MODALIDADES DE ENSINO E GRAU DE DISTANCIAMENTO SOCIAL ENTRE ACADÊMICOS DA REGIÃO SUL DO BRASIL NA PANDEMIA POR COVID-19

  • Fernando Henrique Senger
  • Suelen Dallanora
  • Gabriela Kimi Sudo Martelleto
  • Alita Rodrigues Borges
  • Martine Elisabeth Kienzle Hagen
  • Isabel Cristina De Macedo
Rótulo Distanciamento, social, Modalidades, ensino, Pandemia, Ensino, superior

Resumo

A pandemia pela COVID-19, decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em março de 2020, impactou nas atividades de ensino das universidades em todo o mundo. As instituições tiveram que se adequar para buscar alternativas pedagógicas por meio remoto, mas garantindo a manutenção de uma educação de qualidade e segura em nível superior. O fechamento de universidades, durante o lockdown, foi uma medida empregada inicialmente, mas foi sendo flexibilizada com base nas informações dos comitês estaduais e municipais, permitindo retorno gradual e híbrido ou presencial. Dessa forma os discentes das universidades estão em diferentes modalidades de ensino e graus de distanciamento social enquanto perdura a pandemia. Independente da modalidade de ensino empregada pelas instituições, o distanciamento social, recomendado, no BRASIL, pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) em maio de 2020, figurou como uma das principais medidas para reduzir a transmissão do vírus e frear a rápida evolução da pandemia. O presente estudo busca descrever as modalidades de ensino nas instituições de ensino superior públicas ou privadas da região sul do Brasil e o grau de distanciamento social relatado pelos acadêmicos. Trata-se de resultados parciais do projeto de pesquisa Avaliação do comportamento alimentar do tipo aditivo em situação de distanciamento social por Covid-19: Emprego da escala Modified Yale Food Addiction Scale Version 2.0, aprovado pelo CEP da UNIPAMPA - CAAE nº 31678920.0.0000.5323, com registro no SIPPEE sob o nº 20200511181859. Os dados foram coletados, por meio de formulário eletrônico do Google, ao qual 1.247 acadêmicos de 63 instituições de ensino superior responderam. O termo de consentimento livre esclarecido (TCLE) foi inserido no formulário eletrônico e o participante após lê-lo teve a opção de aceitar ou não responder ao questionário. As variáveis qualitativas de frequência foram analisadas pelo teste de Qui-Quadrado no software SPSS 20. As modalidades de ensino foram avaliadas num ranking que classificou como: exclusivamente presenciais; híbridas (presenciais e não presenciais); exclusivamente remotas (não presenciais); sem retorno às atividades e trancamento de matrícula. O grau de distanciamento social foi categorizado como: alto, médio, baixo e nulo. Dentre os participantes do estudo 50,6% (n=722) são de universidades públicas e 49,4% (n=705) de universidades privadas, com diferença significativa para essa variável dicotômica (p=0,01). A distribuição das universidades com participantes no estudo foi de 52,3% (n=746) de discentes de universidades do Rio Grande do Sul, 22,6% (n=323) de discentes de universidades de Santa Catarina e 25,1% (358) de discentes de universidades do Paraná (p=0,0001). Quanto às modalidades de ensino nas universidades públicas ou privadas, 1,4% (n=17) dos acadêmicos referiram estar em atividades exclusivamente presenciais; 15,3% (n=191) em atividades híbridas; 81,2% (n=1013) em atividades exclusivamente não presenciais; 1,2% (n=15) não retornaram às atividades e 0,9% (n=11) realizaram o trancamento da matrícula, com diferença significativa para essa variável categórica (p=0,0001). Quanto ao grau de distanciamento social, 22,6% (n=282) referiram alto; 70,5% (n=879) referiram médio; 6,0% (n=75) referiram baixo e 0,9% (n=11) referiram nulo, com diferença significativa para essa variável categórica (p=0,0001). Nosso estudo mostra que até o momento um maior número de participantes do estudo são oriundos das instituições públicas, apesar de o Censo do Ensino Superior de 2019 afirmar que 88,4% das instituições de ensino superior são privadas. As instituições apresentaram diversidade nas suas modalidades de ensino, sendo que a grande maioria dos acadêmicos tiveram apenas atividades remotas no período analisado. Mas isso não se refletiu no distanciamento social, pois a grande maioria dos acadêmicos apresentou um médio distanciamento social. Já o trancamento da matrícula, observado no estudo, foi considerado baixo (0,9%) e não pode ser associado a números de evasão, pois esses dependem de diversos fatores a serem observados.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
HENRIQUE SENGER, F.; DALLANORA, S.; KIMI SUDO MARTELLETO, G.; RODRIGUES BORGES, A.; ELISABETH KIENZLE HAGEN, M.; CRISTINA DE MACEDO, I. MODALIDADES DE ENSINO E GRAU DE DISTANCIAMENTO SOCIAL ENTRE ACADÊMICOS DA REGIÃO SUL DO BRASIL NA PANDEMIA POR COVID-19. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.