DESENVOLVIMENTO E CARACTERIZAÇÃO DE NANOCÁPSULAS POLIMÉRICAS CONTENDO LUTEÍNA E ÓLEO VEGETAL DE ANDIROBA

  • Luiza Rodrigues Nenê
  • Leticia Marques Colomé
Rótulo Luteína, Andiroba, Nanocápsulas, poliméricas

Resumo

Os carotenóides são pigmentos lipofílicos encontrados na natureza. Dentre estes, há um subgrupo denominado xantofilas, caracterizados por possuírem substituintes oxigenados em sua estrutura. A luteína é um pigmento lipofílico do grupo das xantofilas que, assim como os demais carotenóides, não é produzida pelo organismo humano, apenas incorporada através da dieta. Apesar disso, está presente no soro humano, bem como na mácula e na lente dos nossos olhos. Esta xantofila possui diversas propriedades biológicas, agindo como antioxidante, filtro de luz azul e inibindo o crescimento de células cancerígenas. Entretanto, sua solubilidade em água é baixa, e sua biodisponibilidade e a aplicação em formulações são limitadas devido à instabilidade relacionada ao oxigênio, luz e temperatura, já que possui uma estrutura de oito ligações duplas conjugadas. Já o óleo vegetal de andiroba (Carapa guianensis Aublet) advém de uma árvore da família Meliaceae, e possui diversas propriedades documentadas, como a antialérgica, anti-inflamatória e cicatrizante. Apesar disso, é um composto altamente hidrofóbico, contendo cerca de 70 ligações insaturadas em sua estrutura química. Além do mais, poucos são os trabalhos experimentais relacionados à sua eficácia em nanoformulações de uso tópico. Com isso, o desenvolvimento de nanopartículas poliméricas carreadoras de luteína e óleo vegetal de andiroba torna-se uma alternativa viável para aprimorar as propriedades físico-químicas de ambas as substâncias e permitir seu uso terapêutico. Logo, o presente estudo teve como principais objetivos a preparação e a caracterização de nanocápsulas poliméricas contendo luteína e óleo vegetal de andiroba. A fim de avaliar a compatibilidade do óleo vegetal de andiroba com o polímero poli-e-caprolactona, foi realizado o teste de inchamento de polímero. A poli-e-caprolactona foi solubilizada em acetona até total evaporação do solvente, formando um filme polimérico. O mesmo foi pesado em balança analítica e levado a um béquer de 10 mL previamente preenchido de óleo vegetal de andiroba. A pesagem do filme polimérico se deu após 7 dias e 14 dias. Já para a obtenção das nanopartículas foi empregado o método de deposição interfacial do polímero pré-formado. Os componentes da fase orgânica - poli-e-caprolactona, monoestearato de sorbitano, luteína e óleo vegetal de andiroba - foram pesados e solubilizados em acetona, e o componente da fase aquosa - polissorbato 80 - foi pesado e solubilizado em água ultrapura. Ambas as fases foram solubilizadas durante 1 hora com o auxílio de um banho-maria e agitação magnética. Depois, a fase orgânica foi vertida sob a fase aquosa, formando uma solução opaca e de cor alaranjada. Esta solução foi mantida sob agitação moderada por 10 minutos e levada ao evaporador rotatório para remoção de parte da água e o excesso de solvente orgânico. Com isso, dois parâmetros foram avaliados por meio de difratometria a laser, através do equipamento Mastersizer® 2000 (Malvern): o tamanho de partícula e a polidispersão. Como resultados das pesagens no teste de inchamento de polímero, obtivemos um peso inicial de 0,1480 g, e pesos 1 e 2 de 0,1499 g e 0,1497 g respectivamente. Além disso, com a análise da formulação obtivemos um tamanho nanométrico de 354 nm e uma polidispersão de 1,788. Os resultados mostram-se promissores, pois assim foi possível alcançar os objetivos propostos, desenvolvendo e caracterizando uma nova formulação à base de luteína e óleo vegetal de andiroba.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2021-11-16
Como Citar
RODRIGUES NENÊ, L.; MARQUES COLOMÉ, L. DESENVOLVIMENTO E CARACTERIZAÇÃO DE NANOCÁPSULAS POLIMÉRICAS CONTENDO LUTEÍNA E ÓLEO VEGETAL DE ANDIROBA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.