FORMAÇÃO DE NANOPARTÍCULAS DE PRATA A PARTIR DO EXTRATO DA FARINHA DE BANANA

  • Mariuse Victoria Moreira Ourique
  • Higor Severo Molina
  • Augusto Cezar Dotta Filho
  • Elton Luis Gasparotto Denardin
  • Caroline Lacerda Nogueira
  • Rafael Roehrs
Rótulo Nanopartículas, Banana, Extrato, Biotecnologia

Resumo

FORMAÇÃO DE NANOPARTÍCULAS DE PRATA A PARTIR DO EXTRATO DA FARINHA DE BANANA A nanotecnologia tem ganho um grande espaço nas últimas décadas por oferecer materiais com propriedades mais otimizadas em relação às suas contrapartes em macro escalas. Um nanômetro é um bilionésimo de metro. Nanopartículas são muito valiosas ao setor industrial, e estão sendo cada vez mais empregadas em variados produtos de consumo diário, como medicamentos, materiais esportivos e até mesmo filtros solares. A nanotecnologia tem por objetivo a formação, caracterização, manipulação e a aplicação de partículas em pequena escala. Substâncias nanométricas apresentam propriedades funcionais diferentes das observadas na escala macro. A ideia do estudo da possível formação de nanopartículas a partir do extrato de farinha de banana verde se deu pelo fato de que, nos últimos anos, visando o não desperdício, vem se destacando cada vez mais a utilização de materiais, que até então eram desprezados, como é o caso das cascas e das sementes. As mais variadas formas de utilização desses materiais vem ganhando destaque nas indústrias de alimentos, cosméticos e também ambiental, como é o caso da farinha de banana, que além de ganhar amplo destaque na alimentação e ser considerado um alimento com diversas propriedades funcionais, tendo também aplicação farmacêutica e cosmética, a farinha de banana tem sido investigada como um potencial agente redutor de toxicidade de metais pesados no meio ambiente. Essa busca por novos produtos com propriedades funcionais específicas tem sido o objetivo. Além disso, o Brasil se destaca no cenário mundial com produtividade de 7 milhões de toneladas e área de plantio de 520 mil hectares, ocupando o segundo lugar em produtividade e área colhida. A banana é um alimento popular na alimentação de vários brasileiros, além de apresentar um preço classificado baixo, contém também suas propriedades sensoriais e forte valor nutricional. Além de possuir excelentes quantidades de vitaminas A e B, potássio e demais minerais como sódio, a banana pode conceder cerca de 25% do consumo diário indicado de ácido ascórbico. O objetivo do estudo foi observar a possível formação de nanopartículas derivadas do extrato de banana e assim, poder determinar o possível uso das nanopartículas provenientes do extrato da farinha de banana com aplicação tecnológica. Para isso, obteve-se o extrato do pó da farinha de banana, através da adição de 3,5 g de farinha em 100 mL de solução 2:1 (etanol:água). A solução foi submetida à incubação, sob agitação em 150 RPM à 35ºC, por 19 horas. Após, o extrato foi filtrado à vácuo e armazenado para posterior uso. Para a preparação de nanopartículas de prata (AgNPs), utilizou-se um erlenmeyer contendo o extrato obtido na etapa anterior, acondicionado em uma caixa fechada contendo iluminação interna na cor azul (LED Violeta, como catalisador). O extrato foi alcalinizado e adicionado gota à gota 100 mL de AgNO3 1mmol/L. A formação de AgNPs foi monitorada utilizando-se equipamento Espectrofotômetro UV/Vis, através da análise de amostra da mistura sendo realizada de hora em hora, por um período de 6 horas e uma leitura final 24 horas posteriores, visando avaliar o efeito do tempo de preparação. A presença de banda na região de 300 nm à 450 nm evidenciou a presença de AgNPs. Novos estudos estão em desenvolvimento, com o objetivo caracterizar as AgNPs e avaliar sua aplicabilidade na área tecnológica como bactericida ou em doenças degenerativas.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
VICTORIA MOREIRA OURIQUE, M.; SEVERO MOLINA, H.; CEZAR DOTTA FILHO, A.; LUIS GASPAROTTO DENARDIN, E.; LACERDA NOGUEIRA, C.; ROEHRS, R. FORMAÇÃO DE NANOPARTÍCULAS DE PRATA A PARTIR DO EXTRATO DA FARINHA DE BANANA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.