REGIÕES IMEDIATAS DE TRAMANDAÍ E OSÓRIO: A INFRAESTRUTURA HOSPITALAR DE ATENDIMENTO À PANDEMIA

  • Ilsa Silveira da Silva
  • Nola Patrícia Gamalho
Rótulo Demanda-, Atendimento, Hospitais, Referência, Covid-19

Resumo

A presente pesquisa buscou estudar a disponibilidade de equipamentos de ventilação mecânica (respirador pulmonar), como também de leitos clínicos e leitos UTI, em hospitais da saúde pública/privada, ante o senário pandêmico do Covid-19, no primeiro trimestre do ano de 2020, com recorte analítico nas regiões intermediárias e imediatas do Estado do RS. Tal estudo tem a potencialidade de possibilitar melhor conhecimento e logística aos gestores governamentais em relação ao sistema de saúde. A pandemia exigiu do Estado rapidez e eficácia nas demandas dos referidos atendimentos aos pacientes, em ações de segurança e proteção da saúde de todos os profissionais inclusos nesses ambientes e em estratégias voltadas a sanar as carências que o quadro requer. A pesquisa contribui para o conhecimento da estrutura territorial e para a logística de investimentos em infraestrutura. A metodologia consistiu de levantamentos de dados disponibilizados pelo Estado (RS), como também alguns meios de comunicação, foi possível nortear conhecimentos acerca da disponibilidade de atendimentos, serviços e equipamentos, nos estabelecimentos de saúde local/regional e de referência, mais precisamente na região geográfica imediata de Tramandaí e Osório, pertencentes a região intermediária de Porto Alegre. O objetivo é analisar a disponibilidade de equipamentos segundo os recortes regionais, hierarquia regional e situação municipal. A região imediata em questão, tem seus municípios e suas respectivas populações assim representados: Capão da Canoa (54.051 hab.), Tramandaí (52.632 hab.), Osório (46.414 hab.), Xangri-lá (16.775 hab.), Terra de Areia (11.315), Itati (2.397 hab.), Imbé (23.271), Cidreira (16.583), Balneário Pinhal (14.363) e Maquiné (6.681), e que são pertencentes ao Litoral Norte gaúcho. No que se refere aos objetivos da referida pesquisa, há de se destacar a necessidade de analisar e identificar iniciativas e disponibilização de atendimentos específicos a pacientes do Covid 19 nos hospitais regionais, que no caso, se caracteriza como Hospital de Referência, sendo que, alguns dos municípios que foram citados não disponibilizam desse tipo de atendimento, nem de estrutura física, tampouco de recursos humanos para tal ação, assim, atendimento aos pacientes contaminados pelos Coronavírus na forma aguda grave, recebem avaliação médica geralmente nas UPAs (unidades de pronto atendimento), ou em hospitais de campanha, utilizados para realização de triagem, ou testagem do vírus, e que positivando, são monitorados, e havendo o agravamento dos sintomas, há o encaminhamento aos hospitais que possuem os recursos necessários e exigidos no momento, no caso, cita-se os hospitais de referência de municípios que contam com essa instituição, que se definem pela sua qualificação nos atendimentos, como leitos UTIs, equipe capacitada/treinada para atender casos de saúde de moderados a grave, pelo fato de já possuírem uma estrutura base que tem a possibilidade ser reestruturada e adaptada as situações de urgências e emergências, buscando evitar e aliviar a sobrecarga dos hospitais das grandes metrópoles, centralizando os atendimentos nas respectivas regiões. A respectiva pesquisa obedeceu sequencias estruturadas e orientadas pelo docente coordenador do projeto, que fomentou, apresentou ferramentas, caminhos a seguir, objetivos a buscar, disponibilizando nesse processo de desenvolvimento da mesma, leituras, reuniões de estudos em plataformas online, debates, intermediando informações pertinentes a temática, contribuindo diretamente que a pesquisa seguisse os caminhos que permitissem os esclarecimentos buscados, aos questionamentos apresentados. Os resultados obtidos até o momento permitiram identificar um cenário da saúde pública e privada, quando dos primeiros casos de contaminação pela Covid-19, no primeiro trimestre de 2020, no Estado do RS, nas regiões apresentadas como foco das observações, a precariedade nos atendimentos, apresentando limitações de recursos de utilização imediata para preservação da vida. Observa-se a dependência dos municípios dos centros maiores, necessitando recorrer em grande maioria, aos hospitais de referência, o que leva à sobrecarga das instituições maiores que a possibilidade de colapso. É necessário um investimento do estado para que as regiões e municípios pequenos não fiquem dependentes de centros maiores.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
SILVEIRA DA SILVA, I.; PATRÍCIA GAMALHO, N. REGIÕES IMEDIATAS DE TRAMANDAÍ E OSÓRIO: A INFRAESTRUTURA HOSPITALAR DE ATENDIMENTO À PANDEMIA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.