A DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS DE COMBATE A PANDEMIA DE COVID-19: UMA ANÁLISE DA REGIÃO INTERMEDIÁRIA DE PELOTAS

  • Daniela Mesquita
  • Nola Patricia Gamalho
Rótulo Covid-19, Pandemia, Região, Intermediária, Cartografia, Coronavírus

Resumo

Em 2019 o planeta foi afligido pelo vírus SARS-CoV-2 síndrome respiratória grave do coronavírus 2, surgindo na cidade de Wuhan, na China e espalhando-se rapidamente pelo globo. No Brasil os primeiros casos da doença foram confirmados em fevereiro de 2020 e, com o passar do tempo, a doença se espalhou por todos os estados brasileiros levando os governantes a formularem estratégias de combate e contenção da pandemia. No estado do Rio Grande do Sul o primeiro caso confirmado foi registrado em 10/03/2020 e, atualmente, o estado contabiliza mais de um milhão e quatrocentos mil casos. A presente pesquisa tem como objetivo verificar a distribuição dos recursos hospitalares para combate à pandemia de COVID-19 na região intermediária de Pelotas/RS, entender como funciona a dinâmica da oferta de leitos nos municípios que compõe a região, compreender a hierarquia entre as cidades que compõem as regiões imediatas de Bagé e Pelotas em relação ao acesso da população aos equipamentos para combate à pandemia e cartografar os dados obtidos com o uso da base geográfica do IBGE. Para tanto foi feita uma revisão bibliográfica acerca do conceito de região e, posteriormente, um levantamento de dados quantitativos, através de planilha disponibilizada pelo Governo do Rio Grande do Sul em https://covid.saude.rs.gov.br/, referentes ao número de leitos de UTI SUS e privados, leitos clínicos SUS e privados e respiradores em cada cidade que compõe a região intermediária de Pelotas/RS. Foi escolhida a data de 31/03/2021 para a coleta dos dados por representar o maior pico da pandemia no estado. Os municípios que não possuíam dados disponíveis nas planilhas foram contatados, através de suas secretarias municipais de saúde, e consultados acerca do motivo de não terem informado os números de equipamentos hospitalares e qual a atitude adotada pelo município para atender a população. Os resultados apontam que dos 24 municípios que compõe a região intermediária de Pelotas, apenas 5 possuem leitos de UTI, 15 possuem leitos clínicos e 14 possuem respiradores. Também foi possível observar que, dos municípios que possuem leitos de UTI, 3 contam com uma população superior a 120 mil habitantes e que 2 deles, Bagé e Pelotas, são os municípios com maior hierarquia dentro de suas regiões imediatas. Os outros 2 municípios que possuem leitos de UTI têm uma população superior a 35 mil habitantes. Dos demais municípios, outros 10 contam com leitos clínicos e 9 possuem respiradores. Em contato com as secretarias de saúde dos municípios da região que não apresentaram dados na planilha nos foi informado que os mesmos não possuem leitos, realizando o primeiro atendimento nas unidades básicas de saúde e encaminhando, quando necessário, os pacientes para cidades vizinhas com estrutura de leitos clínicos e de UTI. Através dos resultados obtidos foi possível compreender que os municípios menores, com menor população e sem estrutura para tratamento da doença já instalada recorrem aos municípios maiores e com melhor estrutura, deslocando os pacientes após o diagnóstico. Também foi possível verificar que os municípios de Pelotas e Bagé, caracterizados por terem maior influência em suas regiões imediatas, possuem uma taxa de 35,5 e 20,6 leitos de UTI a cada 100 mil habitantes respectivamente, ficando dentro da taxa recomendada, antes da pandemia, pela Organização Mundial de Saúde que é de 1 a 3 leitos de UTI para cada 10 mil habitantes. Entretanto o deslocamento de habitantes de outras cidades para esses dois centros de referência na região intermediária faz com que essas taxas sejam menores, necessitando um olhar atento da gestão dos municípios e estado.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
MESQUITA, D.; PATRICIA GAMALHO, N. A DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS DE COMBATE A PANDEMIA DE COVID-19: UMA ANÁLISE DA REGIÃO INTERMEDIÁRIA DE PELOTAS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.