TRANSPORTE DE PESTICIDAS

  • João Victor Vida dos Santos
  • Luiz Henrique Minetto da Silva
  • Nelson Mario Victoria Bariani
Rótulo Transporte, Pesticidas, Solução

Resumo

O transporte de pesticidas de áreas terrenas para os cursos dágua e corpos hídricos é um resultado dos processos de intemperismo e erosão do solo. Tendo como resultado em casos de cargas excessivas de pesticidas, a produção de um ambiente com condições tóxicas que prejudicam qualquer tipo de vida que habite em cursos e corpos dágua além é claro de tornar impróprio para o consumo humano. Vislumbrando esse viés, tal trabalho tem por interesse, analisar e demonstrar como se ter a noção e calcular as quantidade de pesticidas transportados para leitos e corpos dágua, trazendo uma luz para o tamanho do impacto que o uso de tais produtos pode gerar, quando mal utilizados. Em vista a região da Fronteira Oeste do estado do Rio Grande do Sul, onde notavelmente pode se perceber interação direta do agronegócio com os leitos de rios e áreas alagadiças(banhados), torna-se de vital importância o estudo da carga de defensivos agrícolas que estão indo parar no meio aquático, devido ao transporte de forma em solução, isto é, através do escoamento a partir da chuva e valos de irrigação, tentando assim dimensionar para poderem ser tomadas as devidas providências contra a provável perda de biodiversidade e até mesmo a inadequação de ambiente aquático tanto para uso humano quanto como habitat para diversas espécies. Como o grande objetivo geral de tal trabalho, pode-se ser citado a representação físico-matemática de movimentações de resíduos agrícolas, tornando mais fácil a análise e quantificação das variáveis encontradas nesse processo. Podendo assim, trazer uma visão científica para os processos que ocorrem no cotidiano de um produtor, aos quais na grande maioria das vezes o mesmo, não tem o devido conhecimento da sua interferência no meio ambiente a sua volta, além da clara tentativa de orientar o máximo de pessoas a partir do meio científico e através de seus resultados, para os problemas ligados ao mal uso de agrotóxicos. Tendo em vista contemplar as características necessárias para o estudo científico de tais fenômenos, o estudo presente é baseado no capítulo 3 denominado Equações: Transportes de Pesticidas da seção 4 Erosão do documento de teórico denominado SWAT. O estudo começa a partir da verificação e entendimento de todas as variáveis compreendidas dentro do tema, as quais foram todas postas em uma tabela com denominação e contexto. Então, dá-se o estudo das fórmulas e seus contextos de utilização. Compreendendo sua funcionalidade e utilização, são formulados os cálculos na plataforma científica Scilab utilizando-se de dados predispostos por pesquisas na região. E por fim, une-se em seu todo a gama de dados, formando um padrão para a análise do transporte de pesticidas, baseando-se no tabelamento das variáveis e seus estudos, compreensão e efetivação das fórmulas, e for fim execução dos cálculos e representação gráfica através da plataforma científica já citada. A fins de testes foram usados valores fictícios para a resolução da atividade como exemplo as concentrações de pesticidas em fase solúvel (3g por litro de solução). Usando como exemplo, para não se delongar em matéria de resumos, para o caso de pesticida em solução, temos como valores paras as variáveis, tempo(T): de 1 a 30 dias, teor de umidade do solo na camada de saturação (SATly) = 30 mm H2O, coeficiente de absorção do solo (Kp) = 0.33 mg/kg, densidade média do solo (Pb)= 0.01 Mg m-³, profundidade da camada de solo (depthly) = 600 mm, quantidade de pesticida no solo no instante inicial (pstsly0) = 0.96 kg/ha e por fim a quantidade de água móvel na camada (Wmobile) = 16mm. Aplicando os valores a formula pstslyt=pstslyo*exp(-Wmobile*t/(SATly+(Kp*Pb*depthly))), teremos o resultado da concentração de pesticidas em uma determinada área analisada com o decorrer de 30 dias, desde sua aplicação e a eventualidade de uma chuva, tendo que nos primeiros 2 dias após a chuva, a concentração já se equivale à metade (0,5kg/ha), chegando à zero no final do 10 dia. Assim, temos que com o passar do tempo a concentração de pesticidas reduz na determinada área, correndo juntamente com a água até acabar nos leitos hídricos, onde podem ocorrer os problemas mais graves. O trabalho tem muito ainda a avançar, inclusive nas fases de teste direto e nas demais formas de transporte, como em forma sólida, contudo já possui seu foco bem visível e está em seu curso, tendo seu âmbito de finalização no futuro com pesquisas mais aprofundadas, principalmente na região da Fronteira Oeste do RS, para finalmente alcançar seu objetivo.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
VICTOR VIDA DOS SANTOS, J.; HENRIQUE MINETTO DA SILVA, L.; MARIO VICTORIA BARIANI, N. TRANSPORTE DE PESTICIDAS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.