INFRAESTRUTURA HOSPITALAR DE COMBATE Á COVID- 19 NA REGIÃO IMEDIATA DE TAQUARA (RS)

  • Daiana Apollo de Moraes
  • Nola Patricia Gamalho
Rótulo Cartografia, Regiões, Imediatas, Infraestrutura, Hospitalar, Corona, Vírus

Resumo

A pandemia do Coronavírus COVID 19 demonstrou ao mundo sua intensa interconexão não existem fronteiras ao vírus- e a capacidade dos Estados de atendimento hospitalar nos casos de contaminação, que podem ser desde leves, até sintomas graves, internação e até mesmo à morte. Atualmente o mundo se depara com as desigualdades no acesso à vacinação, o que revela que graves desigualdades impactam diretamente na preservação da vida. Próximo ao final do mês de fevereiro de 2021, o mundo conta com 110.770.701 casos e 2.453.381 mortes. Sendo que o Brasil possui 10.977.387 casos e se aproxima das 250.000 mortes. O Rio Grande do Sul contabiliza 597.456 casos e 11.666 mortes. Não é a primeira vez que há um vírus aterrorizando o mundo. A peste bubônica matou mais de 200 milhões de pessoas. A varíola, a gripe espanhola, a cólera, o ebola, entre outros, foram enfermidades que abalaram o mundo. Mas o corona vírus é o primeiro a parar a economia e sociedade do século XXI. No Brasil não é diferente, a pandemia mostrou o quanto o território nacional estava despreparado, desde a necessidade de importação de insumos médicos, até mesmo a inexistência de sistemas aptos de atendimento à população. Como exemplo, cita-se o estado do Amazonas que possuía leitos de UTI apenas em Manaus. A pandemia não poupou nenhum estado e os principais mecanismos de combate foram a política de isolamento social, os atendimentos hospitalares e a vacinação. É nessa perspectiva, que o projeto de pesquisa no qual esse recorte territorial está inserido, objetiva compreender os contextos regionais de infraestrutura hospitalar (leitos, UTIs , leitos clínicos, respiradores). O recorte regional aqui apresentado é da Região Imediata de Taquara- Igrejinha- Parobé, a qual além desses municípios que nomeiam a região, é composta também por Três Coroas, Rolante e Riozinho. O recorte regional vem da proposta de regionalização do IBGE (2017), o qual relaciona-se com as relações e hierarquias entre as unidades municipais em formações regionais, possibilitando com isso a análise da infraestrutura referente à saúde em articulação com as potencialidades sociais e econômicas dos municípios, assim como em relação às suas deficiências, os dados coletados são referentes ao dia 31 de março de 2021. Somado à proposta de regionalização, a metodologia também desenvolveu conceitualmente as categorias de análise de região e planejamento territorial e o levantamento de dados deu-se em site oficial do estado do Rio Grande do Sul. Conforme o levantamento, a região imediata possui ao todo 210.150 habitantes sendo os mais populosos Taquara, Parobé e Igrejinha, com respectivamente: 57.740 habitantes; 59.419 habitantes e 37.754 habitantes. Um município tem menos de 5 mil habitantes e os demais tem entre 20 e 30 mil habitantes. Apenas três municípios têm leitos de UTI, todos têm leitos clínicos e respiradores. A região tem 26,48 leitos de UTI por cem mil habitantes; 58,27 leitos clínicos por cem mil habitantes e 23,83 respiradores por cem mil habitantes. Assim, conclui-se acerca da necessidade de investimento em infraestrutura regional para equipar os municípios no atendimento populacional e na preservação de vidas. Dado a proximidade com a capital, estima-se que as demandas por saúde tanto impactam os municípios da região com mais infraestrutura, quanto Porto Alegre. Nesse sentido, observa-se a relevância da análise em questão, uma vez que traz a problemática da infraestrutura que atende à demanda da COVID É imprescindível que a sociedade volte-se para a questão da pandemia, buscando interpretar, diagnosticar e propor soluções de caráter regional para a saúde pública.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
APOLLO DE MORAES, D.; PATRICIA GAMALHO, N. INFRAESTRUTURA HOSPITALAR DE COMBATE Á COVID- 19 NA REGIÃO IMEDIATA DE TAQUARA (RS). Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.