ASSOCIAÇÃO ENTRE A RESISTÊNCIA LOMBOPÉLVICA E POTÊNCIA, AGILIDADE E EQUILÍBRIO EM ATLETAS DE FUTSAL SUB-20

  • Rodrigo Nogueira
  • Joana Renner Bandeira
  • Guilherme da Silveira Nicorena
  • Lilian Pinto Teixeira
  • Renato Ribeiro Azevedo
  • Simone Lara
Rótulo estabilidade, lombopélvica, fatores, risco, lesão, esportiva

Resumo

Atualmente é visto no âmbito científico que a resistência lombopélvica está intimamente ligada com a prevenção de lesões, assim como à reabilitação de atletas. Os músculos desta região, também conhecida como core, são responsáveis por transmitir a força exercida do centro para as extremidades do corpo. A estabilidade desses músculos é definida como a capacidade de controlar a posição e o movimento do tronco sobre a pélvis para permitir a transferência e o controle da força e do movimento. Uma vez que a força e a potência são relevantes no que tange ao rendimento dos atletas, sugere-se que a produção de força no core auxilie essa transmissão de energia, pois, na ausência dessa estabilização, a potência gerada nos membros inferiores não seria transferida, comprometendo o desempenho do atleta. Porém, ainda não temos tantos estudos quanto á proporção da relação da resistência lombopélvica com atributos funcionais utilizados em esportes de alto rendimento e, principalmente, no futsal. Diante disso, o objetivo do presente estudo foi identificar se existe associação entre a resistência lombopélvica, potência, agilidade e equilíbrio em atletas de futsal sub-20. Nesse estudo transversal descritivo e quantitativo, foram incluídos 13 atletas de futsal masculino Sub-20 (17,46±1,85 anos, massa = 69,81±7,95Kg, estatura =1,73±0,04m). Os atletas foram submetidos as seguintes avaliações: a) Avaliação da resistência lombopélvica através do Prone bridge test o atleta assumiu uma posição de prancha frontal, mantendo o máximo tempo possível sem abaixar o quadril, sendo que este era monitorado pelo avaliador por meio de uma régua do seu ponto mais baixo até o solo, e contabilizado em segundos. b) Avaliação da potência de membros inferiores através do Single hop test no qual o atleta foi orientado a saltar a maior distância possível de um ponto zero previamente demarcado, e a distância do salto foi obtida por meio de medição com fita milimétrica considerando o ponto mais posterior do calcanhar; Side hop test - o atleta foi orientado a realizar 10 repetições consecutivas de saltos laterais em apoio unipodal o mais rápido possível, a uma distância de 30 cm demarcados por fitas coladas no solo. Tanto para o Single quanto para o Side hop test, foram realizados três saltos em cada MI, sendo a primeira tentativa apenas de familiarização e as duas seguintes de mensuração. c) Avaliação da agilidade através do Teste T - no qual o atleta partiu do cone A até o cone B localizado 9,14 m à frente, em seguida deslocou-se lateralmente à esquerda por 4,57 m até o cone C e deste para a direita por 9,14 m até o cone D, de onde retornou ao B e dali correndo para trás até a linha do cone A. O trajeto foi cronometrado e realizado duas vezes, sendo reportado a média dos tempos. d) Avaliação do equilíbrio postural através do Star Excursion Balance Test (SEBT) modificado - o atleta posicionou o pé do membro a ser avaliado sobre a convergência das três fitas métricas dispostas no solo e, sem retirar o calcanhar do chão e com as mãos na cintura, foi medido o alcance da perna livre nas direções anterior, posteromedial e posterolateral, e, após, calculado a equação do teste. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UNIPAMPA, sob o número 2.351.616. A análise dos dados foi realizada através do programa Statistical Package for the Social Science (SPSS), por meio de estatística descritiva com medidas de média, desvio padrão e frequência. Para analisar a correlação entre as variáveis, foi utilizado o teste de correlação de Pearson. Para todas as análises foi utilizado o nível de significância de 5% (p<0,05). Houve associação positiva entre a resistência lombopélvica e o Single hop do membro inferior direito (MID) (R=0,62, P=0,02) e membro inferior esquerdo (MIE) (R=0,66, P=0,01), bem como associação negativa entre a estabilidade lombopélvica e o Side hop do MID (R= - 0,55, P= 0,04) e do MIE (R= - 0,71, P=0,006), evidenciando que os atletas que apresentaram maior estabilidade lombopélvica apresentaram melhor potência de membros inferiores (MMII). Ainda, os atletas com uma melhor estabilidade lombopélvica também apresentaram maior agilidade (R= -0,59, P=0,03). Ademais, os atletas com melhor estabilidade lombopélvica apresentaram melhor equilíbrio, tanto no MID (R=0,58, P=0,03), quanto no MIE (R=0,63, P=0,02). Os atletas que apresentaram maior resistência lombopélvica possuíam melhor potência muscular de MMII, bem como maior agilidade e equilíbrio. Com base nesses achados, apoia-se a inserção de exercícios de estabilidade do core nos programas de treinamento e prevenção dos atletas de futsal.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
NOGUEIRA, R.; RENNER BANDEIRA, J.; DA SILVEIRA NICORENA, G.; PINTO TEIXEIRA, L.; RIBEIRO AZEVEDO, R.; LARA, S. ASSOCIAÇÃO ENTRE A RESISTÊNCIA LOMBOPÉLVICA E POTÊNCIA, AGILIDADE E EQUILÍBRIO EM ATLETAS DE FUTSAL SUB-20. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.