REVISÃO INTEGRATIVA SOBRE MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS PARA DOR NA PARTURIÇÃO

  • Lais Veiga de Lima
  • Beatriz Pedroso Vercelhesi
  • Bruna de Macedo Pedroso
  • Caroline Tibola
  • Mariana Pinto da Fontoura
  • Fernanda Vargas Ferreira
Rótulo Dor, parto, Modalidades, fisioterapia, Revisão

Resumo

Introdução: A dor na parturição é um processo complexo que envolve contração uterina, estiramento cervical e perineal, estresse e seus marcadores bioquímicos como cortisol e baixo limiar de tolerância à dor ilustrado por baixos níveis de endorfina e fadiga. Além disso, na cultura ocidental, aspectos de natureza afetiva e emocional se associam ao Trabalho de Parto (TP), conferindo um cenário de ansiedade, tensão e desinformação. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS) recomendam o uso de métodos não farmacológicos (MNF) para alívio da dor no TP, os quais devem ser ofertados antes de métodos farmacológicos; além disso, entende-se que os MNF são tecnologias de cuidado que envolvem conhecimentos científicos e humanísticos e vem ao encontro da humanização do nascimento e do estímulo ao protagonismo da mulher. O fisioterapeuta como profissional de suporte à parturiente pode auxiliar na facilitação da promoção da saúde e na proteção ao nascimento, sempre priorizando a autonomia da mulher. Objetivos: Verificar as evidências científicas acerca dos métodos não farmacológicos (MNF) utilizados no TP/parto. Metodologia: Revisão integrativa que seguiu a estratégia PICO (parturientes, recursos não farmacológicos, alívio na dor de trabalho de parto) como norteadora da pergunta-chave. As buscas foram realizadas por dois pesquisadores de forma independente em fevereiro de 2021 e atenderam aos critérios: a) publicações entre 2015 e 2020; b) estudos com delineamento ensaio controlado ou quasi-experimental; c) bases de dados Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), Embase, e Medline e seus respectivos descritores DeCS, Emtree e MESH; d) idiomas espanhol, inglês e português; e) avaliação do desfecho alívio da dor e f) amostras exclusivamente de parturientes. Extraíram-se as informações título/ano de publicação/origem; delineamento do estudo; condutas terapêuticas e achados. Resultados: O corpus da revisão integrativa foi constituído por 20 artigos que utilizaram como MNF, de forma isolada ou combinada, deambulação (movimentação livre), posturas verticalizadas, exercícios pélvicos, massoterapia, técnicas respiratórias, musicoterapia, uso de bola de parto, banho de aspersão ou de imersão, taping, aromaterapia, auriculoterapia, acupressão e eletroestimulação transcutânea (EET). Conclusão: As possibilidades fisioterapêuticas de atuação no TP/parto se mostraram multifacetadas e devem ser ajustadas conforme a preferência da parturiente em prol de uma experiência positiva que estimule a liberdade de movimento e o uso ativo do próprio corpo no processo de parturição. Além disso, o fisioterapeuta também deve pautar sua prática em evidências científicas e na experiência clínica a fim de que a (s) escolha (s) terapêutica (s) respeite o processo de parturição, suas vocalizações e silêncios. Importante contextualizar que os benefícios das intervenções fisioterapêuticas no TP/parto englobam menor percepção dolorosa, redução do tempo de duração, diminuição das doses de reforço analgésico, diminuição do uso de métodos farmacológicos para analgesia, maior satisfação com a experiência, maior tolerância à dor e repercussão positiva sobre parâmetros fisiológicos (eg., respiratórios, cardiovasculares). Outrossim, destaca-se que a Associação Brasileira de Fisioterapia em Saúde da Mulher (ABRAFISM) reforça a campanha Por mais Fisioterapeutas nas Maternidades com vistas a ampliar e implementar serviços de Fisioterapia em prol de elevados níveis de excelência em assistência obstétrica no parto e no puerpério.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2021-11-16
Como Citar
VEIGA DE LIMA, L.; PEDROSO VERCELHESI, B.; DE MACEDO PEDROSO, B.; TIBOLA, C.; PINTO DA FONTOURA, M.; VARGAS FERREIRA, F. REVISÃO INTEGRATIVA SOBRE MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS PARA DOR NA PARTURIÇÃO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.