A UTILIZAÇÃO DE PLANTAS MEDICINAIS POR USUÁRIOS DIABÉTICOS DE UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE

  • Ariela Almeida Brazeiro
  • Brenda Silveira Costa
  • Lara da Costa Leal
  • Ana Letícia Vargas Barcelos
Rótulo Diabetes, Mellitus, Atenção, Básica, Ervas, Medicinais

Resumo

A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem demonstrado interesse nas práticas integrativas e complementares principalmente no uso de plantas medicinais, visto que, aproximadamente 80% da população mundial ainda utilizam medicamentos compostos por plantas. A OMS busca trazer estudos adequados e desenvolver sistemas que melhorem os cuidados com a saúde e possam ser estendidos a toda população, com isso foi desenvolvido a política nacional de práticas integrativas e complementares (PNPIC) que traz diretrizes e ações para que os serviços relacionados a medicina tradicional sejam inseridos e normatizados na rede pública de saúde. Neste sentido, o uso das plantas medicinais para o tratamento do Diabetes Mellitus (DM) pode ser uma forma opcional, visto que, o diabetes é o grupamento heterogêneo de doenças metabólicas que estimula a elevação da glicose sanguínea (hiperglicemia). Isso pode acontecer devido à resistência da ação da insulina na célula e/ou pela deficiência na elaboração insulínica. A utilização de medicamentos controlados, para manter a glicose sanguínea dentro do adequado, se torna na maioria dos casos, inevitável. Além dos medicamentos, há como alternativa coadjuvante e natural para o controle da hiperglicemia, o uso de plantas medicinais que tem em sua composição características hipoglicêmicas e possuem vários compostos bioativos responsáveis por melhorar a produção de insulina, como glicosídeos, alcalóides, terpenos, flavonóides e carotenóides. Para tanto, é necessária a compreensão sobre a utilização dessas, visto que, muitas pessoas podem fazer o uso incorreto e assim acabar negligenciando sua doença e a utilização do tratamento médico indicado, e como consequência acarretar em prejuízo para sua saúde. A presente pesquisa teve como objetivo investigar qual a fonte de indicação e frequência sobre a utilização de plantas medicinais por usuários diabéticos de um município da fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Foi realizada uma pesquisa em uma Unidade Básica de Saúde, onde foram entrevistados 76 usuários com diagnóstico de Diabetes Mellitus. As entrevistas foram efetuadas em visitas domiciliares, no qual aplicou-se um questionário semi estruturado abrangendo questões, como, a fonte de indicação e a frequência do uso de plantas medicinais. Os dados coletados foram analisados pelo programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 20.0 e expressos com número absoluto e percentual. Este trabalho foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), sob o número 3.623.020, e faz parte de um projeto maior, intitulado Plantas medicinais como coadjuvante no tratamento do Diabetes Mellitus. Os resultados encontrados demonstram que 18,4% (n=14) da amostra relataram fazer uso de plantas medicinais. Desses 42,8% (n=6) usuários referem consumir cinco vezes ou mais, durante a semana. Ainda 78,5% (n=11) dos que fazem uso das plantas mencionaram utilizá-las com base nas orientações de vizinhos, familiares ou sob indicações da mídia. Estes resultados estão de acordo com os dados presentes na literatura, no qual, estabelece que a principal fonte de indicação dos indivíduos é por amigos, familiares ou pela mídia. Quanto aos resultados do uso e da frequência de plantas medicinais houve a falta de informações vigentes na literatura. Neste contexto, pode-se apontar a carência em relação à orientação dos profissionais de saúde para a população sobre o uso correto das plantas medicinais, sendo que a dosagem e a frequência podem causar toxicidades e efeitos adversos se utilizadas de forma erradas. A falta de conhecimento da população diante do uso de plantas medicinais, se deve à crença que, por serem conhecidas como fontes naturais, são livres de perigos. Por outro lado, se utilizada corretamente desde o modo de preparo, dosagens e frequências adequadas, pode fornecer benefícios para as condições de saúde em relação aos propósitos terapêuticos, como também, o menor acontecimento de efeitos colaterais. Esta terapia complementar permite uma maior importância para costumes culturais, tradicionais, baixo custo e facilidade de acesso. Com isso, conclui-se que foi perceptível a falta de orientações da população entrevistada em relação a essa terapia, dado que os mesmos não foram orientados por profissionais capacitados e assim não tem o conhecimento correto da frequência recomendada para o uso das plantas medicinais como terapia complementar para o Diabetes Mellitus.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
ALMEIDA BRAZEIRO, A.; SILVEIRA COSTA, B.; DA COSTA LEAL, L.; LETÍCIA VARGAS BARCELOS, A. A UTILIZAÇÃO DE PLANTAS MEDICINAIS POR USUÁRIOS DIABÉTICOS DE UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.