AÇÃO DA SUPLEMENTAÇÃO CRÔNICA EM MODELO EXPERIMENTAL DE DHGNA NAS ENZIMAS HEPÁTICAS: ALT E AST

  • Laura Smolski dos Santos
  • Silvia Muller Moura
  • Genifer Erminda Schreiner
  • Rafael Tamborena Malheiros
  • Vinicius Tejada Nunes
  • Vanusa Manfredini
Rótulo Vitamina, Enzimas, hepáticas, DHGNA

Resumo

A vitamina D (VD) é um hormônio esteroide amplamente comercializado e conhecido pelo seu papel principalmente no metabolismo do osteomineral e também como importante hormônio modulador no combate de patologias sistêmicas, em especial doenças cardiovasculares, densidade óssea, doenças autoimunes, infecções e síndromes metabólicas, em especial na esteatose hepática não alcoólica, onde diferentes estudos experimentais ou observacionais demostram que a VD possui um papel modulador. Entretanto desde o início do século XX até os dias atuais vem aumentando o consumo de forma descontrolada deste suplemento e casos de intoxicação por hipervitaminose são cada vez mais comuns. Portando, o objetivo deste estudo é avaliar a suplementação crônica da VD em modelo experimental de Ratos Wistar machos e fêmeas submetidos a modelos de doença gordurosa hepática não alcoólica (DHGNA). Assim este projeto está sob o número 016/2020 CEUA/UNIPAMPA. Para isso, os ratos (n=30 machos e n=30 fêmeas) foram submetidos a DHGNA com a ingestão de ração hiperlipídica e água enriquecida com 45% de sacarose durante 45 dias. Após a indução da DHGNA, os animais permaneceram com ração e água ad litum e foram divididos em 5 grupos (n=6): G1: EH+ salina, G2: EH+ 500UI/kg/dia, G3: EH+ 1000 UI/kg/dia, G4: EH+ 2000 UI/kg/dia e G5: EH+3000 UI/kg/dia. A VD foi administrada por gavagem uma vez na semana por 1 mês. Em seguida, os animais passaram por eutanásia utilizando sobre dose de anestésicos por via IP. Foi realizada punção cardíaca para obtenção do sangue total e posterior análise dos parâmetros bioquímicos na automação LABTEST. Para a avaliação da função hepática foram dosados as enzimas aspartato aminotransferase (AST) e alanina aminotransferase (ALT), dos animais e posteriormente realizado teste de Shapiro-Wilks e Levane seguido de Anova de uma via. Após análise estatística observou uma elevação significante em ambos sexos na enzimas AST (α: 0,001), entretanto a enzima ALT (α: 0,001) apresentou significância apenas no sexo masculino. Com isso a mostra que a administração crônica de VD alterou de forma nociva as principais enzimas hepáticas, levando em consideração que a VD é metabolizada no tecido hepático, aliado a sobrecarga tecidual com a esteatose hepática, vemos que houve uma diferença entre o grupo G1: EH+ salina (controle) e os Grupos tratamentos. Contudo, mais estudos devem ser realizados para elucidar esta ligação.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
SMOLSKI DOS SANTOS, L.; MULLER MOURA, S.; ERMINDA SCHREINER, G.; TAMBORENA MALHEIROS, R.; TEJADA NUNES, V.; MANFREDINI, V. AÇÃO DA SUPLEMENTAÇÃO CRÔNICA EM MODELO EXPERIMENTAL DE DHGNA NAS ENZIMAS HEPÁTICAS: ALT E AST. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.