no Google Forms, contando com um total de três questões. O formulário foi publicado na linha do tempo do Facebook e encaminhado nos grupos de Whatsapp, com a definição do público-alvo: pessoas que moram em Porto Alegre ou que já visitaram a cidade. O questionário circulou entre os dias 18 e 24 de novembro de 2020. Houve também uma terceira metodologia, o uso da Internet, amparando-se nos procedimentos teóricos de Yamaoka (2005). O uso da internet serviu como fonte de informação para apresentar formas de chegar ao objeto cultural, então, foram traçadas rotas através do Google Maps para compreender a distância do aeroporto e a rodoviária até a estátua da Obirici. A estátua de Obirici localiza-se no município de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, especificamente no bairro Passo dAreia, sendo inaugurado no dia 13 de março de 1975, pelo prefeito da época Telmo Thompson Flores. No que diz respeito à história de Obirici, trata-se de uma jovem indígena que era apaixonada por um homem que já possuía uma pretendente, então, para definir uma noiva, houve uma disputa de arco e flechas. Entretanto, nesta disputa, a Obirici perde e pede para que Tupã - entidade religiosa tupi-guarani - leve-na do mundo no próximo sol ou no luar da próxima noite, fazendo com que, das lágrimas de tristeza dela, nascesse um curso de águas puras. Ao amanhecer, o corpo dela não encontrava-se mais naquele local. No que tange aos resultados da pesquisa, foram obtidas 108 respostas no formulário. Na primeira pergunta, 60,2% responderam que sabiam da existência da estátua na cidade, contra 39,8% que desconheciam. Na segunda pergunta, 74,1% dos respondentes indicaram que não sabem sobre a história da indígena, enquanto apenas 25,9% demonstraram conhecimento. A terceira pergunta apresentou viés aberto, permitindo que os respondentes dissessem sobre o conhecimento sobre a estátua e sua história. As respostas do questionário cumpriram com o objetivo proposto inicialmente pela pesquisa: estudar a Obirici como um objeto cultural da cidade de Porto Alegre e o conhecimento dos habitantes da capital gaúcha. E os resultados demonstraram que a maioria dos respondentes não tinha ciência da história de Obirici, mas sabiam que a Obirici se trata de um objeto cultural presente em Porto Alegre.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
KANAAN FASSBINDER, A.; DANIELE PAVAN, P. ERA UMA VEZ UM MAPA CULTURAL. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.