PERFIL DOS BEBÊS ASSISTIDOS NO AMBULATÓRIO DE SEGUIMENTO FISIOTERAPÊUTICO DE EGRESSOS DA UTI NEONATAL EM UM HOSPITAL DA FRONTEIRA OESTE

  • Nadine Castro Portuguez
  • Eloá Maria dos Santos Chiquetti
Rótulo Prematuridade, UTI, Neonatal, Fisioterapia

Resumo

Introdução: De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) o recém-nascido pré-termo é definido por aquele com nascimento em menos de 37 semanas de idade gestacional, independente do peso ao nascer. Estas crianças correm maior risco de déficits neurológicos quando comparadas as nascidas a termo, e estes riscos evoluem de maneira inversamente proporcional a idade gestacional. Os estímulos estressantes que os recém nascidos ficam expostos durante a internação são capazes de provocar respostas que desordenam os sistemas e afetam os prematuros em longo prazo. As alterações sensoriais desta população são frequentemente associadas a prejuízos cognitivos e sociais posteriores, visto que todos os aspectos do desenvolvimento neurológico podem ser afetados pela prematuridade. Embora os avanços no cuidado da criança prematura tenham garantido uma maior sobrevida a esta população, a presença de morbidades em diferentes graus torna imprescindível a continuidade da assistência após a alta hospitalar destes pacientes, tornando assim uma extensão dos cuidados empregados na UTI Neonatal. Os Programas de Seguimento de Prematuros foram estabelecidos no Brasil para colaborar com a detecção precoce de complicações secundárias a prematuridade, bem como para facilitar as condutas terapêuticas e empoderar os familiares. Objetivos: Descrever as características de bebês acompanhados em um programa de follow-up ambulatorial, para que se qualifique a assistência prestada, minimizando os efeitos que a prematuridade causa ao desenvolvimento da criança. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva quantitativa na qual foram incluídos bebês provenientes da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Santa Casa de Uruguaiana e foram excluídas as crianças que residem em outro município e/ou que não conseguem comparecer no seguimento. Para coleta de dados foi utilizado ficha resumo de alta hospitalar e a caderneta da criança contendo os principais fatores pré, peri e pós natais de risco para o bebê. As variáveis coletadas foram: sexo, data de nascimento, idade gestacional, peso ao nascer, comprimento ao nascer, tipo de parto, Apgar, histórico da mãe e complicações. Todos os critérios éticos foram estabelecidos, em conformidade com a resolução 466 do Conselho Nacional de Saúde, onde os responsáveis legais pelos bebês assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) (nº 49502415.3.0000.5347). Resultados: Até o momento foram avaliadas 36 crianças, dentre elas 54,3% são do sexo masculino e 45,7% do sexo feminino. Quanto ao tipo de parto, a maioria (68,6%) nasceu de parto cesárea, enquanto 31,4% nasceram de parto vaginal, sendo a maioria dos nascimentos prematuros (72,2%). Destes, 36% eram prematuros tardios, seguidos de 32% muito prematuros, 28% prematuro moderado e 4% prematuro extremo. Quanto à categorização do peso ao nascer, a maioria nasceu com baixo peso (61,1%), enquanto 22% nasceram com muito baixo peso e apenas 16,7% com peso adequado. Devido à idade gestacional e o peso ao nascimento, os prematuros estão mais suscetíveis a complicações do que crianças nascidas a termo, estando geralmente relacionada a disfunções de sistemas imaturos. Neste estudo, as complicações encontradas foram: sepse neonatal precoce e/ou tardia (9), taquipnéia transitória do recém-nascido (8), anóxia perinatal (7), síndrome da angústia respiratória do recém-nascido (3) e parada cardiorrespiratória (3). Conclusão: Com os avanços tecnológicos na área da neonatologia houve um decréscimo da mortalidade dos bebês prematuros e de risco, e consequentemente uma maior morbidade dessas crianças. Assim, torna-se de extrema importância conhecer o perfil dos bebês assistidos no ambulatório de seguimento fisioterapêutico de egressos da na UTI Neonatal, para contribuir com melhorias da assistência prestada, prevenir complicações e desenvolver estratégias para atenuar os fatores que predispõem desfechos desfavoráveis dos bebês prematuros.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
CASTRO PORTUGUEZ, N.; MARIA DOS SANTOS CHIQUETTI, E. PERFIL DOS BEBÊS ASSISTIDOS NO AMBULATÓRIO DE SEGUIMENTO FISIOTERAPÊUTICO DE EGRESSOS DA UTI NEONATAL EM UM HOSPITAL DA FRONTEIRA OESTE. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.