DADOS A INFRAESTRUTURA HOSPITALAR NA REGIÃO INTERMEDIÁRIA DE PELOTAS, ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

  • Thisa Raquel Morais
  • Nola Patrícia Gamalho
Rótulo Pandemia, Região, Imediata, Pelotas, Regionalização, IBGE

Resumo

Desde o início do ano de 2020, o mundo tem passado por uma infinidade de mudanças em praticamente todos os seus contextos: social, cultural, político e econômico, devido a pandemia pelo COVID-19, ocasionada por um vírus altamente contagioso. Diante disso, as autoridades se viram obrigadas a elaborar alternativas urgentes para tentar minimizar os impactos dessa pandemia em todos esses cenários. No entanto, devido à complexidade dos efeitos ocasionados pela contaminação e também por não se ter maiores informações a respeito, os números de contaminados, doentes e mortos começaram a crescer de forma absurda e mensurada, fazendo com que as unidades de saúde e hospitais ficassem superlotados . Assim sendo, fez-se necessário um controle rígido e detalhado da quantidade de pessoas infectadas, assim como a infraestrutura de saúde disponível para atendimento nas necessidades de hospitalização. Aliado a isso, torna-se relevante entender o quanto o COVID-19 tem afetado a estrutura interna das unidades de saúde e hospitais ou o quanto esses estavam preparados para atender uma pandemia.,Pprincipalmente em relação à aleitos UTI e clínicos e respiradores. Por isso,torna-se imprescindível conhecer a disponibilidade hospitalar para atendimento populacional, tendo-se como comparação o quantitativo populacional por município e região. Para isso, então, foi realizado um estudo estatístico nas cidades da Região Intermediária de Pelotas (IBGE,2017) de Pelotas, Estado do Rio Grande do Sul, a fim de se compreender os contextos regionais e municipais de infraestrutura hospitalar. A metodologia adotada foi a revisão bibliográfica do conceito de região, regionalização do IBGE, pandemia e levantamento estatístico em sites oficiais do Estado (https://covid.saude.rs.gov.br/), com levantamento de dados referentes ao início da pandemia (março/abril de 2020). Esta regiãoA região intermediária de Pelotas (RIP) é composta por 23 municípios e localiza-se na metade sul do Rio Grande do Sul, caracterizada por municípios com grandes extensões rurais e população concentrada nos núcleos urbanos. A região intermediária de Pelotas é composta por duas regiões Imediatas: de Pelotas e Bagé. A RIP tem 1.035.546habitantes e 23 municípios, sendo que a Imediata de Pelotas tem 841,536 habitantes e a Imediata de Bagé tem 194.010 habitantes. Os municípios mais populosos são Pelotas, Rio Grande e Bagé, com respectivamente 343.132; 211.965 e 121.335 habitantes. São 3 municípios com menos de 5 mil habitantes, 7 municípios com população entre 5 mil e 10 mil habitantes; 9 municípios com população de 10 mil a 50 mil; 1 município na faixa de 50 mil a 100 mil habitantes. Dos 23 municípios, 9 não têm dados disponíveis,desses, apenas Capão do Leão tem mais de dez mil habitantes. A hipótese é que os municípios pequenos dependem dos regionais (Pelotas, Rio Grande e Bagé) para equipamentos hospitalares. A RIP tem 56 leitos de UTI (46 na região imediata de Pelotas e 10 na região imediata de Bagé); 176 leitos hospitalares (101- na região de Pelotas e 75 na de Bagé) e 75 respiradores (62 na região de Pelotas e 13 na de Bagé). Como um todo, na Região Intermediária de Pelotas tem-se 5,46 leitos de UTI para cada cem mil habitantes, 10,21 leitos clínicos / 100 mil habitantes e 6,53 respiradores/100 mil habitantes. Constata-se que no início da pandemia essas regiões ainda eram deficitárias para o atendimento aos casos da pandemia e demais atendimentos, sem contar a própria desigualdade entre os municípios que compõem a região, o que certamente tem implicações sérias na preservação ou perda de vidas.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
RAQUEL MORAIS, T.; PATRÍCIA GAMALHO, N. DADOS A INFRAESTRUTURA HOSPITALAR NA REGIÃO INTERMEDIÁRIA DE PELOTAS, ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.