NECESSIDADES DE CUIDADO DAS PESSOAS COM ESTOMIAS INTESTINAIS DE ELIMINAÇÃO

  • Thiago Réger Fontoura Da Silva
  • Bruna Sodre Simon
Rótulo Estomia, Cuidado, Estomaterapia, Enfermagem, Saúde

Resumo

As estomias intestinais de eliminação são realizadas cirurgicamente no intestino grosso (colostomia) ou no delgado (ileostomia), a fim de desviar o trajeto do conteúdo fecal, sendo depositado em uma bolsa coletora aderida à parede abdominal. Observa-se que o pós-operatório desses tipos de cirurgias proporciona à pessoa com estomia alterações físicas, psíquicas e sociais. Com isso, diversas modificações acontecem na sua rotina diária, desde o cuidado com a estomia até as atividades domésticas e laborais. Objetivou-se identificar na literatura científica, as necessidades de cuidado das pessoas com estomias intestinais de eliminação. Trata-se de uma revisão narrativa, realizada em setembro de 2021 na Biblioteca Virtual em Saúde pela estratégia de busca avançada: Cuidado OR cuidados AND estomia de eliminação. Incluíram-se artigos na íntegra, publicados nos idiomas português, inglês ou espanhol e que respondessem à questão de pesquisa Quais as necessidades de cuidados das pessoas com estomias intestinais de eliminação? Das 17 publicações encontradas, 5 não eram artigos, 2 não responderam o objetivo e 1 estava duplicado. Após leitura na íntegra, 9 trabalhos foram selecionados para análise. Percebe-se que as necessidades de cuidado das pessoas com estomia já se tem início no pré-operatório, uma vez que o conhecimento sobre seu quadro clínico pode ocasionar danos físicos, sociais e psicológicos. Corrobora com essa situação no âmbito hospitalar, a fragilidade no vínculo entre enfermeiro e paciente. Ainda, há o comprometendo da qualidade de vida e torna-se preciso a compreensão para o desenvolvimento do autocuidado relacionado com a própria estomia e a alimentação. Os artigos também revelam como necessidade de cuidado, a aprendizagem sobre o manuseio das bolsas coletoras e o uso correto dos adjuvantes de cuidados, como por exemplo, o pó, pasta, creme barreira, cinto, filtro de carvão ativado, limpador e o granulogel. Outra necessidade encontrada nas publicações se refere à identificação das principais complicações apontadas pelos indivíduos que possuem estomia, são as hérnias, as dermatites e o prolapso. Destaca-se que viabilizar o autocuidado é importante para a autonomia dessas pessoas, visto que esse conhecimento auxiliaria no tratamento precoce dessas possíveis complicações. A pouca oferta de adjuvantes ou a sua não distribuição, é também entendida como uma necessidade de cuidado. Também, é explícito a necessidade da descentralização do serviço de assistência. As pessoas com estomias intestinais de eliminação sentem-se constrangidas e apresentam baixa autoestima devido ao odor fétido das fezes, os ruídos oriundos da flatulência, a marcação da bolsa nas roupas, e ainda, os possíveis acidentes como extravasamento ou descolamento da bolsa coletora. Diante disso, temse a necessidade de cuidados relacionados às questões psíquicas, sociais e de cuidados diretos com a estomia. Essas dificuldades implicam na utilização de roupas mais soltas e de cuidar para não molhar a bolsa; isso acompanhado de sentimentos ansiosos e preocupantes relacionados à manipulação da estomia. Dessa forma, foi possível perceber o manejo com a bolsa coletora e os adjuvantes são dominantes como necessidades de cuidados das pessoas com estomias intestinais de eliminação. Portanto, cabe aos profissionais da saúde, em especial, os enfermeiros, oportunizar orientações que promovam o autocuidado, uma vez que é essencial para a autonomia dessas pessoas. Além disso, prevenir possíveis complicações no pósoperatório como as hérnias, dermatites e prolapso. Por fim, ressalta-se que o estado da arte para essa temática ainda é reduzido, tendo necessidade de maior visibilidade pelo meio científico.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
RÉGER FONTOURA DA SILVA, T.; SODRE SIMON, B. NECESSIDADES DE CUIDADO DAS PESSOAS COM ESTOMIAS INTESTINAIS DE ELIMINAÇÃO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.