ANÁLISE DE VARIAÇÕES MORFOLÓGICAS DE BUTIA LALLEMANTII DEBLE & MARCHIORI, (ARECACEAE) NO SUDOESTE DO RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.

  • Natanael Lemos dos Santos
  • Maurício Ricardo de Melo Cogo
  • Lurdes Zanchetta da Rosa
  • Thais Moreira Osório
  • Andriéli Bacega
  • Velci Queiroz De Souza
Rótulo Gênero, Butia, Polimorfismo, Variância, Caracteres, morfológicos

Resumo

Butia lallemantii é uma espécie de palmeira conhecida como butiá-anão ou butiazeiro-anão, pertencente à família Arecaceae e com distribuição na região sudoeste do Rio Grande do Sul e no norte do Uruguai. O gênero Butia possui 21 espécies com ocorrência natural na América do Sul e diferencia-se dos demais por apresentar disposição ascendente dos folíolos conduplicados e a presença de poros no endocarpo. Atualmente os frutos das espécies do gênero são utilizados para o consumo in natura ou para fazer sucos e licores, as folhas na confecção de artesanato, as sementes na extração de óleos e a planta é ornamental, sendo uma alternativa na diversificação de fonte de renda na agricultura familiar. Entretanto as espécies do gênero Butia são bastante polimórficas, apresentam muitas variações morfológicas entre indivíduos da mesma espécie, o que dificulta a determinação taxionômica do gênero. Com isso, o objetivo desse estudo é evidenciar a variância em relação a aspectos morfológicos de três população de Butia lallemantii, distantes 30 km entre si. Para a realização do estudo foram utilizadas 33 matrizes da espécie Butia lallemantii, 11 em cada população, sendo a população 1 encontrada no município de São Francisco de Assis, a população 2 no município de Manoel Viana e a população 3 encontrada no município de Alegrete. As características morfológicas mensuradas para a análise de variância foram: altura da planta; comprimento da folha; comprimento do folíolo; número de folíolos; número de frutos por infrutescência; massa dos frutos; diâmetro longitudinal do fruto; diâmetro equatorial do fruto; massa do endocarpo; diâmetro longitudinal do endocarpo; diâmetro equatorial do endocarpo e a massa do mesocarpo. Para a determinação da altura da planta, comprimento da folha e comprimento do folíolo foi utilizado uma fita métrica. As dimensões dos frutos e endocarpos foram mensuradas utilizando um paquímetro digital. A massa do fruto, endocarpo e mesocarpo foram determinadas por meio de uma balança analítica (0,0001g). A análise estatística foi realizada com o auxílio do software Genes. O número de frutos por infrutescência foi a característica morfológicas com maior variância dentro da população 1 e 2, seguido respectivamente do número de frutos por infrutescência, diâmetro longitudinal do fruto, diâmetro lateral do endocarpo e diâmetro equatorial do fruto na população 1, e do número de frutos por infrutescência, diâmetro lateral do endocarpo, diâmetro longitudinal do fruto e diâmetro equatorial do fruto na população 2. Já na população 3 a característica morfológica com maior variância foi o número de folíolos, seguido respectivamente do número de frutos por infrutescência, diâmetro equatorial do endocarpo, diâmetro longitudinal do endocarpo e diâmetro lateral do fruto. Na comparação dos resultados encontrados nas três populações foi possível constatar que na população 2 foram encontrados os maiores valores de variância em relação aos caracteres morfológicos, números de folíolos, número de frutos por infrutescência, massa dos frutos, diâmetro equatorial do fruto, diâmetro longitudinal do endocarpo e massa do mesocarpo. Na população 3 foram encontrados os menores valores de variância em relação aos caracteres, número de frutos por infrutescência, massa dos frutos, diâmetro longitudinal do fruto, diâmetro equatorial do fruto, massa do endocarpo, diâmetro longitudinal do endocarpo, diâmetro equatorial do endocarpo e massa do mesocarpo. Em suma, na população 2 foram encontrados os maiores valores de variância e na população 3 os menores resultados desta análise. Quando analisado respectivamente os cinco maiores valores de variância nas 3 populações, percebe-se que os resultados da população 1 e 2 são mais semelhantes entre si do que os resultados encontrados na população 3. Diante do exposto, foi possível evidenciar a existência de diferenças na variância em relação aos aspectos morfológicos das 3 populações de Butia lallemantii.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
LEMOS DOS SANTOS, N.; RICARDO DE MELO COGO, M.; ZANCHETTA DA ROSA, L.; MOREIRA OSÓRIO, T.; BACEGA, A.; QUEIROZ DE SOUZA, V. ANÁLISE DE VARIAÇÕES MORFOLÓGICAS DE BUTIA LALLEMANTII DEBLE & MARCHIORI, (ARECACEAE) NO SUDOESTE DO RIO GRANDE DO SUL, BRASIL. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.