A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA NA PRIMEIRA INFÂNCIA

  • Katharyne Stephane Launé
  • Katharyne Stephane Laune
  • Andreia Cristina Silva Almeida
Rótulo Primeira, infância-, Pesquisa-, Proteção, Social

Resumo

O projeto de pesquisa Proteção Social e a Primeira Infância a partir de uma pesquisa bibliográfica qualitativa, analisa sobre a rede de proteção de gestantes e crianças de 0 a 6 anos no município de São Borja/RS, enfatizando a importância dos estudos na primeira infância, reconhecida como um período que corresponde desde o nascimento e vai até os 6 anos de vida de uma criança. É o primeiro estágio da vida, que será desenvolvido a parte física (crescimento, aquisições de movimentos) e o mental (amadurecimento do cérebro, da capacidade de aprendizado, início da interação social e afetiva). Todas essas experiências vividas nessa fase são levadas para o resto da vida, sendo então determinantes até para o perfil de adulto que essa criança um dia irá se tornar. Portanto, quando durante a primeira infância contém os cuidados e estímulos adequados, pavimenta para um caminho onde a criança possa aproveitar todo seu potencial. Em virtude desses fatos, se faz necessário o aumento do conhecimento sobre essa primeira fase da vida do ser humano e os fatores de seu desenvolvimento, através das pesquisas, posto que os resultados de estudos e de pesquisas sobre a primeira infância contribuem na elaboração de políticas e ações, no diagnóstico para a elaboração de Planos Municipais da Primeira Infância, no momento de redigir a justificação de planos e programas, de fazer a distribuição de recursos escassos, etc. O Estado tem o dever de assegurar os direitos da criança e do adolescente, como consta na Constituição Federal de 1988 e no ECA Estatuto da Criança e do Adolescente, é preciso um conjunto de requisitos para esta garantia, como orçamento, estrutura, interesse político, e sobretudo reconhecimento da realidade destes sujeitos. Neste aspecto a Pesquisa é fundamental para vislumbrar a realidade das crianças na fase da primeira infância, incluindo as gestantes e suas famílias, justamente para reconhecer quais as situações de vulnerabilidades e riscos sociais que demandam intervenção do Estado, por meio de suas políticas sociais, tanto nos aspectos protetivos, proativos como preventivos. É fundamental que dados organizados por meio de pesquisas e diagnósticos sejam elaborados, por meio de processos em que a família das crianças seja participante, podendo relatar suas experiências, seus modos vidas, suas certezas e incertezas, suas seguranças e inseguranças, suas potencialidades e suas dificuldades, dentre outros dados importantes para reconhecer o universo em que estão inseridas. As universidades, os grupos de pesquisas, os órgãos de fomentos devem proporcionar incentivo aos seus pesquisadores, discentes, docentes e técnicos para desenvolverem ações que possibilitem um mergulho cientifico na realidade das crianças, na primeira infância, sendo antecedidos por uma vasta gama de estudos que serão necessários para leitura e analise dos dados investigados e identificados. Nesta analise poderão ser identificadas realidades que não estão visíveis e que por isto nem sempre são reconhecidas como demandas para intervenção das políticas sociais, agravando o cenário de desproteção da infância no Brasil. Desse modo, defende-se a ideia de pesquisar a área da primeira infância para melhor decidir sobre os investimentos, a partir de uma leitura da realidade vivenciada por este segmento, e não por escolhas com fundamentos moralistas que buscam a manter um padrão de infância desconectado da sua realidade.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
STEPHANE LAUNÉ, K.; STEPHANE LAUNE, K.; CRISTINA SILVA ALMEIDA, A. A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA NA PRIMEIRA INFÂNCIA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.