IVERMECTINA E SEU USO NO TRATAMENTO DA COVID-19: EFEITOS DE DIFERENTES CONCENTRAÇÕES DO FÁRMACO EM DROSOPHILA MELANOGASTER

  • Franciéle Romero Machado
  • Franciéle Romero Machado Balok
  • Stifani Machado Araujo
  • Vandreza Cardoso Bortolotto
  • Mustafa Munir Mustafa Dahleh
  • Franciane Cabral Pinheiro
  • Silvana Peterini Boeira
Rótulo Toxicidade, Medicamentos, Coronavírus

Resumo

A ivermectina é um fármaco utilizado como antiparasitário, o qual foi sugerida a sua prescrição na terapia de doenças como a Covid-19. Anteriormente já foi demonstrada sua atuação antiviral in vitro em vírus como Zika, influenza A e o vírus da imunodeficiência humana (HIV-1). O composto atua suprimindo a replicação viral por afetar o transporte nuclear de proteínas virais dependente de importina-α/β, assim como na alteração genômica de ácido ribonucleico (RNA). Portanto o potencial antiviral da Ivermectina em estudos in vitro despertou o interesse sobre sua possível ação no tratamento da COVID-19. Assim, para o tratamento em curto tempo de doenças emergentes têm sido sugerido o reposicionamento de fármacos com o intuito de pesquisar uma nova propriedade biológica para um medicamento com terapia estabelecida na prática clínica. Contudo, os aspectos da toxicidade da Ivermectina em modelos animais não estão bem descritos na literatura. A utilização de um modelo animal invertebrado como a Drosophila melanogaster é ideal para a avaliação de possíveis respostas farmacológicas e toxicológicas, dada a sua similaridade fisiológica com o ser humano de cerca de 75% de homologia aos genes de doenças humanas. Ainda, por permitir a experimentação com elevadas concentrações de fármacos. Objetivou-se analisar os efeitos de diferentes concentrações de Ivermectina no modelo experimental Drosophila melanogaster. Nesse estudo utilizaram-se moscas Drosophila (3 dias de idade) de ambos os sexos, categorizadas nos seguintes grupos: (1) Controle; (2) Ivermectina 0,05µM; (3) Ivermectina 0,025µM e (4) Ivermectina 0,0125µM. A exposição durou 7 dias e ao longo desse período foi mensurada diariamente a taxa de sobrevivência, sendo que ao término do experimento as moscas foram conduzidas aos ensaios comportamentais (geotaxia negativa e campo aberto). Na geotaxia negativa avaliase o tempo de escalada da mosca para atingir a marca de 8 cm em um tubo falcon e o teste pode durar até o tempo máximo de 2 minutos. Enquanto no ensaio de campo aberto são mensurados o número de quadrantes (1 cm2) percorridos pelas mocas durante 1 minuto. A realização destas avaliações são consideradas importantes parâmetros para identificação da toxicidade de fármacos. Após os testes in vivo, as moscas foram eutanasiadas e procedeu-se a preparação das amostras para avaliar a atividade enzimática da acetilcolinesterase (AchE). Para comparação das curvas de sobrevivência foi utilizado o teste de log-rank (Mantel-Cox) e para os demais dados foi feita a análise de variância ANOVA de uma via seguida pelo teste de Tukey. Os valores obtidos foram expressos como média ± S.E.M (erro padrão da média) e foram considerados estatisticamente significantes os valores menores de P

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
ROMERO MACHADO, F.; ROMERO MACHADO BALOK, F.; MACHADO ARAUJO, S.; CARDOSO BORTOLOTTO, V.; MUNIR MUSTAFA DAHLEH, M.; CABRAL PINHEIRO, F.; PETERINI BOEIRA, S. IVERMECTINA E SEU USO NO TRATAMENTO DA COVID-19: EFEITOS DE DIFERENTES CONCENTRAÇÕES DO FÁRMACO EM DROSOPHILA MELANOGASTER. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.