VALIDAÇÃO DE CONTEÚDO E AUDIOVISUAL: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

  • Gilson André de Sá Vargas Júnior
  • Maria Victória Teixeira Schmidt
  • Letice Dalla Lana
Rótulo Filme, Vídeo, Educativo, Educação, Saúde, Tecnologia, Educacional

Resumo

Vídeos educativos são ferramentas pertinentes por seu aspecto atraente, contemporâneo e dinâmico. Através da sua popularização têm sido elaborados vídeos com a finalidade de capacitar alunos, instruir profissionais ou informar o público em geral. A partir desse novo contexto, as organizações de ensino tiveram que se adequar, utilizando como uma das opções de metodologia o ensino híbrido, que é a aplicação do ensino presencial, unificado ao ensino online onde as tecnologias educacionais são consideradas ferramentas importantes. A construção e disseminação de vídeos educativos, principalmente em tempos de fakenews, demanda de validação do conteúdo e audiovisual por profissionais com expertise sobre a temática visando estimular e fortalecer o público alvo a quem se dirige a informação. Com o advento da pandemia da COVID-19, os vídeos tornaram-se ferramentas de disseminação de conteúdo. No entanto, torna-se necessário assegurar o conteúdo dos vídeos, bem como validação das propostas a serem disseminadas. Neste ínterim, o objetivo deste estudo é elencar os critérios de validação para vídeo de simulação realística a partir de evidências científicas. Estudo do tipo revisão bibliográfica, realizado em setembro de 2021, na base de dados Google Acadêmico. Incluíram-se produções científicas de qualquer natureza metodológica e publicadas nos últimos 10 anos. Excluíram-se blogs e recursos audiovisuais. Foram utilizadas 10 publicações adequadas aos critérios adotados e aos objetivos propostos. A realização deste levantamento emergiu de uma das etapas metodológicas do projeto de pesquisa Construção e validação de simulação em vídeo para ensino de enfermagem em tempos de pandemia provocada pela COVID-19; nº 20210523233320. Foram identificados vídeos educativos para idosos acerca dos riscos de queda, adesão às precauções padrão por profissionais de enfermagem, orientação de pais de crianças em cateterismo intermitente e limpo, promoção da autoeficácia materna na prevenção da diarreia infantil, prevenção de queda em criança hospitalizada, medida da pressão arterial em programas de rastreamento, autocateterismo vesical intermitente limpo, necessidades de saúde relacionadas com o tratamento quimioterápico, vacinação contra o papilomavírus humano, surdos acerca da ressuscitação cardiopulmonar. Identificou-se que em nove artigos foram utilizadas três etapas para a produção do vídeo, sendo elas pré-produção, produção e pós-produção. Para facilitar o entendimento dos roteiros em dez artigos foi desenvolvido um storyboard que serve como um rascunho que permite visualizar toda a estrutura do vídeo que será criado. Em relação a duração dos vídeos o menor tempo foi de cinco minutos e o maior chegando a marca dos dezesseis minutos, recomenda se que este tipo de ferramenta didática não ultrapasse os quinze minutos, após este período, a manutenção da atenção de quem o assiste torna-se comprometida. Quanto aos instrumentos de validação dos vídeos foi utilizado a escala de Likert em oito artigos, dentre as escala apareceu variáveis de três, quatro e cinco níveis sendo adequado, parcialmente adequado e inadequado a escala com três níveis, Totalmente Adequado (TA); de Adequado (A); de Parcialmente Adequado (PA), e de Inadequado (I) a escala de quatro níveis e a de cinco níveis a concordo fortemente, concordo, não concordo nem discordo, discordo, discordo fortemente. No tocante aos itens que constituíam os instrumentos houve uma ampla diversidade, em geral focaram no conteúdo do vídeo, quanto à coerência e clareza das informações; audiovisual que refere-se aos recursos visuais e sonoros do vídeo. Outras produções incluíram objetivo, organização, relevância, aparência, ambiente e linguagem verbal, dispondo de espaço para anotações de sugestões. Foi identificado uma variação de 5 a 23 juízes e/ou expertises nas temáticas, quais foram recrutados conforme atendiam aos requisitos com a confirmação através do currículo Lattes e pelo método de amostragem em bola de neve, é recomendável sete especialista no mínimo podendo alternar conforme as características relacionadas ao tema abordado, também houve aparecimento de profissionais da comunicação social e audiovisual e inclusão do público-alvo na validação de todas as produções. Verificou-se que a respeito do validamento do conteúdo a concordância mínima entre os avaliadores para que o conteúdo fosse considerado relevante oscilou com índices igual ou superior de 70% a 80%, quando necessário foram acatadas as sugestões para melhoramento do índice. Conclui-se que as evidências científicas não padronizam instrumentos de validação de conteúdo e/ou audiovisual. Acredita-se que essa diferenciação esteja atrelada às características de cada vídeo de simulação a ser apresentado. Ademais, julga-se que o processo de validação de recursos audiovisuais, vídeos educativos, devem ser realizados com o intuito de evitar a disseminação de fakenews ou conteúdos inapropriados à população alvo.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2021-11-16
Como Citar
ANDRÉ DE SÁ VARGAS JÚNIOR, G.; VICTÓRIA TEIXEIRA SCHMIDT, M.; DALLA LANA, L. VALIDAÇÃO DE CONTEÚDO E AUDIOVISUAL: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.